quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

A VIDA DE JESUS

1       EXISTÊNCIA DE JESUS ANTES DE VIR EM CARNE

       1  No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.2  Ele estava no princípio com Deus.3  Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi feito se fez.4  Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;5  e a luz resplandece nas trevas, e as trevas não a compreenderam. João 1.1a 5 

5  E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse.João 17.5

58  Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que, antes que Abraão existisse, eu sou.   João 8.58


2       NASCIMENTO E INFÂNCIA DE JESUS

Antecedentes

- Anúncio a Zacarias (Lucas 1. 5 a 25)
5  Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia, um sacerdote, chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas de Arão; o nome dela era Isabel.
6  E eram ambos justos perante Deus, vivendo irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.7  E não tinham filhos, porque Isabel era estéril, e ambos eram avançados em idade.8  E aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua turma,9  segundo o costume sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor para oferecer o incenso.10  E toda a multidão do povo estava fora, orando, à hora do incenso.11  Então, um anjo do Senhor lhe apareceu, posto em pé, à direita do altar do incenso.12  E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor sobre ele.
13  Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João.14  E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento,15  porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe.16  E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus,17  e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.18  Disse, então, Zacarias ao anjo: Como saberei isso? Pois eu já sou velho, e minha mulher, avançada em idade.19  E, respondendo o anjo, disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te e dar-te estas alegres novas.20  Todavia ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas aconteçam, porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de cumprir.21  E o povo estava esperando a Zacarias e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo.22  E, saindo ele, não lhes podia falar; e entenderam que tivera alguma visão no templo. E falava por acenos e ficou mudo.23  E sucedeu que, terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa.24  E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher, concebeu e, por cinco meses, se ocultou, dizendo:25  Assim me fez o Senhor, nos dias em que atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens.

- Anúncio à Maria

Lc 1. 26 a 56 26  E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,27  a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.28  E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. 29  E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas palavras e considerava que saudação seria esta.30  Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus,31  E eis que em teu ventre conceberás, e darás à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.32  Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai,33  e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim.34  E disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão? 35  E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.36  E eis que também Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril.37  Porque para Deus nada é impossível.38  Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela. 39  E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi apressada às montanhas, a uma cidade de Judá,40  e entrou em casa de Zacarias, e saudou a Isabel.41  E aconteceu que, ao ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel foi cheia do Espírito Santo,42  e exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e é bendito o fruto do teu ventre!43  E de onde me provém isso a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor?44  Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre.45  Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte do Senhor lhe foram ditas!46  Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,47  e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador,48  porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada.49  Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e Santo é o seu nome.50  E a sua misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem.51  Com o seu braço, agiu valorosamente, dissipou os soberbos no pensamento de seu coração,52  depôs dos tronos os poderosos e elevou os humildes;53  encheu de bens os famintos, despediu vazios os ricos,54  e auxiliou a Israel, seu servo, recordando-se da sua misericórdia 55  (como falou a nossos pais) para com Abraão e sua osteridade, para sempre.56  E Maria ficou com ela quase três meses e depois voltou para sua casa.

Nascimento de João  lucas 1.57 a 80 57  E completou-se para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho.58  E os seus vizinhos e parentes ouviram que tinha Deus usado para com ela de grande misericórdia e alegraram-se com ela.59  E aconteceu que, ao oitavo dia, vieram circuncidar o menino e lhe chamavam Zacarias, o nome de seu pai.60  E, respondendo sua mãe, disse: Não, porém será chamado João.61  E disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome.62  E perguntaram, por acenos, ao pai como queria que lhe chamassem.63  E, pedindo ele uma tabuinha de escrever, escreveu, dizendo: O seu nome é João. E todos se maravilharam.64  E logo a boca se lhe abriu, e a língua se lhe soltou; e falava, louvando a Deus.65  E veio temor sobre todos os seus vizinhos, e em todas as montanhas da Judéia foram divulgadas todas essas coisas.66  E todos os que as ouviam as conservavam em seu coração, dizendo: Quem será, pois, este menino? E a mão do Senhor estava com ele.67  E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo e profetizou, dizendo: 68  Bendito o Senhor, Deus de Israel, porque visitou e remiu o seu povo!69  E nos levantou uma salvação poderosa na casa de Davi, seu servo, 70  como falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo,71  para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos de todos os que nos aborrecem72  e para manifestar misericórdia a nossos pais, e para lembrar-se do seu santo concerto 73  e do juramento que jurou a Abraão, nosso pai,
74  de conceder-nos que, libertados das mãos de nossos inimigos, o servíssemos sem temor,75  em santidade e justiça perante ele, todos os dias da nossa vida.76  E tu, ó menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir ante a face do Senhor, a preparar os seus caminhos,77  para dar ao seu povo conhecimento da salvação, na remissão dos seus pecados,78  pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus, com que o oriente do alto nos visitou,79  para alumiar os que estão assentados em trevas e sombra de morte, a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.80  E o menino crescia, e se robustecia em espírito, e esteve nos desertos até ao dia em que havia de mostrar-se a Israel.

Intenção de José  (Mt. 1. 18 a25)   
18  Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter concebido do Espírito Santo.19  Então, José, seu marido, como era justo e a não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.20  E, projetando ele isso, eis que, em sonho, lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.21  E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.22  Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:23  Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco)24  E José, despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua mulher,25  e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS.

Nascimento de Jesus / Decreto de César Augusto  
Lc 2,1 a 5 1  E aconteceu, naqueles dias, que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse.2  (Este primeiro alistamento foi feito sendo Cirênio governador da Síria.)3  E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.4  E subiu da Galiléia também José, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família de Davi),5  a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida.

Estrebaria / manjedoura
Lc 2, 6 e 7 6  E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.7  E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.

Visita dos pastores Lc 2.8 a 20
8 Ora, havia, naquela mesma comarca, pastores que estavam no campo e guardavam durante as vigílias da noite o seu rebanho. 9  E eis que um anjo do Senhor veio sobre eles, e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.10  E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo,11  pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o Salvador, que é Cristo, o Senhor.12  E isto vos será por sinal: achareis o menino envolto em panos e deitado numa manjedoura.13  E, no mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais, louvando a Deus e dizendo: 14  Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa vontade para com os homens! 15  E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém e vejamos isso que aconteceu e que o Senhor nos fez saber.16  E foram apressadamente e acharam Maria, e José, e o menino deitado na manjedoura.17  E, vendo-o, divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita. 18  E todos os que a ouviram se maravilharam do que os pastores lhes diziam. 19  Mas Maria guardava todas essas coisas, conferindo-as em seu coração.20  E voltaram os pastores glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido dito.

O nome de Jesus (Lc 2,21)   
21  E, quando os oito dias foram cumpridos para circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora posto antes de ser concebido
Mt. 1.21 a 23   21  E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.
22  Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:
23  Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus conosco).

Apresentação no templo  
Lc. 2.22   22  E, cumprindo-se os dias da purificação, segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor
23  (segundo o que está escrito na lei do Senhor: Todo macho primogênito será consagrado ao Senhor)
24  e para darem a oferta segundo o disposto na lei do Senhor: um par de rolas ou dois pombinhos.

Lc 2.25 a 28 25 Havia em Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.26  E fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.27  E, pelo Espírito, foi ao templo e, quando os pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei,
28  ele, então, o tomou em seus braços, e louvou a Deus, e disse:29  Agora, Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra,30  pois já os meus olhos viram a tua salvação

Visita dos magos – em Jerusalém (Mt. 2.1 a 12)
Herodes \números deles\ estrela \ casa\ 1 ano

1  E, tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém,2  e perguntaram: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos a adorá-lo.3  E o rei Herodes, ouvindo isso, perturbou-se, e toda a Jerusalém, com ele. 4  E, congregados todos os príncipes dos sacerdotes e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo.5  E eles lhe disseram: Em Belém da Judéia, porque assim está escrito pelo profeta:6  E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és a menor entre as {ou príncipes} capitais de Judá, porque de ti sairá o Guia {ou Governador} que há de apascentar o meu povo de Israel.7  Então, Herodes, chamando secretamente os magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes aparecera.8  E, enviando-os a Belém, disse: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino, e, quando o achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.9  E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis que a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando, se deteve sobre o lugar onde estava o menino.10  E, vendo eles a estrela, alegraram-se muito com grande júbilo.11  E, entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e mirra.12  E, sendo por divina revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes, partiram para a sua terra por outro caminho.

Raquel (Jr 31.15) 15  Assim diz o SENHOR: Uma voz se ouviu em Ramá, lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos, sem admitir consolação por eles, porque já não existem.

Fuga (Mt. 2. 13 a 23) 13  E, tendo-se eles retirado, eis que o anjo do Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga, porque Herodes há de procurar o menino para o matar.14  E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito.15  E esteve lá até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.16  Então, Herodes, vendo que tinha sido iludido pelos magos, irritou-se muito e mandou matar todos os meninos que havia em Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo que diligentemente inquirira dos magos.17  Então, se cumpriu o que foi dito pelo profeta Jeremias, que diz:18  Em Ramá se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto; era Raquel chorando os seus filhos e não querendo ser consolada, porque já não existiam.19  Morto, porém, Herodes, eis que o anjo do Senhor apareceu, num sonho, a José, no Egito,20  dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e vai para a terra de Israel, porque já estão mortos os que procuravam a morte {ou vida} do menino.
21  Então, ele se levantou, e tomou o menino e sua mãe, e foi para a terra de Israel.
22  E, ouvindo que Arquelau reinava na Judéia em lugar de Herodes, seu pai, receou ir para lá; mas, avisado em sonhos por divina revelação, foi para as regiões da Galiléia.
23  E chegou e habitou numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno.

Os. 11.1 1 Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho.

Outro irmão de Jesus
Mt. 1.25 25  e não a conheceu até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS.
Mt. 12.46 46  E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe.
Mc. 6.3 3  Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.

Infância 12 anos templo lc 2. 39 a 52 

39  E, quando acabaram de cumprir tudo segundo a lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para a sua cidade de Nazaré.40  E o menino crescia e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.41  Ora, todos os anos, iam seus pais a Jerusalém, à Festa da Páscoa.42  E, tendo ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.43  E, regressando eles, terminados aqueles dias, ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus pais.44  Pensando, porém, eles que viria de companhia pelo caminho, andaram caminho de um dia e procuravam-no entre os parentes e conhecidos.45  E, como o não encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele.46  E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os.47  E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas.48  E, quando o viram, maravilharam-se, e disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e eu, ansiosos, te procurávamos.49  E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?50  E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia.51  E desceu com eles, e foi para Nazaré, e era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no coração todas essas coisas.52  E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura, e em graça para com Deus e os homens.


3       JOÃO, O BATISTA (PRECURSOR)

Época  
Lc 3.1 A 3 1  E, no ano quinze do império de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, e Herodes, tetrarca da Galiléia, e seu irmão Filipe, tetrarca da Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene,2  sendo Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho de Zacarias.
E percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento, para o perdão dos pecados,

Pregação e testemunho
Mt. 3.1A 17 ; 1  E, naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia   2  e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.3  Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías, que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.4  E este João tinha a sua veste de pêlos de camelo e um cinto de couro em torno de seus lombos e alimentava-se de gafanhotos e de mel silvestre.5  Então, ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província adjacente ao Jordão;e eram por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.7  E, vendo ele muitos dos fariseus e dos saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira futura? 8  Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento9  e não presumais de vós mesmos, dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.10  E também, agora, está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo.
11  E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; {ou calçado} ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.12  Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará.13  Então, veio Jesus da Galiléia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele.14  Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim?
15  Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu.16 E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele.17  E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

Mc 1. 1 a  8 1  Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus.
2  Como está escrito no profeta Isaías: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti.3  Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.4  Apareceu João batizando no deserto e pregando o batismo de arrependimento, para remissão de pecados.5  E toda a província da Judéia e todos os habitantes de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados.6  E João andava vestido de pêlos de camelo e com um cinto de couro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel silvestre,7  e pregava, dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias.8  Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água; ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.

Lc 3. 4 a 20 4  segundo o que está escrito no livro das palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai as suas veredas.5  Todo vale se encherá, e se abaixará todo monte e outeiro; e o que é tortuoso se endireitará, e os caminhos escabrosos se aplanarão;6  e toda carne verá a salvação de Deus.7  Dizia, pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem vos ensinou a fugir da ira que está para vir?8  Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai, porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.9  E também já está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore, pois, que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo.10  E a multidão o interrogava, dizendo: Que faremos, pois? 11  E, respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, que reparta com o que não tem, e quem tiver alimentos, que faça da mesma maneira.12  E chegaram também uns publicanos, para serem batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer? 13  E ele lhes disse: Não peçais mais do que aquilo que vos está ordenado.14  E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós, que faremos? E ele lhes disse: A ninguém trateis mal, nem defraudeis e contentai-vos com o vosso soldo. 15  E, estando o povo em expectação e pensando todos de João, em seu coração, se, porventura, seria o Cristo,16  respondeu João a todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias; este vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.17  Ele tem a pá na sua mão, e limpará a sua eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que nunca se apaga.18  E assim admoestando-os, muitas outras coisas também anunciava ao povo.19  Sendo, porém, o tetrarca Herodes repreendido por ele por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe, e por todas as maldades que Herodes tinha feito,20  acrescentou a todas as outras ainda esta, a de encerrar João num cárcere.

João 1, 6  a 34 6  Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.
7  Este veio para testemunho para que testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8  Não era ele a luz, mas veio para que testificasse da luz.9  Ali estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,10  estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e o mundo não o conheceu.11  Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12  Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome,13  os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.14  E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.15  João testificou dele e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: o que vem depois de mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.
16  E todos nós recebemos também da sua plenitude, com graça sobre graça.
17  Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.
18  Deus nunca foi visto por alguém. O Filho unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer.19  E este é o testemunho de João, quando os judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?
20  E confessou e não negou; confessou: Eu não sou o Cristo.21  E perguntaram-lhe: Então, quem és, pois? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não.
22  Disseram-lhe, pois: Quem és, para que demos resposta àqueles que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?23  Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.24  E os que tinham sido enviados eram dos fariseus,25  e perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?26  João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com água, mas, no meio de vós, está um a quem vós não conheceis.27  Este é aquele que vem após mim, que foi antes de mim, do qual eu não sou digno de desatar as correias das sandálias.28  Essas coisas aconteceram em Betânia, {ou Bethabara} do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.29  No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.30  Este é aquele do qual eu disse: após mim vem um homem que foi antes de mim, porque já era primeiro do que eu.31  E eu não o conhecia, mas, para que ele fosse manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água.32  E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito descer do céu como uma pomba e repousar sobre ele.33  E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo.34  E eu vi e tenho testificado que este é o Filho de Deus.

Correlação
Ml. 3. 1  1Eis que eu envio o meu anjo, que preparará o caminho diante de mim; e, de repente, virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o anjo do concerto, a quem vós desejais; eis que vem, diz o Senhor dos Exércitos.
Ml. 4.5 5 Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do Senhor;
Lc. 1,17  17e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.
Is. 40.3 3Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo vereda a nosso Deus.


4       O BATISMO E TENTAÇÃO

O batismo de Jesus Mt. 3.13 a 17 13Então, veio Jesus da Galiléia ter com João junto do Jordão, para ser batizado por ele. 14Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de ser batizado por ti, e vens tu a mim? 15Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o permitiu. 16E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre ele. 17E eis que uma voz dos céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.

A tentação Mt. 4.1 a 11   1Então, foi conduzido Jesus pelo Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2e, tendo jejuado quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; 3E, chegando-se a ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem em pães. 4Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. 5Então o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, 6e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. 7Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 8Novamente, o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo e a glória deles. 9E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares. 10Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás. 11Então, o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.


5 OS PRIMEIROS  DISCÍPULOS

Os testemunhos 
João 13 5 a 51 35No dia seguinte João estava outra vez ali, na companhia de dois dos seus discípulos. 36E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o Cordeiro de Deus. 37E os dois discípulos ouviram-no dizer isso e seguiram a Jesus. 38E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam, disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde moras? 39Ele lhes disse: Vinde e vede. Foram, e viram onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima. 40Era André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João e o haviam seguido. 41Este achou primeiro a seu irmão Simão e disse-lhe: Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). 42E levou-o a Jesus. E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).
43No dia seguinte, quis Jesus ir à Galiléia, e achou a Filipe, e disse-lhe: Segue-me. 44E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. 45Filipe achou Natanael e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na Lei e de quem escreveram os Profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. 46Disse-lhe Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem e vê. 47Jesus viu Natanael vir ter com ele e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em quem não há dolo. 48Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu? Jesus respondeu e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu estando tu debaixo da figueira. 49Natanael respondeu e disse-lhe: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel. 50Jesus respondeu e disse-lhe: Porque te disse: vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas verás. 51E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que, daqui em diante, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho do Homem.

Uma chamada Lc. 5.1 a 11
1E aconteceu que, apertando-o a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré. 2E viu estar dois barcos junto à praia do lago; e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes. 3E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. 4E, quando acabou de falar, disse a Simão: faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. 5E, respondendo Sim ão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede. 6E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede. 7E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique. 8E, vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador. 9Pois que o espanto se apoderara dele e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca que haviam feito, 10e, de igual modo, também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante, serás pescador de homens. 11E, levando os barcos para terra, deixaram tudo e o seguiram.

6 - O MILAGRE PRELIMINAR

As bodas de cana João 2.1 a 12
1E, ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe de Jesus. 2E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para as bodas. 3E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm vinho. 4Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é chegada a minha hora. 5Sua mãe disse aos empregados: Fazei tudo quanto ele vos disser. 6E estavam ali postas seis talhas de pedra, para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas. 7Disse-lhes Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. 8E disse-lhes: Tirai agora e levai ao mestre-sala. E levaram. 9E, logo que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem que o sabiam os empregados que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao esposo. 10E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. 11Jesus principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória, e os seus discípulos creram nele.
12Depois disso, desceu a Cafarnaum, ele, e sua mãe, e seus irmãos, e seus discípulos, e ficaram ali não muitos dias.

7- O PRINCÍPIO DO MINISTÉRIO NA JUDÉIA

Uma páscoa em Jerusalém 
João 13 e 23

A fama de Jesus cresce
João 3.22 ; 22Depois disso, foi Jesus com os seus discípulos para a terra da Judéia; e estava ali com eles e batizava. 23Ora, João batizava também em Enom, junto a Salim, porque havia ali muitas águas; e vinham ali e eram batizados. 24Porque ainda João não tinha sido lançado na prisão.
João 4.1   1E, quando o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João

Obs. Jo 4.2 Jesus mesmo não batizava em águas   

Fatos notáveis ocorridos na Judéia 
Entrevista de Nicodemos  Jo 3.1ª 21 1E havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. 2Este foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. 3Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. 4Disse-lhe Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar no ventre de sua mãe e nascer? 5Jesus respondeu: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. 6O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito. 7Não te maravilhes de te ter dito: Necessário vos é nascer de novo. 8O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito. 9Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode ser isso? 10Jesus respondeu e disse-lhe: Tu és mestre de Israel e não sabes isso? 11Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que vimos, e não aceitais o nosso testemunho. 12Se vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais? 13Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu, o Filho do Homem, que está no céu. 14E, como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
16Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele. 18Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus. 19E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20Porque todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas obras não sejam reprovadas. 21Mas quem pratica a verdade vem para a luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.

O dialogo com a samaritana Jo 4
1E, quando o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que João 2(ainda que Jesus mesmo não batizava, mas os seus discípulos), 3deixou a Judéia e foi outra vez para a Galiléia. 4E era-lhe necessário passar por Samaria. 5Foi, pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha dado a seu filho José. 6E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois, cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isso quase à hora sexta.
7Veio uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. 8Porque os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. 9Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)? 10Jesus respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. 11Disse-lhe a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois, tens a água viva? 12És tu maior do que Jacó, o nosso pai, que nos deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? 13Jesus respondeu e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede, 14mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna. 15Disse-lhe a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede e não venha aqui tirá-la. 16Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá. 17A mulher respondeu e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não tenho marido, 18porque tiveste cinco maridos e o que agora tens não é teu marido; isso disseste com verdade.
19Disse-lhe a mulher: Senhor, vejo que és profeta. 20Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. 21Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. 22Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos porque a salvação vem dos judeus. 23Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. 24Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. 25A mulher disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier, nos anunciará tudo. 26Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo contigo. 27E nisso vieram os seus discípulos e maravilharam-se de que estivesse falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas? ou: Por que falas com ela? 28Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e foi à cidade, e disse àqueles homens: 29Vinde e vede um homem que me disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo? 30Saíram, pois, da cidade e foram ter com ele.
A ceifa e os ceifeiros
31E, entretanto, os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come. 32Porém ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. 33Então, os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém de comer? 34Jesus disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. 35Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa. 36E o que ceifa recebe galardão e ajunta fruto para a vida eterna, para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos se regozijem. 37Porque nisso é verdadeiro o ditado: Um é o que semeia, e outro, o que ceifa. 38Eu vos enviei a ceifar onde vós não trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.
39E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito. 40Indo, pois, ter com ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. 41E muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. 42E diziam à mulher: Já não é pelo que disseste que nós cremos, porque nós mesmos o temos ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.

Cura do enfermo em Betesda 
Jo 5.1 a 15



Uma festa em  jerusalém
Jo 7.10 a 53 10Mas, quando seus irmãos já tinham subido à festa, então, subiu ele também não manifestamente, mas como em oculto. 11Ora, os judeus procuravam-no na festa e diziam: Onde está ele? 12E havia grande murmuração entre a multidão a respeito dele. Diziam alguns: Ele é bom. E outros diziam: Não; antes, engana o povo. 13Todavia, ninguém falava dele abertamente, por medo dos judeus.
14Mas, no meio da festa, subiu Jesus ao templo e ensinava. 15E os judeus maravilhavam-se, dizendo: Como sabe este letras, não as tendo aprendido? 16Jesus respondeu e disse-lhes: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me enviou. 17Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo. 18Quem fala de si mesmo busca a sua própria glória, mas o que busca a glória daquele que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça. 19Não vos deu Moisés a lei? E nenhum de vós observa a lei. Por que procurais matar-me? 20A multidão respondeu e disse: Tens demônio; quem procura matar-te? 21Respondeu Jesus e disse-lhes: Fiz uma obra, e todos vos maravilhais. 22Pelo motivo de que Moisés vos deu a circuncisão (não que fosse de Moisés, mas dos pais), no sábado circuncidais um homem. 23Se o homem recebe a circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada, indignais-vos contra mim, porque, no sábado, curei de todo um homem? 24Não julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.
25Então, alguns dos de Jerusalém diziam: Não é este o que procuram matar? 26E ei-lo aí está falando abertamente, e nada lhe dizem. Porventura, sabem, verdadeiramente, os príncipes, que este é o Cristo? 27Todavia, bem sabemos de onde este é; mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá de onde ele é. 28Clamava, pois, Jesus no templo, ensinando e dizendo: Vós me conheceis e sabeis de onde sou; e eu não vim de mim mesmo, mas aquele que me enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis. 29Mas eu conheço-o, porque dele sou, e ele me enviou. 30Procuravam, pois, prendê-lo, mas ninguém lançou mão dele, porque ainda não era chegada a sua hora. 31E muitos da multidão creram nele e diziam: Quando o Cristo vier, fará ainda mais sinais do que os que este tem feito?
32Os fariseus ouviram que a multidão murmurava dele essas coisas; e os fariseus e os principais dos sacerdotes mandaram servidores para o prenderem. 33Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda um pouco de tempo estou convosco e, depois, vou para aquele que me enviou. 34Vós me buscareis e não me achareis; e aonde eu estou vós não podeis vir. 35Disseram, pois, os judeus uns para os outros: Para onde irá este, que o não acharemos? Irá, porventura, para os dispersos entre os gregos e ensinará os gregos? 36Que palavra é esta que disse: Buscar-me-eis e não me achareis; e: Aonde eu estou, vós não podeis ir?
37E, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba. 38Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. 39E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.
40Então, muitos da multidão, ouvindo essa palavra, diziam: Verdadeiramente, este é o Profeta. 41Outros diziam: Este é o Cristo; mas diziam outros: Vem, pois, o Cristo da Galiléia? 42Não diz a Escritura que o Cristo vem da descendência de Davi e de Belém, da aldeia de onde era Davi? 43Assim, entre o povo havia dissensão por causa dele. 44E alguns deles queriam prendê-lo, mas ninguém lançou mão dele.
45E os servidores foram ter com os principais dos sacerdotes e fariseus; e eles lhes perguntaram: Por que o não trouxestes? 46Responderam os servidores: Nunca homem algum falou assim como este homem. 47Responderam-lhes, pois, os fariseus: Também vós fostes enganados? 48Creu nele, porventura, algum dos principais ou dos fariseus? 49Mas esta multidão, que não sabe a lei, é maldita. 50Nicodemos, que era um deles (o que de noite fora ter com Jesus), disse-lhes: 51Porventura, condena a nossa lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conhecimento do que faz? 52Responderam eles e disseram-lhe: És tu também da Galiléia? Examina e verás que da Galiléia nenhum profeta surgiu. 53E cada um foi para sua casa.

O caso da mulher adúltera
Jo 8.1 a 11  1Porém Jesus foi para o monte das Oliveiras. 2E, pela manhã cedo, voltou para o templo, e todo o povo vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava. 3E os escribas e fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. 4E, pondo-a no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato, adulterando, 5e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam apedrejadas. Tu, pois, que dizes? 6Isso diziam eles, tentando-o, para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o dedo na terra. 7E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela. 8E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. 9Quando ouviram isso, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos; ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio. 10E, endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe: Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? 11E ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais.

O cego de nascença
Jo 9 .1 a 41  1E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. 2E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? 3Jesus respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem nele as obras de Deus. 4Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. 5Enquanto estou no mundo, sou a luz do mundo. 6Tendo dito isso, cuspiu na terra, e, com a saliva, fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego. 7E disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi, pois, e lavou-se, e voltou vendo. 8Então, os vizinhos e aqueles que dantes tinham visto que era cego diziam: Não é este aquele que estava assentado e mendigava? 9Uns diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele dizia: Sou eu. 10Diziam-lhe, pois: Como se te abriram os olhos? 11Ele respondeu e disse-lhes: O homem chamado Jesus fez lodo, e untou-me os olhos, e disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, e lavei-me, e vi. 12Disseram-lhe, pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei.
13Levaram, pois, aos fariseus o que dantes era cego. 14E era sábado quando Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. 15Tornaram, pois, também os fariseus a perguntar-lhe como vira, e ele lhes disse: Pôs-me lodo sobre os olhos, lavei-me e vejo. 16Então, alguns dos fariseus diziam: Este homem não é de Deus, pois não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um homem pecador fazer tais sinais? E havia dissensão entre eles. 17Tornaram, pois, a dizer ao cego: Tu que dizes daquele que te abriu os olhos? E ele respondeu: Que é profeta.
18Os judeus, porém, não creram que ele tivesse sido cego e que agora visse, enquanto não chamaram os pais do que agora via. 19E perguntaram-lhes, dizendo: É este o vosso filho, que vós dizeis ter nascido cego? Como, pois, vê agora? 20Seus pais responderam e disseram-lhes: Sabemos que este é nosso filho e que nasceu cego, 21mas como agora vê não sabemos; ou quem lhe tenha aberto os olhos não sabemos; tem idade; perguntai-lho a ele mesmo, e ele falará por si mesmo. 22Seus pais disseram isso, porque temiam os judeus, porquanto já os judeus tinham resolvido que, se alguém confessasse ser ele o Cristo, fosse expulso da sinagoga. 23Por isso, é que seus pais disseram: Tem idade; perguntai-lho a ele mesmo.
24Chamaram, pois, pela segunda vez o homem que tinha sido cego e disseram-lhe: Dá glória a Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. 25Respondeu ele, pois, e disse: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, e é que, havendo eu sido cego, agora vejo. 26E tornaram a dizer-lhe: Que te fez ele? Como te abriu os olhos? 27Respondeu-lhes: Já vo-lo disse e não ouvistes; para que o quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, fazer-vos também seus discípulos? 28Então, o injuriaram e disseram: Discípulo dele sejas tu; nós, porém, somos discípulos de Moisés. 29Nós bem sabemos que Deus falou a Moisés, mas este não sabemos de onde é. 30O homem respondeu e disse-lhes: Nisto, pois, está a maravilha: que vós não saibais de onde ele é e me abrisse os olhos. 31Ora, nós sabemos que Deus não ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse ouve. 32Desde o princípio do mundo, nunca se ouviu que alguém abrisse os olhos a um cego de nascença. 33Se este não fosse de Deus, nada poderia fazer. 34Responderam eles e disseram-lhe: Tu és nascido todo em pecados e nos ensinas a nós? E expulsaram-no.
35Jesus ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de Deus? 36Ele respondeu e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele creia? 37E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala contigo. 38Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou. 39E disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem vejam e os que vêem sejam cegos. 40Aqueles dos fariseus que estavam com ele, ouvindo isso, disseram-lhe: Também nós somos cegos? 41Disse-lhes Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos, por isso, o vosso pecado permanece.
A ressurreição de Lázaro
Jo 11 1Estava, então, enfermo um certo Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta. 2E Maria era aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento e lhe tinha enxugado os pés com os seus cabelos, cujo irmão, Lázaro, estava enfermo. 3Mandaram-lhe, pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. 4E Jesus, ouvindo isso, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. 5Ora, Jesus amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. 6Ouvindo, pois, que estava enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava. 7Depois disso, disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judéia. 8Disseram-lhe os discípulos: Rabi, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e tornas para lá? 9Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz. 11Assim falou e, depois, disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. 12Disseram, pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. 13Mas Jesus dizia isso da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do sono. 14Então, Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto, 15e folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis. Mas vamos ter com ele. 16Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele.
17Chegando, pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura. 18(Ora, Betânia distava de Jerusalém quase quinze estádios.) 19E muitos dos judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria, acerca de seu irmão. 20Ouvindo, pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou assentada em casa. 21Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas também, agora, sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. 23Disse-lhe Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. 24Disse-lhe Marta: Eu sei que há de ressuscitar na ressurreição do último Dia. 25Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; 26e todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso? 27Disse-lhe ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir ao mundo.
28E, dito isso, partiu e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está aqui e chama-te. 29Ela, ouvindo isso, levantou-se logo e foi ter com ele. 30(Ainda Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar onde Marta o encontrara.) 31Vendo, pois, os judeus que estavam com ela em casa e a consolavam que Maria apressadamente se levantara e saíra, seguiram-na, dizendo: Vai ao sepulcro para chorar ali. 32Tendo, pois, Maria chegado aonde Jesus estava e vendo-o, lançou-se aos seus pés, dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. 33Jesus, pois, quando a viu chorar e também chorando os judeus que com ela vinham, moveu-se muito em espírito e perturbou-se. 34E disse: Onde o pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem e vê. 35Jesus chorou. 36Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava. 37E alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse? 38Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, foi ao sepulcro; e era uma caverna e tinha uma pedra posta sobre ela. 39Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal, porque é já de quatro dias. 40Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus? 41Tiraram, pois, a pedra. E Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou, por me haveres ouvido. 42Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isso por causa da multidão que está ao redor, para que creiam que tu me enviaste. 43E, tendo dito isso, clamou com grande voz: Lázaro, vem para fora. 44E o defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto, envolto num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.
45Muitos, pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria e que tinham visto o que Jesus fizera creram nele.

Idas e vindas entre à Judéia e à Galileia 
João 1.28 /João 4.47 / João 1.43/2.13/ João 4. 3 e 4 / João 5.1 / João 6.1
João 7.1 /João 10.22 / João10.40 / João 11.7e 8 / João 11.55 e 56 / João12.1 / João12.12

9. O MINISTÉRIO NA GALILÉIA

Lugares de pregações
Sinagogas Lc. 4.44 44 E pregava nas sinagogas da Galiléia.

Junto ao mar
Lc 5.1 a 3 1E aconteceu que, apertando-o a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré. 2E viu estar dois barcos junto à praia do lago; e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes. 3E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão.

Lugares planos
Lc. 6.17  17E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão do povo de toda a Judéia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom;

Montes 
Mt. 5.1 1Jesus, vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os seus discípulos; 2e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo:

Casas e aldeias
Mc. 2.1.2 1E, alguns dias depois, entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em casa. 2E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à porta eles cabiam; e anunciava-lhes a palavra.
Mc. 6.6  6E estava admirado da incredulidade deles. E percorreu as aldeias vizinhas, ensinando.

Fatos notáveis
Sua fama Lc. 4.14 / Origem das multidões Mt. 4.24 e 25  24E a sua fama correu por toda a Síria; e traziam-lhe todos os que padeciam acometidos de várias enfermidades e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos e os paralíticos, e ele os curava. 25E seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia e dalém do Jordão.

Lc. 6.17 17E, descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão do povo de toda a Judéia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom;

Mc. 3.7 e 8 7E retirou-se Jesus com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande multidão da Galiléia, e da Judéia, 8e de Jerusalém, e da Iduméia, e dalém do Jordão, e de perto de Tiro, e de Sidom; uma grande multidão que, ouvindo quão grandes coisas fazia, vinha ter com ele.

Mulheres que o serviam Lc. 8.1 a 3 1E aconteceu, depois disso, que andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele, 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios; 3e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas.

Sermão da montanha  Mt. 5 a 7

Questão do sábado

Lc. 6.1 a 5 1E aconteceu que, num sábado, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam. 2E alguns dos fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito fazer nos sábados? 3E Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome, ele e os que com ele estavam? 4Como entrou na Casa de Deus, e tomou os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais não lhes era lícito comer, senão só aos sacerdotes? 5E dizia-lhes: O Filho do Homem é senhor até do sábado.

Mt.12.1/1Naquele tempo, passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas e a comer.

Lc. 6.6 a 11 6E aconteceu também, em outro sábado, que entrou na sinagoga e estava ensinando; e havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada. 7E os escribas e fariseus atentavam nele, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar. 8Mas ele, conhecendo bem os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão mirrada: Levanta-te e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé. 9Então, Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer bem ou fazer mal? Salvar a vida ou matar? 10E, olhando para todos ao redor, disse ao homem: Estende a mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi restituída sã como a outra. 11E ficaram cheios de furor, e uns com os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus.

Mt.12.9 a 14  9E, partindo dali, chegou à sinagoga deles. 10E estava ali um homem que tinha uma das mãos mirrada; e eles, para acusarem Jesus, o interrogaram, dizendo: É lícito curar nos sábados? 11E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que, tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela e a levantará? 12Pois quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É, por conseqüência, lícito fazer bem nos sábados. 13Então disse àquele homem: Estende a mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra. 14E os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem.

Lc 13.10 a 17 10E ensinava no sábado, numa das sinagogas. 11E eis que estava ali uma mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava curvada e não podia de modo algum endireitar-se. 12E, vendo-a Jesus, chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade. 13E impôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou e glorificava a Deus. 14E, tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois, vinde para serdes curados e não no dia de sábado. 15Respondeu-lhe, porém, o Senhor e disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada um de vós o seu boi ou jumento e não o leva a beber água? 16E não convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há dezoito anos Satanás mantinha presa? 17E, dizendo ele isso, todos os seus adversários ficaram envergonhados, e todo o povo se alegrava por todas as coisas gloriosas que eram feitas por ele.

Lc. 14.1 a 6 1Aconteceu, num sábado, que, entrando ele em casa de um dos principais dos fariseus para comer pão, eles o estavam observando. 2E eis que estava ali diante dele um certo homem hidrópico. 3E Jesus, tomando a palavra, falou aos doutores da lei e aos fariseus, dizendo: É lícito curar no sábado? 4Eles, porém, calaram-se. E tomando-o, o curou e despediu. 5E disse-lhes: Qual será de vós o que, caindo-lhe num poço, em dia de sábado, o jumento ou o boi, o não tire logo? 6E nada lhe podiam replicar sobre isso.

O leproso
Mt. 8.1 a 4 1E, descendo ele do monte, seguiu-o uma grande multidão. 2E eis que veio um leproso e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. 3E Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou purificado da lepra. 4Disse-lhe, então, Jesus: Olha, não o digas a alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés determinou, para lhes servir de testemunho.

O centurião 
Mt. 8.5 5E, entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe 6e dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico e violentamente atormentado. 7E Jesus lhe disse: Eu irei e lhe darei saúde. 8E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado sarará, 9pois também eu sou homem sob autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e ele o faz. 10E maravilhou-se Jesus, ouvindo isso, e disse aos que o seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. 11Mas eu vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e assentar-se-ão à mesa com Abraão, e Isaque, e Jacó, no Reino dos céus; 12E os filhos do Reino serão lançados nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de dentes. 13Então, disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te seja feito. E, naquela mesma hora, o seu criado sarou.

Lc. 7.1 a 10        1E, depois de concluir todos esses discursos perante o povo, entrou em Cafarnaum. 2E o servo de um certo centurião, a quem este muito estimava, estava doente e moribundo. 3E, quando ouviu falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar o seu servo. 4E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito, dizendo: É digno de que lhe concedas isso. 5Porque ama a nossa nação e ele mesmo nos edificou a sinagoga. 6E foi Jesus com eles; mas, quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe: Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu telhado; 7e, por isso, nem ainda me julguei digno de ir ter contigo; dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará. 8Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: vai; e ele vai; e a outro: vem; e ele vem; e ao meu servo: faze isto; e ele o faz. 9E, ouvindo isso, Jesus maravilhou-se dele e, voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé. 10E, voltando para casa os que foram enviados, acharam são o servo enfermo.

Tempestade no mar
Mt. 8 .23 a 27  23 E, entrando ele no barco, seus discípulos o seguiram. 24E eis que, no mar, se levantou uma tempestade tão grande, que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava dormindo. 25E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram, dizendo: Senhor, salva-nos, que perecemos. 26E ele disse-lhes: Por que temeis, homens de pequena fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e o mar, e seguiu-se uma grande bonança. 27E aqueles homens se maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe obedecem?

Lc 8.22 a 25
22E aconteceu que, num daqueles dias, entrou num barco com seus discípulos e disse-lhes: Passemos para a outra banda do lago. E partiram. 23E, navegando eles, adormeceu; e sobreveio uma tempestade de vento no lago, e o barco enchia-se de água, estando eles em perigo. 24E, chegando-se a ele, o despertaram, dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo. E ele, levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se bonança. 25E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo, maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à água manda, e lhe obedecem?

Os Gadarenos 
Lc. 8.26 26 a 39   26 E navegaram para a terra dos gadarenos, que está defronte da Galiléia. 27E, quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que, desde muito tempo, estava possesso de demônios e não andava vestido nem habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros. 28E, quando viu a Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo com alta voz: Que tenho eu contigo Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes. 29Porque tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois já havia muito tempo que o arrebatava. E guardavam-no preso com grilhões e cadeias; mas, quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos. 30E perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque tinham entrado nele muitos demônios. 31E rogavam-lhe que os não mandasse para o abismo. 32E andava pastando ali no monte uma manada de muitos porcos; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e concedeu-lho. 33E, tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos, e a manada precipitou-se de um despenhadeiro no lago e afogou-se. 34E aqueles que os guardavam, vendo o que acontecera, fugiram e foram anunciá-lo na cidade e nos campos.
35E saíram a ver o que tinha acontecido e vieram ter com Jesus. Acharam, então, o homem de quem haviam saído os demônios, vestido e em seu juízo, assentado aos pés de Jesus; e temeram. 36E os que tinham visto contaram-lhes também como fora salvo aquele endemoninhado. 37E toda a multidão da terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles, porque estavam possuídos de grande temor. E, entrando ele no barco, voltou. 38E aquele homem de quem haviam saído os demônios rogou-lhe que o deixasse estar com ele; mas Jesus o despediu, dizendo: 39Torna para tua casa e conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito.

Mt. 8 .28 a 34 28E, tendo chegado à outra margem, à província dos gadarenos, saíram-lhe ao encontro dois endemoninhados, vindos dos sepulcros; tão ferozes eram, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29E eis que clamaram, dizendo: Que temos nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? 30E andava pastando distante deles uma manada de muitos porcos. 31E os demônios rogaram-lhe, dizendo: Se nos expulsas, permite-nos que entremos naquela manada de porcos. 32E ele lhes disse: Ide. E, saindo eles, se introduziram na manada dos porcos; e eis que toda aquela manada de porcos se precipitou no mar por um despenhadeiro, e morreram nas águas. 33Os porqueiros fugiram e, chegando à cidade, divulgaram tudo o que acontecera aos endemoninhados. 34E eis que toda aquela cidade saiu ao encontro de Jesus, e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse do seu território.

O paralítico
Mt. 9.1 a1E, entrando no barco, passou para a outra margem, e chegou à sua cidade. E eis que lhe trouxeram um paralítico deitado numa cama. 2E Jesus, vendo a fé deles, disse ao paralítico: Filho, tem bom ânimo; perdoados te são os teus pecados. 3E eis que alguns dos escribas diziam entre si: Ele blasfema. 4Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que pensais mal em vosso coração? 5Pois o que é mais fácil? Dizer ao paralítico: Perdoados te são os teus pecados, ou: Levanta-te e anda? 6Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar pecados – disse então ao paralítico: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa. 7E, levantando-se, foi para sua casa. 8E a multidão, vendo isso, maravilhou-se e glorificou a Deus, que dera tal poder aos homens.

Lc 5.17 a 26 17E aconteceu que, em um daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados fariseus e doutores da lei que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia, e da Judéia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar. 18E eis que uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dele. 19E, não achando por onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre as telhas, o baixaram com a cama até ao meio, diante de Jesus. 20E, vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, os teus pecados te são perdoados. 21E os escribas e os fariseus começaram a arrazoar, dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus? 22Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu e disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? 23Qual é mais fácil? Dizer: Os teus pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda? 24Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), eu te digo: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua casa. 25E, levantando-se logo diante deles e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa glorificando a Deus. 26E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus, e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje, vimos prodígios.

A filha de Jairo / a mulher do fluxo
Lc 8.40 a 56 40E aconteceu que, quando voltou Jesus, a multidão o recebeu, porque todos o estavam esperando. 41E eis que chegou um varão de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e, prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa; 42porque tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte.
E, indo ele, apertava-o a multidão. 43E uma mulher, que tinha um fluxo de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e por nenhum pudera ser curada, 44chegando por detrás dele, tocou na orla da sua veste, e logo estancou o fluxo do seu sangue. 45E disse Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou? 46E disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude. 47Então, vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado e como logo sarara. 48E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou; vai em paz.
49Estando ele ainda falando, chegou um da casa do príncipe da sinagoga, dizendo: A tua filha já está morta; não incomodes o Mestre. 50Jesus, porém, ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva. 51E, entrando em casa, a ninguém deixou entrar, senão a Pedro, e a Tiago, e a João, e ao pai, e a mãe da menina. 52E todos choravam e a pranteavam; e ele disse: Não choreis; não está morta, mas dorme. 53E riam-se dele, sabendo que estava morta. 54Mas ele, pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina! 55E o seu espírito voltou, e ela logo se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer. 56E seus pais ficaram maravilhados, e ele lhes mandou que a ninguém dissessem o que havia sucedido.
Mt. 9.18 a 26  18Dizendo-lhes ele essas coisas, eis que chegou um chefe e o adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo; mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá.
19E Jesus, levantando-se, seguiu-o, e os seus discípulos também. 20E eis que uma mulher que havia já doze anos padecia de um fluxo de sangue, chegando por detrás dele, tocou a orla da sua veste, 21porque dizia consigo: Se eu tão-somente tocar a sua veste, ficarei sã. 22E Jesus, voltando-se e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E imediatamente a mulher ficou sã.
23E Jesus, chegando à casa daquele chefe, e vendo os instrumentistas e o povo em alvoroço, 24disse-lhes: Retirai-vos, que a menina não está morta, mas dorme. E riram-se dele. 25E, logo que o povo foi posto fora, entrou Jesus e pegou-lhe na mão, e a menina levantou-se. 26E espalhou-se aquela notícia por todo aquele país.

O filho da viúva da cidade de Naim 
Lc 7.11 a 17   11E aconteceu, pouco depois, ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos seus discípulos e uma grande multidão. 12E, quando chegou perto da porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. 13E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores. 14E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te digo: Levanta-te. 15E o defunto assentou-se e começou a falar. E entregou-o à sua mãe. 16E de todos se apoderou o temor, e glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus visitou o seu povo. 17E correu dele esta fama por toda a Judéia e por toda a terra circunvizinha.

Cidades impenitentes
Mt. 11,20 a 24 20Então, começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios o não se haverem arrependido, dizendo: 21Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido com pano de saco grosseiro e com cinza. 22Por isso, eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro e Sidom, no Dia do Juízo, do que para vós. 23E tu, Cafarnaum, que te ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido até hoje. 24Porém eu vos digo que haverá menos rigor para os de Sodoma, no Dia do Juízo, do que para ti.

Multiplicação dos pães 
Mt. 14.13 a 21 13E Jesus, ouvindo isso, retirou-se dali num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades. 14E Jesus, saindo, viu uma grande multidão e, possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos. 15E, sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias e comprem comida para si. 16Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer. 17Então, eles lhe disseram: Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. 18E ele disse: Trazei-mos aqui. 19Tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva, tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou, e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos, à multidão. 20E comeram todos e saciaram-se, e levantaram dos pedaços que sobejaram doze cestos cheios. 21E os que comeram foram quase cinco mil homens, além das mulheres e crianças.

Jesus anda sobre o mar
Mt.14.22 a 33 22E logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco e fossem adiante, para a outra banda, enquanto despedia a multidão. 23E, despedida a multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada já a tarde, estava ali só. 24E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas, porque o vento era contrário. 25Mas, à quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima do mar. 26E os discípulos, vendo-o caminhar sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um fantasma. E gritaram, com medo.
27Jesus, porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu; não temais. 28E respondeu-lhe Pedro e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima das águas. 29E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as águas para ir ter com Jesus. 30Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me. 31E logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pequena fé, por que duvidaste? 32E, quando subiram para o barco, acalmou o vento. 33Então, aproximaram-se os que estavam no barco e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus.

A mulher siro-fenícia 
Mt. 15.21 a 28 21E, partindo Jesus dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom. 22E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. 23Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. 24E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. 25Então, chegou ela e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me. 26Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. 27E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. 28Então, respondeu Jesus e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé. Seja isso feito para contigo, como tu desejas. E, desde aquela hora, a sua filha ficou sã.

A transfiguração
Lc 9.28 a 36  28E aconteceu que, quase oito dias depois dessas palavras, tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago e subiu ao monte a orar. 29E, estando ele orando, transfigurou-se a aparência do seu rosto, e as suas vestes ficaram brancas e mui resplandecentes. 30E eis que estavam falando com ele dois varões, que eram Moisés e Elias, 31os quais apareceram com glória e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se em Jerusalém. 32E Pedro e os que estavam com ele estavam carregados de sono; e, quando despertaram, viram a sua glória e aqueles dois varões que estavam com ele. 33E aconteceu que, quando aqueles se apartaram dele, disse Pedro a Jesus: Mestre, bom é que nós estejamos aqui e façamos três tendas, uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias, não sabendo o que dizia. 34E, dizendo ele isso, veio uma nuvem que os cobriu com a sua sombra; e, entrando eles na nuvem, temeram. 35E saiu da nuvem uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi. 36E, tendo soado aquela voz, Jesus foi achado só; e eles calaram-se e, por aqueles dias, não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

Mt. 17.1 a 9  1Seis dias depois, tomou Jesus consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a um alto monte. 2E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. 3E eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 4E Pedro, tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres, façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias. 5E, estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o. 6E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e tiveram grande medo. 7E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse: Levantai-vos e não tenhais medo. 8E, erguendo eles os olhos, ninguém viram, senão a Jesus.
9E, descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão até que o Filho do Homem seja ressuscitado dos mortos.

ÚLTIMOS DIAS ATÉ A RESSURREIÇÃO

Percorria as cidades

Mt. 19.1 1E aconteceu que, concluindo Jesus esses discursos, saiu da Galiléia e dirigiu-se aos confins da Judéia, além do Jordão.

Lc 13.22  22E percorria as cidades e as aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém.

Avisava sobre sua morte

Mc 10.32 a 34 32E iam no caminho, subindo para Jerusalém; e Jesus ia adiante deles. E eles maravilhavam-se e seguiam-no atemorizados. E, tornando a tomar consigo os doze, começou a dizer-lhes as coisas que lhe deviam sobrevir, 33dizendo: Eis que nós subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, e o condenarão à morte, e o entregarão aos gentios, 34e o escarnecerão, e açoitarão, e cuspirão nele, e o matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.

Lc 18.31 31E, tomando consigo os doze, disse-lhes: Eis que subimos a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do Homem tudo o que pelos profetas foi escrito.

Mt. 20.17a 19 17E, subindo Jesus a Jerusalém, chamou à parte os seus doze discípulos e, no caminho, disse-lhes: 18Eis que vamos para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. 19E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará.

Palavras para Herodes
Lc 13.31 a 33
31Naquele mesmo dia, chegaram uns fariseus, dizendo-lhe: Sai e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te. 32E lhes respondeu: Ide e dizei àquela raposa: eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e, no terceiro dia, sou consumado. 33Importa, porém, caminhar hoje, amanhã e no dia seguinte, para que não suceda que morra um profeta fora de Jerusalém.

Passagem por Samaria
Lc 17.11 a 19 11E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galiléia; 12e, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe. 13E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós! 14E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, ficaram limpos. 15E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz. 16E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. 17E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? 18Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? 19E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.

Passagem por Jericó – Zaqueu
Lc 19. 1 a 10
1E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. 2E eis que havia ali um homem, chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos e era rico. 3E procurava ver quem era Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. 4E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver, porque havia de passar por ali. 5E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa. 6E, apressando-se, desceu e recebeu-o com júbilo. 7E, vendo todos isso, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador. 8E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se em alguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. 9E disse-lhe Jesus: Hoje, veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. 10Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

Bartimeu
Mc 10.46 a 52 46Depois, foram para Jericó. E, saindo ele de Jericó com seus discípulos e uma grande multidão, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto ao caminho, mendigando. 47E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar e a dizer: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! 48E muitos o repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi, tem misericórdia de mim! 49E Jesus, parando, disse que o chamassem; e chamaram o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, que ele te chama. 50E ele, lançando de si a sua capa, levantou-se e foi ter com Jesus. 51E Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre, que eu tenha vista. 52E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.

Última semana em Betânia - expectativa do povo
Jo 11.55 a 57 - 55E estava próxima a Páscoa dos judeus, e muitos daquela região subiram a Jerusalém antes da Páscoa, para se purificarem. 56Buscavam, pois, a Jesus e diziam uns aos outros, estando no templo: Que vos parece? Não virá à festa? 57Ora, os principais dos sacerdotes e os fariseus tinham dado ordem para que, se alguém soubesse onde ele estava, o denunciasse, para o prenderem.

Lc 19.11- 11E, ouvindo eles essas coisas, ele prosseguiu e contou uma parábola, porquanto estava perto de Jerusalém, e cuidavam que logo se havia de manifestar o Reino de Deus.

Unção para sepultura
Jo 12.1 a 8 (6dias) 1Foi, pois, Jesus seis dias antes da Páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera e a quem ressuscitara dos mortos. 2Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. 3Então, Maria, tomando uma libra de ungüento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do ungüento. 4Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: 5Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros, e não se deu aos pobres? 6Ora, ele disse isso não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. 7Disse, pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto. 8Porque os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.

Lc 7.36 a 50   36E rogou-lhe um dos fariseus que comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. 37E eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento. 38E, estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça e beijava-lhe os pés, e ungia-lhos com o unguento. 39Quando isso viu o fariseu que o tinha convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora. 40E, respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse: Dize-a, Mestre. 41Um certo credor tinha dois devedores; um devia-lhe quinhentos dinheiros, e outro, cinquenta. 42E, não tendo eles com que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois: qual deles o amará mais? 43E Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E ele lhe disse: Julgaste bem. 44E, voltando-se para a mulher, disse a Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés; mas esta regou-me os pés com lágrimas e mos enxugou com os seus cabelos. 45Não me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os pés. 46Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés com unguento. 47Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. 48E disse a ela: Os teus pecados te são perdoados. 49E os que estavam à mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? 50E disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.

Mt. 26.6   6E, estando Jesus em Betânia, em casa de Simão, o leproso, 7aproximou-se dele uma mulher com um vaso de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça, quando ele estava assentado à mesa. 8E os seus discípulos, vendo isso, indignaram-se, dizendo: Por que este desperdício? 9Pois este ungüento podia vender-se por grande preço e dar-se o dinheiro aos pobres. 10Jesus, porém, conhecendo isso, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? Pois praticou uma boa ação para comigo. 11Porquanto sempre tendes convosco os pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre. 12Ora, derramando ela este ungüento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento. 13Em verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado, em todo o mundo, também será referido o que ela fez para memória sua.

Mc 14.3      3E, estando ele em Betânia assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher que trazia um vaso de alabastro, com ungüento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o vaso, lho derramou sobre a cabeça. 4E alguns houve que em si mesmos se indignaram e disseram: Para que se fez este desperdício de ungüento? 5Porque podia vender-se por mais de trezentos dinheiros e dá-lo aos pobres. E bramavam contra ela. 6Jesus, porém, disse: Deixai-a, para que a molestais? Ela fez-me boa obra. 7Porque sempre tendes os pobres convosco e podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes. 8Esta fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. 9Em verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.

Entrada triunfal em Jerusalém 
Jo 12.12 a 15 (5 dias) 12No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão que viera à festa que Jesus vinha a Jerusalém, 13tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do Senhor! 14E achou Jesus um jumentinho e assentou-se sobre ele, como está escrito: 15Não temas, ó filha de Sião! Eis que o teu Rei vem assentado sobre o filho de uma jumenta.

Mt. 21.1 a 11  1E, quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, enviou, então, Jesus dois discípulos, dizendo-lhes: 2Ide à aldeia que está defronte de vós e logo encontrareis uma jumenta presa e um jumentinho com ela; desprendei-a e trazei-mos. 3E, se alguém vos disser alguma coisa, direis que o Senhor precisa deles; e logo os enviará. 4Ora, tudo isso aconteceu para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta, que diz: 5Dizei à filha de Sião: Eis que o teu Rei aí te vem, humilde e assentado sobre uma jumenta e sobre um jumentinho, filho de animal de carga. 6E, indo os discípulos e fazendo como Jesus lhes ordenara, 7trouxeram a jumenta e o jumentinho, e sobre eles puseram as suas vestes, e fizeram-no assentar em cima. 8E muitíssima gente estendia as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho. 9E as multidões, tanto as que iam adiante como as que o seguiam, clamavam, dizendo: Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! 10E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo: Quem é este? 11E a multidão dizia: Este é Jesus, o Profeta de Nazaré da Galiléia.

Mc 11.1 a 11 1E, logo que se aproximaram de Jerusalém, de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos 2e disse-lhes: Ide à aldeia que está defronte de vós; e, logo que ali entrardes, encontrareis preso um jumentinho, sobre o qual ainda não montou homem algum; soltai-o e trazei-mo. 3E, se alguém vos disser: Por que fazeis isso?, dizei-lhe que o Senhor precisa dele, e logo o deixará trazer para aqui. 4E foram, e encontraram o jumentinho preso fora da porta, entre dois caminhos, e o soltaram. 5E alguns dos que ali estavam lhes disseram: Que fazeis, soltando o jumentinho? 6Eles, porém, disseram-lhes como Jesus lhes tinha mandado; e os deixaram ir. 7E levaram o jumentinho a Jesus e lançaram sobre ele as suas vestes, e assentou-se sobre ele. 8E muitos estendiam as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores e os espalhavam pelo caminho. 9E aqueles que iam adiante e os que seguiam clamavam, dizendo: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10Bendito o Reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
11E Jesus entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo visto tudo ao redor, como fosse já tarde, saiu para Betânia, com os doze.

Pousada em Betânia ou (monte das oliveiras ) de dia  ensinava

Mt.  21.17   17E, deixando-os, saiu da cidade para Betânia e ali passou a noite.

Mc 11.27 27E tornaram a Jerusalém; e, andando ele pelo templo, os principais dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos se aproximaram dele

Lc 21.37 e 38 37E, de dia, ensinava no templo e, à noite, saindo, ficava no monte chamado das Oliveiras. 38E todo o povo ia ter com ele ao templo, de manhã cedo, para o ouvir.

Última páscoa

Proximidade da páscoa 

Mt. 26.2 (2dias) 2Bem sabeis que, daqui a dois dias, é a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.

Mt. 26.17 a 20  17E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Onde queres que preparemos a comida da Páscoa? 18E ele disse: Ide à cidade a um certo homem e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos. 19E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
20E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze.

Mt. 26.2 a 3 e 14 2 Bem sabeis que, daqui a dois dias, é a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser crucificado.
3Depois, os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás,
14Então, um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes

A ceia
Jo 13 - lava os pés; o traidor; despedida
1Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. 2E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse, 3Jesus, sabendo que o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de Deus, e que ia para Deus, 4levantou-se da ceia, tirou as vestes e, tomando uma toalha, cingiu-se. 5Depois, pôs água numa bacia e começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que estava cingido. 6Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse: Senhor, tu lavas-me os pés a mim? 7Respondeu Jesus e disse-lhe: O que eu faço, não o sabes tu, agora, mas tu o saberás depois. 8Disse-lhe Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não tens parte comigo. 9Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus pés, mas também as mãos e a cabeça. 10Disse-lhe Jesus: Aquele que está lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora, vós estais limpos, mas não todos. 11Porque bem sabia ele quem o havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais limpos.
12Depois que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa, disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? 13Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou. 14Ora, se eu, Senhor e Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. 15Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. 16Na verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o enviado, maior do que aquele que o enviou. 17Se sabeis essas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes. 18Não falo de todos vós; eu bem sei os que tenho escolhido; mas para que se cumpra a Escritura: O que come o pão comigo levantou contra mim o seu calcanhar. 19Desde agora, vo-lo digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou. 20Na verdade, na verdade vos digo que se alguém receber o que eu enviar, me recebe a mim, e quem me recebe a mim recebe aquele que me enviou.
Jesus prediz que Judas o há de trair
21Tendo Jesus dito isso, turbou-se em espírito e afirmou, dizendo: Na verdade, na verdade vos digo que um de vós me há de trair. 22Então, os discípulos olhavam uns para os outros, sem saberem de quem ele falava. 23Ora, um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de Jesus. 24Então, Simão Pedro fez sinal a este, para que perguntasse quem era aquele de quem ele falava. 25E, inclinando-se ele sobre o peito de Jesus, disse-lhe: Senhor, quem é? 26Jesus respondeu: É aquele a quem eu der o bocado molhado. E, molhando o bocado, o deu a Judas Iscariotes, filho de Simão. 27E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa. 28E nenhum dos que estavam assentados à mesa compreendeu a que propósito lhe dissera isso, 29porque, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe tinha dito: Compra o que nos é necessário para a festa ou que desse alguma coisa aos pobres. 30E, tendo Judas tomado o bocado, saiu logo. E era já noite.
As últimas instruções de Jesus aos discípulos
31Tendo ele, pois, saído, disse Jesus: Agora, é glorificado o Filho do Homem, e Deus é glorificado nele. 32Se Deus é glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo e logo o há de glorificar. 33Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, e, como tinha dito aos judeus: para onde eu vou não podeis vós ir, eu vo-lo digo também agora. 34Um novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos ameis. 35Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
36Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde eu vou não podes, agora, seguir-me, mas, depois, me seguirás. 37Disse-lhe Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. 38Respondeu-lhe Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não cantará o galo, enquanto me não tiveres negado três vezes.
Ensino; consolo; aviso; promessas
Jo14 a 16 – 1Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. 3E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também. 4Mesmo vós sabeis para onde vou e conheceis o caminho. 5Disse-lhe Tomé: Senhor, nós não sabemos para onde vais e como podemos saber o caminho? 6Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por mim. 7Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis e o tendes visto. 8Disse-lhe Filipe: Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. 9Disse-lhe Jesus: Estou há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? 10Não crês tu que eu estou no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo de mim mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. 11Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas obras. 12Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. 13E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. 15Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.
16E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, 17o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós.
18Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. 19Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis. 20Naquele dia, conhecereis que estou em meu Pai, e vós, em mim, e eu, em vós. 21Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. 22Disse-lhe Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós e não ao mundo? 23Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada. 24Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.
25Tenho-vos dito isso, estando convosco. 26Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito. 27Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize. 28Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós. Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai, porque o Pai é maior do que eu. 29Eu vo-lo disse, agora, antes que aconteça, para que, quando acontecer, vós acrediteis. 30Já não falarei muito convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim. 31Mas é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou. Levantai-vos, vamo-nos daqui.
Jo 15 1Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o lavrador. 2Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. 3Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado. 4Estai em mim, e eu, em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. 5Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer. 6Se alguém não estiver em mim, será lançado fora, como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. 7Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito. 8Nisto é glorificado meu Pai: que deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. 9Como o Pai me amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. 10Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. 11Tenho-vos dito isso para que a minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja completa.
12O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. 14Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já vos não chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. 16Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vos conceda. 17Isto vos mando: que vos ameis uns aos outros.
18Se o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim. 19Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece. 20Lembrai-vos da palavra que vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardarem a minha palavra, também guardarão a vossa. 21Mas tudo isso vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou. 22Se eu não viera, nem lhes houvera falado, não teriam pecado, mas, agora, não têm desculpa do seu pecado. 23Aquele que me aborrece aborrece também a meu Pai. 24Se eu, entre eles, não fizesse tais obras, quais nenhum outro têm feito, não teriam pecado; mas, agora, viram-nas e me aborreceram a mim e a meu Pai. 25Mas é para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Aborreceram-me sem causa. 26Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de mim. 27E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o princípio.
Jo 16  1Tenho-vos dito essas coisas para que vos não escandalizeis. 2Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. 3E isso vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim. 4Mas tenho-vos dito isso, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que já vo-lo tinha dito; e eu não vos disse isso desde o princípio, porque estava convosco. 5E, agora, vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós me pergunta: Para onde vais? 6Antes, porque isso vos tenho dito, o vosso coração se encheu de tristeza. 7Todavia, digo-vos a verdade: que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós; mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei. 8E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: 9do pecado, porque não crêem em mim; 10da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; 11e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. 12Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. 13Mas, quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade, porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há de vir. 14Ele me glorificará, porque há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar. 15Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso, vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
16Um pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis, porquanto vou para o Pai. 17Então, alguns dos seus discípulos disseram uns para os outros: Que é isto que nos diz: Um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis; e: Porquanto vou para o Pai? 18Diziam, pois: Que quer dizer isto: um pouco? Não sabemos o que diz. 19Conheceu, pois, Jesus que o queriam interrogar e disse-lhes: Indagais entre vós acerca disto que disse: um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis? 20Na verdade, na verdade vos digo que vós chorastes e vos lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa tristeza se converterá em alegria. 21A mulher, quando está para dar à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à luz a criança, já se não lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um homem no mundo. 22Assim também vós, agora, na verdade, tendes tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa alegria, ninguém vo-la tirará. 23E, naquele dia, nada me perguntareis. Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu nome, ele vo-lo há de dar. 24Até agora, nada pedistes em meu nome; pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra.
25Disse-vos isso por parábolas; chega, porém, a hora em que vos não falarei mais por parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai. 26Naquele dia, pedireis em meu nome, e não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai, 27pois o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes e crestes que saí de Deus. 28Saí do Pai e vim ao mundo; outra vez, deixo o mundo e vou para o Pai.
29Disseram-lhe os seus discípulos: Eis que, agora, falas abertamente e não dizes parábola alguma. 30Agora, conhecemos que sabes tudo e não precisas de que alguém te interrogue. Por isso, cremos que saíste de Deus. 31Respondeu-lhes Jesus: Credes, agora? 32Eis que chega a hora, e já se aproxima, em que vós sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só, mas não estou só, porque o Pai está comigo. 33Tenho-vos dito isso, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.
Oração por todos os discípulos
Jo17 - 1Jesus falou essas coisas e, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti, 2assim como lhe deste poder sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. 3E a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus Cristo, a quem enviaste. 4Eu glorifiquei-te na terra, tendo consumado a obra que me deste a fazer. 5E, agora, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. 6Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste; eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra. 7Agora, já têm conhecido que tudo quanto me deste provém de ti, 8porque lhes dei as palavras que me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que saí de ti, e creram que me enviaste. 9Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10E todas as minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado. 11E eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. 12Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da perdição, para que a Escritura se cumprisse. 13Mas, agora, vou para ti e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos. 14Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo. 15Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. 16Não são do mundo, como eu do mundo não sou. 17Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade. 18Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. 19E por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade. 20Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles que, pela sua palavra, hão de crer em mim; 21para que todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós, para que o mundo creia que tu me enviaste. 22E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. 23Eu neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens amado a mim. 24Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque tu me hás amado antes da criação do mundo. 25Pai justo, o mundo não te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim. 26E eu lhes fiz conhecer o teu nome e lho farei conhecer mais, para que o amor com que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja.

A ceia
Mt. 26 .17 a 30 – 17E, no primeiro dia da Festa dos Pães Asmos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Onde queres que preparemos a comida da Páscoa? 18E ele disse: Ide à cidade a um certo homem e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa celebrarei a Páscoa com os meus discípulos. 19E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
20E, chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze. 21E, enquanto eles comiam, disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair. 22E eles, entristecendo-se muito, começaram um por um a dizer-lhe: Porventura, sou eu, Senhor? 23E ele, respondendo, disse: O que mete comigo a mão no prato, esse me há de trair. 24Em verdade o Filho do Homem vai, como acerca dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido. 25E, respondendo Judas, o que o traía, disse: Porventura, sou eu, Rabi? Ele disse: Tu o disseste.
26Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 27E, tomando o cálice e dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos. 28Porque isto é o meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para remissão dos pecados. 29E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de meu Pai. 30E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das Oliveiras.

Lc 22.7 a 23 7Chegou, porém, o dia da Festa dos Pães Asmos, em que importava sacrificar a Páscoa. 8E mandou a Pedro e a João, dizendo: Ide, preparai-nos a Páscoa, para que a comamos. 9E eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? 10E ele lhes disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar. 11E direis ao pai de família da casa: O mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de comer a Páscoa com os meus discípulos? 12Então, ele vos mostrará um grande cenáculo mobilado; aí fazei os preparativos. 13E, indo eles, acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a Páscoa.
14E, chegada a hora, pôs-se à mesa, e, com ele, os doze apóstolos. 15E disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça, 16porque vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no Reino de Deus. 17E, tomando o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós, 18porque vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o Reino de Deus.
19E, tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim. 20Semelhantemente, tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu sangue, que é derramado por vós. 21Mas eis que a mão do que me trai está comigo à mesa. 22E, na verdade, o Filho do Homem vai segundo o que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído! 23E começaram a perguntar entre si qual deles seria o que havia de fazer isso.

Paixão / Getsêmani
Lc 22.39 a 46      39E, saindo, foi, como costumava, para o monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram. 40E, quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação. 41E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de joelhos, orava, 42dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice; todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua. 43E apareceu-lhe um anjo do céu, que o confortava. 44E, posto em agonia, orava mais intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até ao chão. 45E, levantando-se da oração, foi ter com os seus discípulos e achou-os dormindo de tristeza. 46E disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos, e orai para que não entreis em tentação.

Jo 18.1 a 11 1Tendo Jesus dito isso, saiu com os seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um horto, no qual ele entrou com os seus discípulos. 2E Judas, que o traía, também conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas vezes se ajuntava ali com os seus discípulos. 3Tendo, pois, Judas recebido a coorte e oficiais dos principais sacerdotes e fariseus, veio para ali com lanternas, e archotes, e armas. 4Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de vir, adiantou-se e disse-lhes: A quem buscais? 5Responderam-lhe: A Jesus, o Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu. E Judas, que o traía, estava também com eles. 6Quando, pois, lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra. 7Tornou-lhes, pois, a perguntar: A quem buscais? E eles disseram: A Jesus, o Nazareno. 8Jesus respondeu: Já vos disse que sou eu; se, pois me buscais a mim, deixai ir estes, 9para se cumprir a palavra que tinha dito: Dos que me deste nenhum deles perdi. 10Então, Simão Pedro, que tinha espada, desembainhou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. E o nome do servo era Malco. 11Mas Jesus disse a Pedro: Mete a tua espada na bainha; não beberei eu o cálice que o Pai me deu?

Julgamento
Jo 18.12 e13 12Então, a coorte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus, e o manietaram, 13e conduziram-no primeiramente a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.

Casa de Anás
Jo 18.26 e1726E um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro cortara a orelha, disse: Não te vi eu no horto com ele? 17Então, a porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele: Não sou.

Narrativas de Pedro / casa de caifás 

Jo 18.24 24Anás mandou-o, manietado, ao sumo sacerdote Caifás.

Mt. 26.63 a 68  63E Jesus, porém, guardava silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. 64Disse-lhes Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. 65Então, o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia. 66Que vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte. 67Então, cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, 68dizendo: Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu?

Mt. 27.3 a 10 3Então, Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, 4dizendo: Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é contigo. 5E ele, atirando para o templo as moedas de prata, retirou-se e foi-se enforcar. 6E os príncipes dos sacerdotes, tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito metê-las no cofre das ofertas, porque são preço de sangue. 7E, tendo deliberado em conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos estrangeiros. 8Por isso, foi chamado aquele campo, até ao dia de hoje, Campo de Sangue. 9Então, se realizou o que vaticinara o profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado, que certos filhos de Israel avaliaram. 10E deram-nas pelo campo do oleiro, segundo o que o Senhor determinou.

Pilatos
Jo 18.28 a 38 28Depois, levaram Jesus da casa de Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência, para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. 29Então, Pilatos saiu e disse-lhes: Que acusação trazeis contra este homem? 30Responderam e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos. 31Disse-lhes, pois, Pilatos: Levai-o vós e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe, então, os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma. 32(Para que se cumprisse a palavra que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de morrer.)
33Tornou, pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o rei dos judeus? 34Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo ou disseram-to outros de mim? 35Pilatos respondeu: Porventura, sou eu judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que fizeste? 36Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo; se o meu Reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas, agora, o meu Reino não é daqui. 37Disse-lhe, pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. 38Disse-lhe Pilatos: Que é a verdade? E, dizendo isso, voltou até os judeus e disse-lhes: Não acho nele crime algum.

Herodes 
Lc. 23.5 a 12 5Mas eles insistiam cada vez mais, dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a Galiléia até aqui. 6Então, Pilatos, ouvindo falar da Galiléia, perguntou se aquele homem era galileu. 7E, sabendo que era da jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também, naqueles dias, estava em Jerusalém.
8E Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito, porque havia muito que desejava vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas; e esperava que lhe veria fazer algum sinal. 9E interrogava-o com muitas palavras, mas ele nada lhe respondia. 10E estavam os principais dos sacerdotes e os escribas acusando-o com grande veemência. 11E Herodes, com os seus soldados, desprezou-o, e, escarnecendo dele, vestiu-o de uma roupa resplandecente, e tornou a enviá-lo a Pilatos. 12E, no mesmo dia, Pilatos e Herodes, entre si, se fizeram amigos; pois, dantes, andavam em inimizade um com o outro.

Pilatos  
Jo 19.1 a 16  1Pilatos, pois, tomou, então, a Jesus e o açoitou. 2E os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça e lhe vestiram uma veste de púrpura. 3E diziam: Salve, rei dos judeus! E davam-lhe bofetadas. 4Então, Pilatos saiu outra vez fora e disse-lhes: Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum. 5Saiu, pois, Jesus, levando a coroa de espinhos e a veste de púrpura. E disse-lhes Pilatos: Eis aqui o homem. 6Vendo-o, pois, os principais dos sacerdotes e os servos, gritaram, dizendo: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, porque eu nenhum crime acho nele. 7Responderam-lhe os judeus: Nós temos uma lei, e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se fez Filho de Deus. 8E Pilatos, quando ouviu essa palavra, mais atemorizado ficou. 9E entrou outra vez na audiência e disse a Jesus: De onde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. 10Disse-lhe, pois, Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar? 11Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima te não fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem.
12Desde então, Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus gritavam, dizendo: Se soltas este, não és amigo do César! Qualquer que se faz rei é contra o César! 13Ouvindo, pois, Pilatos esse dito, levou Jesus para fora e assentou-se no tribunal, no lugar chamado Litóstrotos, e em hebraico o nome é Gabatá. 14E era a preparação da Páscoa e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei. 15Mas eles bradaram: Tira! Tira! Crucifica-o! Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão o César. 16Então, entregou-lho, para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus e o levaram.

Mt. 27.19  19E, estando ele assentado no tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo, porque num sonho muito sofri por causa dele.

Crucificação
Direção ao Calvário
Jo 19. 17  17E, levando ele às costas a sua cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, que em hebraico se chama Gólgota,

Simão Cirineu
Mt. 27,32 a 33  32E, quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram a levar a sua cruz.
33E, chegando ao lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira,

Vestes e salteadores 
Mt. 27.34 a 38  34deram-lhe a beber vinho misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber. 35E, havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sortes, para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e sobre a minha túnica lançaram sortes. 36E, assentados, o guardavam ali. 37E, por cima da sua cabeça, puseram escrita a sua acusação: Este é Jesus, O Rei dos Judeus. 38E foram crucificados com ele dois salteadores, um, à direita, e outro, à esquerda.

A inscrição
Jo 19.19 a 22  19E Pilatos escreveu também um título e pô-lo em cima da cruz; e nele estava escrito: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. 20E muitos dos judeus leram este título, porque o lugar onde Jesus estava crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, grego e latim. 21Diziam, pois, os principais sacerdotes dos judeus a Pilatos: Não escrevas, Rei dos judeus, mas que ele disse: Sou Rei dos judeus. 22Respondeu Pilatos: O que escrevi escrevi.

O vinagre, o testemunho ainda local, mirra, o fel, A zombaria, o véu rasgado, O ladrão salvo, as palavras proferidas, os sinais da natureza, as profecias cumpridas, etc

Jo 19.28 a 37 28Depois, sabendo Jesus que já todas as coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho sede. 29Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de vinagre uma esponja e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca. 30E, quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.
31Os judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes quebrassem as pernas, e fossem tirados. 32Foram, pois, os soldados e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com ele fora crucificado. 33Mas, vindo a Jesus e vendo-o já morto, não lhe quebraram as pernas. 34Contudo, um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água. 35E aquele que o viu testificou, e o seu testemunho é verdadeiro, e sabe que é verdade o que diz, para que também vós o creiais. 36Porque isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura, que diz: Nenhum dos seus ossos será quebrado. 37E outra vez diz a Escritura: Verão aquele que traspassaram.

Sepultura / José de Arimatéia e o sepultamento

Jo 19.38 a 42   38Depois disso, José de Arimatéia (o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então, foi e tirou o corpo de Jesus. 39E foi também Nicodemos (aquele que, anteriormente, se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem libras de um composto de mirra e aloés. 40Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer na preparação para o sepulcro. 41E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado e, no horto, um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. 42Ali, pois (por causa da preparação dos judeus e por estar perto aquele sepulcro), puseram a Jesus.

Mc 15.42 a 47  42E, chegada a tarde, porquanto era o Dia da Preparação, isto é, a véspera do sábado, 43chegou José de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o Reino de Deus, e ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. 44E Pilatos se admirou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já havia muito que tinha morrido. 45E, tendo-se certificado pelo centurião, deu o corpo a José, 46o qual comprara um lençol fino, e, tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa rocha, e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro. 47E Maria Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham.

Lc 23,50 a 56 50E eis que um homem por nome José, senador, homem de bem e justo 51(que não tinha consentido no conselho e nos atos dos outros), natural de Arimatéia, cidade dos judeus, e que também esperava o Reino de Deus, 52este, chegando a Pilatos, pediu o corpo de Jesus. 53E, havendo-o tirado, envolveu-o num lençol e pô-lo num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto. 54E era o Dia da Preparação, e amanhecia o sábado. 55E as mulheres que tinham vindo com ele da Galiléia seguiram também e viram o sepulcro e como foi posto o seu corpo. 56E, voltando elas, prepararam especiarias e ungüentos e, no sábado, repousaram, conforme o mandamento.

Mt. 27,57 a 60 57E, vinda já a tarde, chegou um homem rico de Arimatéia, por nome José, que também era discípulo de Jesus. 58Este foi ter com Pilatos e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que o corpo lhe fosse dado. 59E José, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol, 60e o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e, rolando uma grande pedra para a porta do sepulcro, foi-se.

Sepulcro selado

Mt. 27.62 a 66 62E, no dia seguinte, que é o dia depois da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de Pilatos, 63dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador, vivendo ainda, disse: Depois de três dias, ressuscitarei. 64Manda, pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia; não se dê o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo: Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. 65E disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes. 66E, indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra.

Obs. os sepulcros abrem-se ,os mortos ressuscitam depois da morte de Jesus

Mt. 27,52 a 53   52E abriram-se os sepulcros, e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; 53E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na Cidade Santa e apareceram a muitos.

A ressurreição, o dia

Mt. 28 -1 a 10  E, no fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro. 2E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra, e sentou-se sobre ela. 3E o seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste branca como a neve. 4E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados e como mortos. 5Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscai a Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia. 7Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito. 8E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos. 9E, indo elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas, chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram. 10Então, Jesus disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão a Galiléia e lá me verão.

Lc 24,1 a 12 1E, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. 2E acharam a pedra do sepulcro removida. 3E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. 4E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecentes. 5E, estando elas muito atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? 6Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, 7dizendo: Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite. 8E lembraram-se das suas palavras. 9E, voltando do sepulcro, anunciaram todas essas coisas aos onze e a todos os demais. 10E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam as que diziam estas coisas aos apóstolos. 11E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram. 12Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lenços ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso.

A ressurreição

Mt. 28,5 a 4 4E os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados e como mortos. 5Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscai a Jesus, que foi crucificado.

A visão  dos anjos

Mt.28.5 a 8  5Mas o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscai a Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia. 7Ide, pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos. E eis que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo tenho dito. 8E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos.

Mc 16.1 a 7 1E, passado o sábado, Maria Madalena, Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram aromas para irem ungi-lo. 2E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol, 3e diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? 4E, olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. 5E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa comprida e branca; e ficaram espantadas. 6Porém ele disse-lhes: Não vos assusteis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; já ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram. 7Mas ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse.

A notícia corre
Jo 20.1 a 10  1E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. 2Correu, pois, e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. 3Então, Pedro saiu com o outro discípulo e foram ao sepulcro. 4E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais apressadamente do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. 5E, abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia, não entrou. 6Chegou, pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis 7e que o lenço que tinha estado sobre a sua cabeça não estava com os lençóis, mas enrolado, num lugar à parte. 8Então, entrou também o outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. 9Porque ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos mortos. 10Tornaram, pois, os discípulos para casa.

Lc 24.9 a12  9E, voltando do sepulcro, anunciaram todas essas coisas aos onze e a todos os demais. 10E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam as que diziam estas coisas aos apóstolos. 11E as suas palavras lhes pareciam como desvario, e não as creram. 12Pedro, porém, levantando-se, correu ao sepulcro e, abaixando-se, viu só os lenços ali postos; e retirou-se, admirando consigo aquele caso.




Mentira dos judeus
Mt.28.11 a 15  11E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam acontecido. 12E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando: 13Dizei: Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. 14E, se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos em segurança. 15E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam instruídos. E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje.

Aparições de Jesus Madalena
Jo 20.11 a 18 11E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro 12e viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. 13E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. 14E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. 15Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. 16Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer Mestre)! 17Disse-lhe Jesus: Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. 18Maria Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor e que ele lhe dissera isso.

Mc 16.9 9E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demônios.

Caminho de amaús
Lc 24.13 a 35 13E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. 14E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. 15E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. 16Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. 17E ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes? 18E, respondendo um, cujo nome era Cleopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? 19E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; 20e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram. 21E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. 22É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; 23e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que ele vive. 24E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram. 25E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! 26Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? 27E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras.
28E chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe. 29E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. 30E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. 31Abriram-se-lhes, então, os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. 32E disseram um para o outro: Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? 33E, na mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém e acharam congregados os onze e os que estavam com eles, 34os quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão. 35E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles foi conhecido no partir do pão.

Pedro
Lc 24.34 34os quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão.

Todos sem Tomé
Jo 20.19 a 25 19Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz seja convosco! 20E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. De sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. 21Disse-lhes, pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. 22E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes são perdoados; e, àqueles a quem os retiverdes, lhes são retidos.
24Ora, Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25Disseram-lhe, pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.

Todos com Tomé
Jo 20.26 a 29 26E, oito dias depois, estavam outra vez os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé. Chegou Jesus, estando as portas fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco! 27Depois, disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. 28Tomé respondeu e disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! 29Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram!

Todos terceira vez
Jo 21.1 a 14  1Depois disso, manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos, junto ao mar de Tiberíades; e manifestou-se assim: 2estavam juntos Simão Pedro, e Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, e os filhos de Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. 3Disse-lhes Simão Pedro: Vou pescar. Disseram-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo para o barco, e naquela noite nada apanharam.
4E, sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram que era Jesus. 5Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa de comer? Responderam-lhe: Não. 6E ele lhes disse: Lançai a rede à direita do barco e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela multidão dos peixes. 7Então, aquele discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor, cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. 8E os outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes.
9Logo que saltaram em terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. 10Disse-lhes Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. 11Simão Pedro subiu e puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e, sendo tantos, não se rompeu a rede. 12Disse-lhes Jesus: Vinde, jantai. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? Porque sabiam que era o Senhor. 13Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lho, e, semelhantemente, o peixe. 14E já era a terceira vez que Jesus se manifestava aos seus discípulos depois de ter ressuscitado dos mortos.

Ascensão / Betânia

Lc 24.50 a 53 50E levou-os fora, até Betânia; e, levantando as mãos, os abençoou. 51E aconteceu que, abençoando-os ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. 52E, adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. 53E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém!

Monte das oliveiras

Atos 1.12 12Então, voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.



A.D.T.H.T.G

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