1
EXISTÊNCIA DE JESUS ANTES DE VIR EM CARNE
1 No princípio, era o Verbo, e o Verbo estava
com Deus, e o Verbo era Deus.2 Ele estava no princípio com Deus.3 Todas as coisas foram feitas por ele, e sem
ele nada do que foi feito se fez.4
Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens;5 e a luz resplandece nas trevas, e as trevas
não a compreenderam. João 1.1a 5
5 E, agora, glorifica-me tu,
ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo
existisse.João 17.5
58 Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos
digo que, antes que Abraão existisse, eu sou.
João 8.58
2
NASCIMENTO E INFÂNCIA DE JESUS
Antecedentes
- Anúncio a Zacarias (Lucas 1. 5 a 25)
5 Existiu, no tempo de Herodes, rei da Judéia,
um sacerdote, chamado Zacarias, da ordem de Abias, e cuja mulher era das filhas
de Arão; o nome dela era Isabel.
6 E eram ambos justos perante Deus, vivendo
irrepreensivelmente em todos os mandamentos e preceitos do Senhor.7 E não tinham filhos, porque Isabel era
estéril, e ambos eram avançados em idade.8 E
aconteceu que, exercendo ele o sacerdócio diante de Deus, na ordem da sua
turma,9 segundo o costume
sacerdotal, coube-lhe em sorte entrar no templo do Senhor para oferecer o
incenso.10 E toda a multidão
do povo estava fora, orando, à hora do incenso.11 Então, um anjo do Senhor lhe apareceu, posto
em pé, à direita do altar do incenso.12 E Zacarias, vendo-o, turbou-se, e caiu temor
sobre ele.
13 Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas,
porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e
lhe porás o nome de João.14 E
terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento,15 porque será grande diante do Senhor, e não
beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o
ventre de sua mãe.16 E
converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor, seu Deus,17 e irá adiante dele no espírito e virtude de
Elias, para converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência
dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.18 Disse, então, Zacarias ao anjo: Como saberei
isso? Pois eu já sou velho, e minha mulher, avançada em idade.19 E , respondendo o anjo,
disse-lhe: Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus, e fui enviado a falar-te
e dar-te estas alegres novas.20
Todavia ficarás mudo e não poderás falar até ao dia em que estas coisas
aconteçam, porquanto não creste nas minhas palavras, que a seu tempo se hão de
cumprir.21 E o povo estava
esperando a Zacarias e maravilhava-se de que tanto se demorasse no templo.22
E, saindo ele, não lhes podia
falar; e entenderam que tivera alguma visão no templo. E falava por acenos e
ficou mudo.23 E sucedeu que,
terminados os dias de seu ministério, voltou para sua casa.24 E, depois daqueles dias, Isabel, sua mulher,
concebeu e, por cinco meses, se ocultou, dizendo:25 Assim me fez o Senhor, nos dias em que
atentou em mim, para destruir o meu opróbrio entre os homens.
- Anúncio à Maria
Lc 1. 26 a
56 26 E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado
por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré,27 a uma virgem desposada com um varão cujo nome
era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.28 E, entrando o anjo onde ela estava, disse:
Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres. 29 E, vendo-o ela, turbou-se muito com aquelas
palavras e considerava que saudação seria esta.30 Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas,
porque achaste graça diante de Deus,31 E eis que em teu ventre conceberás, e darás à
luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.32 Este será grande e será chamado Filho do
Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai,33 e reinará eternamente na casa de Jacó, e o
seu Reino não terá fim.34 E
disse Maria ao anjo: Como se fará isso, visto que não conheço varão? 35 E, respondendo o anjo, disse-lhe: Descerá
sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua
sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de
Deus.36 E eis que também
Isabel, tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para
aquela que era chamada estéril.37 Porque para Deus nada é impossível.38 Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do
Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela. 39 E, naqueles dias, levantando-se Maria, foi
apressada às montanhas, a uma cidade de Judá,40 e entrou em casa de Zacarias, e saudou a
Isabel.41 E aconteceu que, ao
ouvir Isabel a saudação de Maria, a criancinha saltou no seu ventre; e Isabel
foi cheia do Espírito Santo,42
e exclamou com grande voz, e disse: Bendita és tu entre as mulheres, e é
bendito o fruto do teu ventre!43
E de onde me provém isso a mim, que venha visitar-me a mãe do meu
Senhor?44 Pois eis que, ao
chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria
no meu ventre.45
Bem-aventurada a que creu, pois hão de cumprir-se as coisas que da parte
do Senhor lhe foram ditas!46
Disse, então, Maria: A minha alma engrandece ao Senhor,47 e o meu espírito se alegra em Deus, meu
Salvador,48 porque atentou na
humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me
chamarão bem-aventurada.49 Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e
Santo é o seu nome.50 E a sua
misericórdia é de geração em geração sobre os que o temem.51 Com o seu braço, agiu valorosamente, dissipou
os soberbos no pensamento de seu coração,52 depôs dos tronos os poderosos e elevou os
humildes;53 encheu de bens os
famintos, despediu vazios os ricos,54 e auxiliou a Israel, seu servo, recordando-se
da sua misericórdia 55 (como
falou a nossos pais) para com Abraão e sua osteridade, para sempre.56 E Maria ficou com ela quase três meses e
depois voltou para sua casa.
Nascimento de João lucas 1.57 a 80 57 E completou-se
para Isabel o tempo de dar à luz, e teve um filho.58 E os seus vizinhos e parentes ouviram que
tinha Deus usado para com ela de grande misericórdia e alegraram-se com ela.59 E aconteceu que, ao oitavo dia, vieram
circuncidar o menino e lhe chamavam Zacarias, o nome de seu pai.60 E, respondendo sua mãe, disse: Não, porém
será chamado João.61 E
disseram-lhe: Ninguém há na tua parentela que se chame por este nome.62 E perguntaram, por acenos, ao pai como queria
que lhe chamassem.63 E,
pedindo ele uma tabuinha de escrever, escreveu, dizendo: O seu nome é João. E
todos se maravilharam.64 E
logo a boca se lhe abriu, e a língua se lhe soltou; e falava, louvando a Deus.65
E veio temor sobre todos os seus
vizinhos, e em todas as montanhas da Judéia foram divulgadas todas essas
coisas.66 E todos os que as
ouviam as conservavam em seu coração, dizendo: Quem será, pois, este menino? E
a mão do Senhor estava com ele.67
E Zacarias, seu pai, foi cheio do Espírito Santo e profetizou, dizendo:
68 Bendito o Senhor, Deus de
Israel, porque visitou e remiu o seu povo!69 E nos levantou uma salvação poderosa na casa
de Davi, seu servo, 70 como
falou pela boca dos seus santos profetas, desde o princípio do mundo,71 para nos livrar dos nossos inimigos e das mãos
de todos os que nos aborrecem72
e para manifestar misericórdia a nossos pais, e para lembrar-se do seu
santo concerto 73 e do
juramento que jurou a Abraão, nosso pai,
74 de conceder-nos que, libertados das mãos de
nossos inimigos, o servíssemos sem temor,75 em santidade e justiça perante ele, todos os
dias da nossa vida.76 E tu, ó
menino, serás chamado profeta do Altíssimo, porque hás de ir ante a face do
Senhor, a preparar os seus caminhos,77 para dar ao seu povo conhecimento da
salvação, na remissão dos seus pecados,78 pelas entranhas da misericórdia do nosso Deus,
com que o oriente do alto nos visitou,79 para alumiar os que estão assentados em
trevas e sombra de morte, a fim de dirigir os nossos pés pelo caminho da paz.80
E o menino crescia, e se
robustecia em espírito, e esteve nos desertos até ao dia em que havia de
mostrar-se a Israel.
Intenção de José (Mt. 1. 18
a25)
18 Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim:
Estando Maria, sua mãe, desposada com José, antes de se ajuntarem, achou-se ter
concebido do Espírito Santo.19 Então, José, seu marido, como era justo e a
não queria infamar, intentou deixá-la secretamente.20 E, projetando ele isso, eis que, em sonho,
lhe apareceu um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber
a Maria, tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo.21 E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome
de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados.22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o
que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um
filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus
conosco)24 E José,
despertando do sonho, fez como o anjo do Senhor lhe ordenara, e recebeu a sua
mulher,25 e não a conheceu
até que deu à luz seu filho, o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS.
Nascimento de Jesus / Decreto de César Augusto
Lc
2,1 a 5 1 E aconteceu, naqueles dias, que saiu um
decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse.2 (Este primeiro alistamento foi feito sendo
Cirênio governador da Síria.)3
E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade.4 E subiu da Galiléia também José, da cidade de
Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família
de Davi),5 a fim de
alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida.
Estrebaria / manjedoura
Lc
2, 6 e 7 6 E aconteceu que,
estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz.7 E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o
em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na
estalagem.
Visita dos pastores Lc 2.8 a 20
8
Ora, havia, naquela mesma comarca, pastores que estavam no campo e guardavam
durante as vigílias da noite o seu rebanho. 9 E eis que um anjo do Senhor veio sobre eles,
e a glória do Senhor os cercou de resplendor, e tiveram grande temor.10 E o anjo lhes disse: Não temais, porque eis
aqui vos trago novas de grande alegria, que será para todo o povo,11 pois, na cidade de Davi, vos nasceu hoje o
Salvador, que é Cristo, o Senhor.12
E isto vos será por sinal: achareis o menino envolto em panos e deitado
numa manjedoura.13 E, no
mesmo instante, apareceu com o anjo uma multidão dos exércitos celestiais,
louvando a Deus e dizendo: 14 Glória a Deus nas alturas, paz na terra, boa
vontade para com os homens! 15
E aconteceu que, ausentando-se deles os anjos para o céu, disseram os
pastores uns aos outros: Vamos, pois, até Belém e vejamos isso que aconteceu e
que o Senhor nos fez saber.16
E foram apressadamente e acharam Maria, e José, e o menino deitado na
manjedoura.17 E, vendo-o,
divulgaram a palavra que acerca do menino lhes fora dita. 18 E todos os que a ouviram se maravilharam do
que os pastores lhes diziam. 19
Mas Maria guardava todas essas coisas, conferindo-as em seu coração.20 E voltaram os pastores glorificando e
louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, como lhes havia sido
dito.
O nome de Jesus (Lc 2,21)
21 E, quando os oito dias foram cumpridos para
circuncidar o menino, foi-lhe dado o nome de Jesus, que pelo anjo lhe fora
posto antes de ser concebido
Mt.
1.21 a
23 21
E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele
salvará o seu povo dos seus pecados.
22 Tudo isso aconteceu para que se cumprisse o
que foi dito da parte do Senhor pelo profeta, que diz:
23 Eis que a virgem conceberá e dará à luz um
filho, e ele será chamado pelo nome de EMANUEL. (EMANUEL traduzido é: Deus
conosco).
Apresentação no templo
Lc. 2.22 22 E, cumprindo-se os dias da purificação,
segundo a lei de Moisés, o levaram a Jerusalém, para o apresentarem ao Senhor
23 (segundo o que está escrito na lei do Senhor:
Todo macho primogênito será consagrado ao Senhor)
24 e para darem a oferta segundo o disposto na
lei do Senhor: um par de rolas ou dois pombinhos.
Lc 2.25 a
28 25 Havia em
Jerusalém um homem cujo nome era Simeão; e este homem era justo e temente a
Deus, esperando a consolação de Israel; e o Espírito Santo estava sobre ele.26 E fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que
ele não morreria antes de ter visto o Cristo do Senhor.27 E, pelo Espírito, foi ao templo e, quando os
pais trouxeram o menino Jesus, para com ele procederem segundo o uso da lei,
28 ele, então, o tomou em seus braços, e louvou
a Deus, e disse:29 Agora,
Senhor, podes despedir em paz o teu servo, segundo a tua palavra,30 pois já os meus olhos viram a tua salvação
Visita dos magos – em Jerusalém (Mt. 2.1 a 12)
Herodes \números deles\ estrela \ casa\ 1 ano
1 E, tendo nascido Jesus em Belém da Judéia, no
tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do Oriente a Jerusalém,2 e perguntaram: Onde está aquele que é nascido
rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos a adorá-lo.3
E o rei Herodes, ouvindo isso,
perturbou-se, e toda a Jerusalém, com ele. 4 E, congregados todos os príncipes dos
sacerdotes e os escribas do povo, perguntou-lhes onde havia de nascer o Cristo.5 E eles lhe disseram: Em Belém da Judéia,
porque assim está escrito pelo profeta:6 E tu, Belém, terra de Judá, de modo nenhum és
a menor entre as {ou príncipes} capitais de Judá, porque de ti sairá o Guia {ou
Governador} que há de apascentar o meu povo de Israel.7 Então, Herodes, chamando secretamente os
magos, inquiriu exatamente deles acerca do tempo em que a estrela lhes
aparecera.8 E, enviando-os a
Belém, disse: Ide, e perguntai diligentemente pelo menino, e, quando o
achardes, participai-mo, para que também eu vá e o adore.9 E, tendo eles ouvido o rei, partiram; e eis
que a estrela que tinham visto no Oriente ia adiante deles, até que, chegando,
se deteve sobre o lugar onde estava o menino.10 E, vendo eles a estrela, alegraram-se muito
com grande júbilo.11 E,
entrando na casa, acharam o menino com Maria, sua mãe, e, prostrando-se, o
adoraram; e, abrindo os seus tesouros, lhe ofertaram dádivas: ouro, incenso e
mirra.12 E, sendo por divina
revelação avisados em sonhos para que não voltassem para junto de Herodes,
partiram para a sua terra por outro caminho.
Raquel (Jr 31.15) 15
Assim diz o SENHOR: Uma voz se ouviu em Ramá,
lamentação, choro amargo; Raquel chora seus filhos, sem admitir consolação por
eles, porque já não existem.
Fuga (Mt. 2. 13 a 23) 13 E, tendo-se eles retirado, eis que o anjo do
Senhor apareceu a José em sonhos, dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua
mãe, e foge para o Egito, e demora-te lá até que eu te diga, porque Herodes há
de procurar o menino para o matar.14
E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o
Egito.15 E esteve lá até à
morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo
profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho.16 Então, Herodes, vendo que tinha sido iludido
pelos magos, irritou-se muito e mandou matar todos os meninos que havia em
Belém e em todos os seus contornos, de dois anos para baixo, segundo o tempo
que diligentemente inquirira dos magos.17 Então, se cumpriu o que foi dito pelo profeta
Jeremias, que diz:18 Em Ramá
se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto; era Raquel chorando os seus
filhos e não querendo ser consolada, porque já não existiam.19 Morto, porém, Herodes, eis que o anjo do
Senhor apareceu, num sonho, a José, no Egito,20 dizendo: Levanta-te, e toma o menino e sua
mãe, e vai para a terra de Israel, porque já estão mortos os que procuravam a
morte {ou vida} do menino.
21 Então, ele se levantou, e tomou o menino e
sua mãe, e foi para a terra de Israel.
22 E, ouvindo que Arquelau reinava na Judéia em
lugar de Herodes, seu pai, receou ir para lá; mas, avisado em sonhos por divina
revelação, foi para as regiões da Galiléia.
23 E chegou e habitou numa cidade chamada
Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado
Nazareno.
Os. 11.1 1
Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei a meu filho.
Outro irmão de Jesus
Mt. 1.25 25 e não a conheceu até que deu à luz seu filho,
o primogênito; e pôs-lhe o nome de JESUS.
Mt. 12.46
46 E, falando ele ainda à multidão, eis que
estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe.
Mc. 6.3 3
Não é este o carpinteiro, filho de
Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui
conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele.
Infância 12 anos templo lc 2. 39 a 52
39 E, quando acabaram de cumprir tudo segundo a
lei do Senhor, voltaram à Galiléia, para a sua cidade de Nazaré.40 E o menino crescia e se fortalecia em
espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.41 Ora, todos os anos, iam seus pais a Jerusalém,
à Festa da Páscoa.42 E, tendo
ele já doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume do dia da festa.43 E, regressando eles, terminados aqueles dias,
ficou o menino Jesus em Jerusalém, e não o souberam seus pais.44 Pensando, porém, eles que viria de companhia
pelo caminho, andaram caminho de um dia e procuravam-no entre os parentes e
conhecidos.45 E, como o não
encontrassem, voltaram a Jerusalém em busca dele.46 E aconteceu que, passados três dias, o
acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os e
interrogando-os.47 E todos os
que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas.48 E, quando o viram, maravilharam-se, e
disse-lhe sua mãe: Filho, por que fizeste assim para conosco? Eis que teu pai e
eu, ansiosos, te procurávamos.49
E ele lhes disse: Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém
tratar dos negócios de meu Pai?50
E eles não compreenderam as palavras que lhes dizia.51 E desceu com eles, e foi para Nazaré, e
era-lhes sujeito. E sua mãe guardava no coração todas essas coisas.52 E crescia Jesus em sabedoria, e em estatura,
e em graça para com Deus e os homens.
3
JOÃO, O BATISTA (PRECURSOR)
Época
Lc 3.1 A
3 1 E, no ano quinze do império de Tibério César,
sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, e Herodes, tetrarca da Galiléia, e
seu irmão Filipe, tetrarca da Ituréia e da província de Traconites, e Lisânias,
tetrarca de Abilene,2 sendo
Anás e Caifás sumos sacerdotes, veio no deserto a palavra de Deus a João, filho
de Zacarias.
E
percorreu toda a terra ao redor do Jordão, pregando o batismo de arrependimento,
para o perdão dos pecados,
Pregação e testemunho
Mt.
3.1A 17 ; 1 E, naqueles dias,
apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia 2
e dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos céus.3 Porque este é o anunciado pelo profeta Isaías,
que disse: Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor,
endireitai as suas veredas.4 E este João tinha a sua veste de pêlos de
camelo e um cinto de couro em torno de seus lombos e alimentava-se de
gafanhotos e de mel silvestre.5
Então, ia ter com ele Jerusalém, e toda a Judéia, e toda a província
adjacente ao Jordão;6 e eram
por ele batizados no rio Jordão, confessando os seus pecados.7 E, vendo ele muitos dos fariseus e dos
saduceus que vinham ao seu batismo, dizia-lhes: Raça de víboras, quem vos
ensinou a fugir da ira futura? 8 Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento9
e não presumais de vós mesmos,
dizendo: Temos por pai a Abraão; porque eu vos digo que mesmo destas pedras
Deus pode suscitar filhos a Abraão.10 E também, agora, está posto o machado à raiz
das árvores; toda árvore, pois, que não produz bom fruto é cortada e lançada no
fogo.
11 E eu, em verdade, vos batizo com água, para o
arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou
digno de levar as suas sandálias; {ou calçado} ele vos batizará com o Espírito
Santo e com fogo.12 Em sua
mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e
queimará a palha com fogo que nunca se apagará.13 Então, veio Jesus da Galiléia ter com João
junto do Jordão, para ser batizado por ele.14 Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço de
ser batizado por ti, e vens tu a mim?
15 Jesus, porém, respondendo, disse-lhe: Deixa
por agora, porque assim nos convém cumprir toda a justiça. Então, ele o
permitiu.16 E, sendo Jesus batizado, saiu logo da água, e eis que se
lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba e vindo sobre
ele.17 E eis que uma voz dos
céus dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
Mc 1. 1 a
8 1 Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho
de Deus.
2 Como está escrito no profeta Isaías: Eis que
eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de
ti.3 Voz do que clama no
deserto: Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas.4 Apareceu João batizando no deserto e pregando
o batismo de arrependimento, para remissão de pecados.5 E toda a província da Judéia e todos os
habitantes de Jerusalém iam ter com ele; e todos eram batizados por ele no rio
Jordão, confessando os seus pecados.6 E João andava vestido de pêlos de camelo e
com um cinto de couro em redor de seus lombos, e comia gafanhotos e mel
silvestre,7 e pregava,
dizendo: Após mim vem aquele que é mais forte do que eu, do qual não sou digno
de, abaixando-me, desatar a correia das sandálias.8 Eu, em verdade, tenho-vos batizado com água;
ele, porém, vos batizará com o Espírito Santo.
Lc 3. 4 a
20 4 segundo o que está escrito no livro das
palavras do profeta Isaías, que diz: Voz do que clama no deserto: Preparai o
caminho do Senhor; endireitai as suas veredas.5 Todo vale se encherá, e se abaixará todo
monte e outeiro; e o que é tortuoso se endireitará, e os caminhos escabrosos se
aplanarão;6 e toda carne verá
a salvação de Deus.7 Dizia,
pois, João à multidão que saía para ser batizada por ele: Raça de víboras, quem
vos ensinou a fugir da ira que está para vir?8 Produzi, pois, frutos dignos de
arrependimento e não comeceis a dizer em vós mesmos: Temos Abraão por pai,
porque eu vos digo que até destas pedras pode Deus suscitar filhos a Abraão.9 E também já está posto o machado à raiz das
árvores; toda árvore, pois, que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo.10 E a multidão o interrogava, dizendo: Que
faremos, pois? 11 E,
respondendo ele, disse-lhes: Quem tiver duas túnicas, que reparta com o que não
tem, e quem tiver alimentos, que faça da mesma maneira.12 E chegaram também uns publicanos, para serem
batizados, e disseram-lhe: Mestre, que devemos fazer? 13 E ele lhes disse: Não peçais mais do que
aquilo que vos está ordenado.14
E uns soldados o interrogaram também, dizendo: E nós, que faremos? E ele
lhes disse: A ninguém trateis mal, nem defraudeis e contentai-vos com o vosso
soldo. 15 E, estando o povo
em expectação e pensando todos de João, em seu coração, se, porventura, seria o
Cristo,16 respondeu João a
todos, dizendo: Eu, na verdade, batizo-vos com água, mas eis que vem aquele que
é mais poderoso do que eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das
sandálias; este vos batizará com o Espírito Santo e com fogo.17 Ele tem a pá na sua mão, e limpará a sua
eira, e ajuntará o trigo no seu celeiro, mas queimará a palha com fogo que
nunca se apaga.18 E assim
admoestando-os, muitas outras coisas também anunciava ao povo.19 Sendo, porém, o tetrarca Herodes repreendido
por ele por causa de Herodias, mulher de seu irmão Filipe, e por todas as
maldades que Herodes tinha feito,20
acrescentou a todas as outras ainda esta, a de encerrar João num
cárcere.
João 1, 6 a 34 6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era
João.
7 Este veio para testemunho para que
testificasse da luz, para que todos cressem por ele.
8 Não era ele a luz, mas veio para que
testificasse da luz.9 Ali
estava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo,10 estava no mundo, e o mundo foi feito por ele e
o mundo não o conheceu.11
Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.
12 Mas a todos quantos o receberam deu-lhes o
poder de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome,13 os quais não nasceram do sangue, nem da
vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.14 E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e
vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de
verdade.15 João testificou
dele e clamou, dizendo: Este era aquele de quem eu dizia: o que vem depois de
mim é antes de mim, porque foi primeiro do que eu.
16 E todos nós recebemos também da sua plenitude,
com graça sobre graça.
17 Porque a lei foi dada por Moisés; a graça e a
verdade vieram por Jesus Cristo.
18 Deus nunca foi visto por alguém. O Filho
unigênito, que está no seio do Pai, este o fez conhecer.19 E este é o testemunho de João, quando os
judeus mandaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem:
Quem és tu?
20 E confessou e não negou; confessou: Eu não
sou o Cristo.21 E
perguntaram-lhe: Então, quem és, pois? És tu Elias? E disse: Não sou. És tu o
profeta? E respondeu: Não.
22 Disseram-lhe, pois: Quem és, para que demos
resposta àqueles que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?23 Disse: Eu sou a voz do que clama no deserto:
Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.24 E os que tinham sido enviados eram dos
fariseus,25 e
perguntaram-lhe, e disseram-lhe: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo,
nem Elias, nem o profeta?26 João respondeu-lhes, dizendo: Eu batizo com
água, mas, no meio de vós, está um a quem vós não conheceis.27 Este é aquele que vem após mim, que foi antes
de mim, do qual eu não sou digno de desatar as correias das sandálias.28 Essas coisas aconteceram em Betânia, {ou
Bethabara} do outro lado do Jordão, onde João estava batizando.29 No dia seguinte, João viu a Jesus, que vinha
para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.30 Este é aquele do qual eu disse: após mim vem
um homem que foi antes de mim, porque já era primeiro do que eu.31 E eu não o conhecia, mas, para que ele fosse
manifestado a Israel, vim eu, por isso, batizando com água.32 E João testificou, dizendo: Eu vi o Espírito
descer do céu como uma pomba e repousar sobre ele.33 E eu não o conhecia, mas o que me mandou a
batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o Espírito e
sobre ele repousar, esse é o que batiza com o Espírito Santo.34 E eu vi e tenho testificado que este é o
Filho de Deus.
Correlação
Ml. 3. 1 1Eis que eu envio o meu anjo, que
preparará o caminho diante de mim; e, de repente, virá ao seu templo o Senhor,
a quem vós buscais, o anjo do concerto, a quem vós desejais; eis que vem, diz o
Senhor dos Exércitos.
Ml. 4.5 5 Eis
que eu vos envio o profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível do
Senhor;
Lc. 1,17 17e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para
converter o coração dos pais aos filhos e os rebeldes, à prudência dos justos, com
o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto.
Is. 40.3 3Voz
do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor; endireitai no ermo
vereda a nosso Deus.
4
O BATISMO E TENTAÇÃO
O batismo de Jesus Mt. 3.13 a 17
13Então, veio Jesus da Galiléia ter com João junto do Jordão, para
ser batizado por ele. 14Mas João opunha-se-lhe, dizendo: Eu careço
de ser batizado por ti, e vens tu a mim? 15Jesus, porém,
respondendo, disse-lhe: Deixa por agora, porque assim nos convém cumprir toda a
justiça. Então, ele o permitiu. 16E, sendo Jesus batizado, saiu logo
da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo
como pomba e vindo sobre ele. 17E eis que uma voz dos céus dizia:
Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo.
A tentação Mt. 4.1
a 11 1Então, foi conduzido Jesus pelo
Espírito ao deserto, para ser tentado pelo diabo. 2e, tendo jejuado
quarenta dias e quarenta noites, depois teve fome; 3E, chegando-se a
ele o tentador, disse: Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se tornem
em pães. 4Ele, porém, respondendo, disse: Está escrito: Nem só de
pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. 5Então
o diabo o transportou à Cidade Santa, e colocou-o sobre o pináculo do templo, 6e
disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te daqui abaixo; porque está
escrito: Aos seus anjos dará ordens a teu respeito, e tomar-te-ão nas mãos,
para que nunca tropeces em alguma pedra. 7Disse-lhe Jesus: Também
está escrito: Não tentarás o Senhor, teu Deus. 8Novamente, o
transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do
mundo e a glória deles. 9E disse-lhe: Tudo isto te darei se,
prostrado, me adorares. 10Então, disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás,
porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás. 11Então,
o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos e o serviram.
5 OS PRIMEIROS DISCÍPULOS
Os testemunhos
João 13 5 a 51
35No dia seguinte João estava outra vez ali, na companhia de dois
dos seus discípulos. 36E, vendo passar a Jesus, disse: Eis aqui o
Cordeiro de Deus. 37E os dois discípulos ouviram-no dizer isso e
seguiram a Jesus. 38E Jesus, voltando-se e vendo que eles o seguiam,
disse-lhes: Que buscais? E eles disseram: Rabi (que, traduzido, quer dizer
Mestre), onde moras? 39Ele lhes disse: Vinde e vede. Foram, e viram
onde morava, e ficaram com ele aquele dia; e era já quase a hora décima. 40Era
André, irmão de Simão Pedro, um dos dois que ouviram aquilo de João e o haviam
seguido. 41Este achou primeiro a seu irmão Simão e disse-lhe:
Achamos o Messias (que, traduzido, é o Cristo). 42E levou-o a Jesus.
E, olhando Jesus para ele, disse: Tu és Simão, filho de Jonas; tu serás chamado
Cefas (que quer dizer Pedro).
43No
dia seguinte, quis Jesus ir à Galiléia, e achou a Filipe, e disse-lhe:
Segue-me. 44E Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. 45Filipe
achou Natanael e disse-lhe: Havemos achado aquele de quem Moisés escreveu na
Lei e de quem escreveram os Profetas: Jesus de Nazaré, filho de José. 46Disse-lhe
Natanael: Pode vir alguma coisa boa de Nazaré? Disse-lhe Filipe: Vem e vê. 47Jesus
viu Natanael vir ter com ele e disse dele: Eis aqui um verdadeiro israelita, em
quem não há dolo. 48Disse-lhe Natanael: De onde me conheces tu?
Jesus respondeu e disse-lhe: Antes que Filipe te chamasse, te vi eu estando tu
debaixo da figueira. 49Natanael respondeu e disse-lhe: Rabi, tu és o
Filho de Deus, tu és o Rei de Israel. 50Jesus respondeu e disse-lhe:
Porque te disse: vi-te debaixo da figueira, crês? Coisas maiores do que estas
verás. 51E disse-lhe: Na verdade, na verdade vos digo que, daqui em
diante, vereis o céu aberto e os anjos de Deus subirem e descerem sobre o Filho
do Homem.
Uma chamada Lc. 5.1
a 11
1E
aconteceu que, apertando-o a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele
junto ao lago de Genesaré. 2E viu estar dois barcos junto à praia do
lago; e os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes. 3E,
entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco
da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. 4E, quando
acabou de falar, disse a Simão: faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes
para pescar. 5E, respondendo Sim ão, disse-lhe: Mestre, havendo
trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede. 6E,
fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a
rede. 7E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco,
para que os fossem ajudar. E foram e encheram ambos os barcos, de maneira tal
que quase iam a pique. 8E, vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos
pés de Jesus, dizendo: Senhor, ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador.
9Pois que o espanto se apoderara dele e de todos os que com ele
estavam, por causa da pesca que haviam feito, 10e, de igual modo,
também de Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão. E
disse Jesus a Simão: Não temas; de agora em diante, serás pescador de homens. 11E,
levando os barcos para terra, deixaram tudo e o seguiram.
6 - O MILAGRE PRELIMINAR
As bodas de cana João 2.1
a 12
1E,
ao terceiro dia, fizeram-se umas bodas em Caná da Galiléia; e estava ali a mãe
de Jesus. 2E foram também convidados Jesus e os seus discípulos para
as bodas. 3E, faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: Não têm
vinho. 4Disse-lhe Jesus: Mulher, que tenho eu contigo? Ainda não é
chegada a minha hora. 5Sua mãe disse aos empregados: Fazei tudo
quanto ele vos disser. 6E estavam ali postas seis talhas de pedra,
para as purificações dos judeus, e em cada uma cabiam duas ou três metretas. 7Disse-lhes
Jesus: Enchei de água essas talhas. E encheram-nas até em cima. 8E
disse-lhes: Tirai agora e levai ao mestre-sala. E levaram. 9E, logo
que o mestre-sala provou a água feita vinho (não sabendo de onde viera, se bem
que o sabiam os empregados que tinham tirado a água), chamou o mestre-sala ao
esposo. 10E disse-lhe: Todo homem põe primeiro o vinho bom e, quando
já têm bebido bem, então, o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vinho. 11Jesus
principiou assim os seus sinais em Caná da Galiléia e manifestou a sua glória,
e os seus discípulos creram nele.
12Depois
disso, desceu a Cafarnaum, ele, e sua mãe, e seus irmãos, e seus discípulos, e
ficaram ali não muitos dias.
7- O PRINCÍPIO DO MINISTÉRIO
NA JUDÉIA
Uma páscoa em Jerusalém
João 13 e 23
A fama de Jesus cresce
João 3.22 ; 22Depois
disso, foi Jesus com os seus discípulos para a terra da Judéia; e estava ali
com eles e batizava. 23Ora, João batizava também em Enom, junto a Salim, porque
havia ali muitas águas; e vinham ali e eram batizados. 24Porque ainda João não
tinha sido lançado na prisão.
João 4.1 1E, quando o Senhor veio a saber
que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e batizava mais discípulos do que
João
Obs. Jo 4.2 Jesus mesmo não batizava em águas
Fatos notáveis ocorridos na Judéia
Entrevista de Nicodemos Jo
3.1ª 21 1E
havia entre os fariseus um homem chamado Nicodemos, príncipe dos judeus. 2Este
foi ter de noite com Jesus e disse-lhe: Rabi, bem sabemos que és mestre vindo
de Deus, porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for
com ele. 3Jesus respondeu e disse-lhe: Na verdade, na verdade te
digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus. 4Disse-lhe
Nicodemos: Como pode um homem nascer, sendo velho? Porventura, pode tornar a entrar
no ventre de sua mãe e nascer? 5Jesus respondeu: Na verdade, na
verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar
no Reino de Deus. 6O que é nascido da carne é carne, e o que é
nascido do Espírito é espírito. 7Não te maravilhes de te ter dito:
Necessário vos é nascer de novo. 8O vento assopra onde quer, e ouves
a sua voz, mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que
é nascido do Espírito. 9Nicodemos respondeu e disse-lhe: Como pode
ser isso? 10Jesus respondeu e disse-lhe: Tu és mestre de Israel e
não sabes isso? 11Na verdade, na verdade te digo que nós dizemos o
que sabemos e testificamos o que vimos, e não aceitais o nosso testemunho. 12Se
vos falei de coisas terrestres, e não crestes, como crereis, se vos falar das
celestiais? 13Ora, ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu,
o Filho do Homem, que está no céu. 14E, como Moisés levantou a
serpente no deserto, assim importa que o Filho do Homem seja levantado, 15para
que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
16Porque
Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo
aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. 17Porque
Deus enviou o seu Filho ao mundo não para que condenasse o mundo, mas para que
o mundo fosse salvo por ele. 18Quem crê nele não é condenado; mas
quem não crê já está condenado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de
Deus. 19E a condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens
amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más. 20Porque
todo aquele que faz o mal aborrece a luz e não vem para a luz para que as suas
obras não sejam reprovadas. 21Mas quem pratica a verdade vem para a
luz, a fim de que as suas obras sejam manifestas, porque são feitas em Deus.
O dialogo com a samaritana Jo 4
1E,
quando o Senhor veio a saber que os fariseus tinham ouvido que Jesus fazia e
batizava mais discípulos do que João 2(ainda que Jesus mesmo não
batizava, mas os seus discípulos), 3deixou a Judéia e foi outra vez
para a Galiléia. 4E era-lhe necessário passar por Samaria. 5Foi,
pois, a uma cidade de Samaria, chamada Sicar, junto da herdade que Jacó tinha
dado a seu filho José. 6E estava ali a fonte de Jacó. Jesus, pois,
cansado do caminho, assentou-se assim junto da fonte. Era isso quase à hora
sexta.
7Veio
uma mulher de Samaria tirar água. Disse-lhe Jesus: Dá-me de beber. 8Porque
os seus discípulos tinham ido à cidade comprar comida. 9Disse-lhe,
pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que
sou mulher samaritana (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos)? 10Jesus
respondeu e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz:
Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva. 11Disse-lhe
a mulher: Senhor, tu não tens com que a tirar, e o poço é fundo; onde, pois,
tens a água viva? 12És tu maior do que Jacó, o nosso pai, que nos
deu o poço, bebendo ele próprio dele, e os seus filhos, e o seu gado? 13Jesus
respondeu e disse-lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede, 14mas
aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu
lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna. 15Disse-lhe
a mulher: Senhor, dá-me dessa água, para que não mais tenha sede e não venha
aqui tirá-la. 16Disse-lhe Jesus: Vai, chama o teu marido e vem cá. 17A
mulher respondeu e disse: Não tenho marido. Disse-lhe Jesus: Disseste bem: Não
tenho marido, 18porque tiveste cinco maridos e o que agora tens não
é teu marido; isso disseste com verdade.
19Disse-lhe
a mulher: Senhor, vejo que és profeta. 20Nossos pais adoraram neste
monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. 21Disse-lhe
Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis
o Pai. 22Vós adorais o que não sabeis; nós adoramos o que sabemos
porque a salvação vem dos judeus. 23Mas a hora vem, e agora é, em
que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o
Pai procura a tais que assim o adorem. 24Deus é Espírito, e importa
que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade. 25A mulher
disse-lhe: Eu sei que o Messias (que se chama o Cristo) vem; quando ele vier,
nos anunciará tudo. 26Jesus disse-lhe: Eu o sou, eu que falo
contigo. 27E nisso vieram os seus discípulos e maravilharam-se de
que estivesse falando com uma mulher; todavia, nenhum lhe disse: Que perguntas?
ou: Por que falas com ela? 28Deixou, pois, a mulher o seu cântaro, e
foi à cidade, e disse àqueles homens: 29Vinde e vede um homem que me
disse tudo quanto tenho feito; porventura, não é este o Cristo? 30Saíram,
pois, da cidade e foram ter com ele.
A ceifa e os ceifeiros
31E,
entretanto, os seus discípulos lhe rogaram, dizendo: Rabi, come. 32Porém
ele lhes disse: Uma comida tenho para comer, que vós não conheceis. 33Então,
os discípulos diziam uns aos outros: Trouxe-lhe, porventura, alguém de comer? 34Jesus
disse-lhes: A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a
sua obra. 35Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a
ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já
estão brancas para a ceifa. 36E o que ceifa recebe galardão e ajunta
fruto para a vida eterna, para que, assim o que semeia como o que ceifa, ambos
se regozijem. 37Porque nisso é verdadeiro o ditado: Um é o que
semeia, e outro, o que ceifa. 38Eu vos enviei a ceifar onde vós não
trabalhastes; outros trabalharam, e vós entrastes no seu trabalho.
39E
muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher, que
testificou: Disse-me tudo quanto tenho feito. 40Indo, pois, ter com
ele os samaritanos, rogaram-lhe que ficasse com eles; e ficou ali dois dias. 41E
muitos mais creram nele, por causa da sua palavra. 42E diziam à
mulher: Já não é pelo que disseste que nós cremos, porque nós mesmos o temos
ouvido e sabemos que este é verdadeiramente o Cristo, o Salvador do mundo.
Cura do enfermo em Betesda
Jo 5.1 a 15
Uma festa em jerusalém
Jo 7.10 a 53 10Mas,
quando seus irmãos já tinham subido à festa, então, subiu ele também não
manifestamente, mas como em oculto. 11Ora, os judeus procuravam-no
na festa e diziam: Onde está ele? 12E havia grande murmuração entre
a multidão a respeito dele. Diziam alguns: Ele é bom. E outros diziam: Não;
antes, engana o povo. 13Todavia, ninguém falava dele abertamente,
por medo dos judeus.
14Mas,
no meio da festa, subiu Jesus ao templo e ensinava. 15E os judeus
maravilhavam-se, dizendo: Como sabe este letras, não as tendo aprendido? 16Jesus
respondeu e disse-lhes: A minha doutrina não é minha, mas daquele que me
enviou. 17Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma
doutrina, conhecerá se ela é de Deus ou se eu falo de mim mesmo. 18Quem
fala de si mesmo busca a sua própria glória, mas o que busca a glória daquele
que o enviou, esse é verdadeiro, e não há nele injustiça. 19Não vos
deu Moisés a lei? E nenhum de vós observa a lei. Por que procurais matar-me? 20A
multidão respondeu e disse: Tens demônio; quem procura matar-te? 21Respondeu
Jesus e disse-lhes: Fiz uma obra, e todos vos maravilhais. 22Pelo
motivo de que Moisés vos deu a circuncisão (não que fosse de Moisés, mas dos
pais), no sábado circuncidais um homem. 23Se o homem recebe a
circuncisão no sábado, para que a lei de Moisés não seja quebrantada,
indignais-vos contra mim, porque, no sábado, curei de todo um homem? 24Não
julgueis segundo a aparência, mas julgai segundo a reta justiça.
25Então,
alguns dos de Jerusalém diziam: Não é este o que procuram matar? 26E
ei-lo aí está falando abertamente, e nada lhe dizem. Porventura, sabem,
verdadeiramente, os príncipes, que este é o Cristo? 27Todavia, bem
sabemos de onde este é; mas, quando vier o Cristo, ninguém saberá de onde ele
é. 28Clamava, pois, Jesus no templo, ensinando e dizendo: Vós me
conheceis e sabeis de onde sou; e eu não vim de mim mesmo, mas aquele que me
enviou é verdadeiro, o qual vós não conheceis. 29Mas eu conheço-o,
porque dele sou, e ele me enviou. 30Procuravam, pois, prendê-lo, mas
ninguém lançou mão dele, porque ainda não era chegada a sua hora. 31E
muitos da multidão creram nele e diziam: Quando o Cristo vier, fará ainda mais
sinais do que os que este tem feito?
32Os
fariseus ouviram que a multidão murmurava dele essas coisas; e os fariseus e os
principais dos sacerdotes mandaram servidores para o prenderem. 33Disse-lhes,
pois, Jesus: Ainda um pouco de tempo estou convosco e, depois, vou para aquele
que me enviou. 34Vós me buscareis e não me achareis; e aonde eu estou vós não
podeis vir. 35Disseram, pois, os judeus uns para os outros: Para
onde irá este, que o não acharemos? Irá, porventura, para os dispersos entre os
gregos e ensinará os gregos? 36Que palavra é esta que disse:
Buscar-me-eis e não me achareis; e: Aonde eu estou, vós não podeis ir?
37E,
no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se
alguém tem sede, que venha a mim e beba. 38Quem crê em mim, como diz
a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. 39E isso
disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o
Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.
40Então,
muitos da multidão, ouvindo essa palavra, diziam: Verdadeiramente, este é o
Profeta. 41Outros diziam: Este é o Cristo; mas diziam outros: Vem,
pois, o Cristo da Galiléia? 42Não diz a Escritura que o Cristo vem
da descendência de Davi e de Belém, da aldeia de onde era Davi? 43Assim,
entre o povo havia dissensão por causa dele. 44E alguns deles
queriam prendê-lo, mas ninguém lançou mão dele.
45E
os servidores foram ter com os principais dos sacerdotes e fariseus; e eles
lhes perguntaram: Por que o não trouxestes? 46Responderam os
servidores: Nunca homem algum falou assim como este homem. 47Responderam-lhes,
pois, os fariseus: Também vós fostes enganados? 48Creu nele,
porventura, algum dos principais ou dos fariseus? 49Mas esta
multidão, que não sabe a lei, é maldita. 50Nicodemos, que era um
deles (o que de noite fora ter com Jesus), disse-lhes: 51Porventura,
condena a nossa lei um homem sem primeiro o ouvir e ter conhecimento do que
faz? 52Responderam eles e disseram-lhe: És tu também da Galiléia?
Examina e verás que da Galiléia nenhum profeta surgiu. 53E cada um
foi para sua casa.
O caso da mulher adúltera
Jo 8.1 a 11 1Porém Jesus foi para o monte das
Oliveiras. 2E, pela manhã cedo, voltou para o templo, e todo o povo
vinha ter com ele, e, assentando-se, os ensinava. 3E os escribas e
fariseus trouxeram-lhe uma mulher apanhada em adultério. 4E, pondo-a
no meio, disseram-lhe: Mestre, esta mulher foi apanhada, no próprio ato,
adulterando, 5e, na lei, nos mandou Moisés que as tais sejam
apedrejadas. Tu, pois, que dizes? 6Isso diziam eles, tentando-o,
para que tivessem de que o acusar. Mas Jesus, inclinando-se, escrevia com o
dedo na terra. 7E, como insistissem, perguntando-lhe, endireitou-se
e disse-lhes: Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire
pedra contra ela. 8E, tornando a inclinar-se, escrevia na terra. 9Quando
ouviram isso, saíram um a um, a começar pelos mais velhos até aos últimos;
ficaram só Jesus e a mulher, que estava no meio. 10E,
endireitando-se Jesus e não vendo ninguém mais do que a mulher, disse-lhe:
Mulher, onde estão aqueles teus acusadores? Ninguém te condenou? 11E
ela disse: Ninguém, Senhor. E disse-lhe Jesus: Nem eu também te condeno; vai-te
e não peques mais.
O cego de nascença
Jo 9 .1 a
41 1E, passando Jesus, viu um homem
cego de nascença. 2E os seus discípulos lhe perguntaram, dizendo:
Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que nascesse cego? 3Jesus
respondeu: Nem ele pecou, nem seus pais; mas foi assim para que se manifestem
nele as obras de Deus. 4Convém que eu faça as obras daquele que me
enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar. 5Enquanto
estou no mundo, sou a luz do mundo. 6Tendo dito isso, cuspiu na
terra, e, com a saliva, fez lodo, e untou com o lodo os olhos do cego. 7E
disse-lhe: Vai, lava-te no tanque de Siloé (que significa o Enviado). Foi,
pois, e lavou-se, e voltou vendo. 8Então, os vizinhos e aqueles que
dantes tinham visto que era cego diziam: Não é este aquele que estava assentado
e mendigava? 9Uns diziam: É este. E outros: Parece-se com ele. Ele
dizia: Sou eu. 10Diziam-lhe, pois: Como se te abriram os olhos? 11Ele
respondeu e disse-lhes: O homem chamado Jesus fez lodo, e untou-me os olhos, e
disse-me: Vai ao tanque de Siloé e lava-te. Então, fui, e lavei-me, e vi. 12Disseram-lhe,
pois: Onde está ele? Respondeu: Não sei.
13Levaram,
pois, aos fariseus o que dantes era cego. 14E era sábado quando
Jesus fez o lodo e lhe abriu os olhos. 15Tornaram, pois, também os
fariseus a perguntar-lhe como vira, e ele lhes disse: Pôs-me lodo sobre os
olhos, lavei-me e vejo. 16Então, alguns dos fariseus diziam: Este
homem não é de Deus, pois não guarda o sábado. Diziam outros: Como pode um
homem pecador fazer tais sinais? E havia dissensão entre eles. 17Tornaram,
pois, a dizer ao cego: Tu que dizes daquele que te abriu os olhos? E ele
respondeu: Que é profeta.
18Os
judeus, porém, não creram que ele tivesse sido cego e que agora visse, enquanto
não chamaram os pais do que agora via. 19E perguntaram-lhes,
dizendo: É este o vosso filho, que vós dizeis ter nascido cego? Como, pois, vê
agora? 20Seus pais responderam e disseram-lhes: Sabemos que este é
nosso filho e que nasceu cego, 21mas como agora vê não sabemos; ou
quem lhe tenha aberto os olhos não sabemos; tem idade; perguntai-lho a ele
mesmo, e ele falará por si mesmo. 22Seus pais disseram isso, porque
temiam os judeus, porquanto já os judeus tinham resolvido que, se alguém
confessasse ser ele o Cristo, fosse expulso da sinagoga. 23Por isso,
é que seus pais disseram: Tem idade; perguntai-lho a ele mesmo.
24Chamaram,
pois, pela segunda vez o homem que tinha sido cego e disseram-lhe: Dá glória a
Deus; nós sabemos que esse homem é pecador. 25Respondeu ele, pois, e
disse: Se é pecador, não sei; uma coisa sei, e é que, havendo eu sido cego,
agora vejo. 26E tornaram a dizer-lhe: Que te fez ele? Como te abriu
os olhos? 27Respondeu-lhes: Já vo-lo disse e não ouvistes; para que
o quereis tornar a ouvir? Quereis vós, porventura, fazer-vos também seus
discípulos? 28Então, o injuriaram e disseram: Discípulo dele sejas
tu; nós, porém, somos discípulos de Moisés. 29Nós bem sabemos que
Deus falou a Moisés, mas este não sabemos de onde é. 30O homem
respondeu e disse-lhes: Nisto, pois, está a maravilha: que vós não saibais de
onde ele é e me abrisse os olhos. 31Ora, nós sabemos que Deus não
ouve a pecadores; mas, se alguém é temente a Deus e faz a sua vontade, a esse
ouve. 32Desde o princípio do mundo, nunca se ouviu que alguém
abrisse os olhos a um cego de nascença. 33Se este não fosse de Deus,
nada poderia fazer. 34Responderam eles e disseram-lhe: Tu és nascido
todo em pecados e nos ensinas a nós? E expulsaram-no.
35Jesus
ouviu que o tinham expulsado e, encontrando-o, disse-lhe: Crês tu no Filho de
Deus? 36Ele respondeu e disse: Quem é ele, Senhor, para que nele
creia? 37E Jesus lhe disse: Tu já o tens visto, e é aquele que fala
contigo. 38Ele disse: Creio, Senhor. E o adorou. 39E
disse-lhe Jesus: Eu vim a este mundo para juízo, a fim de que os que não vêem
vejam e os que vêem sejam cegos. 40Aqueles dos fariseus que estavam
com ele, ouvindo isso, disseram-lhe: Também nós somos cegos? 41Disse-lhes
Jesus: Se fôsseis cegos, não teríeis pecado; mas como agora dizeis: Vemos, por
isso, o vosso pecado permanece.
A ressurreição de Lázaro
Jo 11 1Estava, então, enfermo um certo
Lázaro, de Betânia, aldeia de Maria e de sua irmã Marta. 2E Maria
era aquela que tinha ungido o Senhor com ungüento e lhe tinha enxugado os pés
com os seus cabelos, cujo irmão, Lázaro, estava enfermo. 3Mandaram-lhe,
pois, suas irmãs dizer: Senhor, eis que está enfermo aquele que tu amas. 4E
Jesus, ouvindo isso, disse: Esta enfermidade não é para morte, mas para glória
de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela. 5Ora, Jesus
amava a Marta, e a sua irmã, e a Lázaro. 6Ouvindo, pois, que estava
enfermo, ficou ainda dois dias no lugar onde estava. 7Depois disso,
disse aos seus discípulos: Vamos outra vez para a Judéia. 8Disseram-lhe
os discípulos: Rabi, ainda agora os judeus procuravam apedrejar-te, e tornas
para lá? 9Jesus respondeu: Não há doze horas no dia? Se alguém andar
de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. 10Mas, se andar de
noite, tropeça, porque nele não há luz. 11Assim falou e, depois,
disse-lhes: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono. 12Disseram,
pois, os seus discípulos: Senhor, se dorme, estará salvo. 13Mas
Jesus dizia isso da sua morte; eles, porém, cuidavam que falava do repouso do
sono. 14Então, Jesus disse-lhes claramente: Lázaro está morto, 15e
folgo, por amor de vós, de que eu lá não estivesse, para que acrediteis. Mas
vamos ter com ele. 16Disse, pois, Tomé, chamado Dídimo, aos
condiscípulos: Vamos nós também, para morrermos com ele.
17Chegando,
pois, Jesus, achou que já havia quatro dias que estava na sepultura. 18(Ora,
Betânia distava de Jerusalém quase quinze estádios.) 19E muitos dos
judeus tinham ido consolar a Marta e a Maria, acerca de seu irmão. 20Ouvindo,
pois, Marta que Jesus vinha, saiu-lhe ao encontro; Maria, porém, ficou
assentada em casa. 21Disse, pois, Marta a Jesus: Senhor, se tu
estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. 22Mas também, agora,
sei que tudo quanto pedires a Deus, Deus to concederá. 23Disse-lhe
Jesus: Teu irmão há de ressuscitar. 24Disse-lhe Marta: Eu sei que há
de ressuscitar na ressurreição do último Dia. 25Disse-lhe Jesus: Eu
sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; 26e
todo aquele que vive e crê em mim nunca morrerá. Crês tu isso? 27Disse-lhe
ela: Sim, Senhor, creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus, que havia de vir
ao mundo.
28E,
dito isso, partiu e chamou em segredo a Maria, sua irmã, dizendo: O Mestre está
aqui e chama-te. 29Ela, ouvindo isso, levantou-se logo e foi ter com
ele. 30(Ainda Jesus não tinha chegado à aldeia, mas estava no lugar
onde Marta o encontrara.) 31Vendo, pois, os judeus que estavam com
ela em casa e a consolavam que Maria apressadamente se levantara e saíra,
seguiram-na, dizendo: Vai ao sepulcro para chorar ali. 32Tendo,
pois, Maria chegado aonde Jesus estava e vendo-o, lançou-se aos seus pés,
dizendo-lhe: Senhor, se tu estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. 33Jesus,
pois, quando a viu chorar e também chorando os judeus que com ela vinham,
moveu-se muito em espírito e perturbou-se. 34E disse: Onde o
pusestes? Disseram-lhe: Senhor, vem e vê. 35Jesus chorou.
36Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava. 37E alguns deles
disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este
não morresse? 38Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo,
foi ao sepulcro; e era uma caverna e tinha uma pedra posta sobre ela. 39Disse
Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: Senhor, já cheira mal,
porque é já de quatro dias. 40Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que,
se creres, verás a glória de Deus? 41Tiraram, pois, a pedra. E
Jesus, levantando os olhos para o céu, disse: Pai, graças te dou, por me
haveres ouvido. 42Eu bem sei que sempre me ouves, mas eu disse isso
por causa da multidão que está ao redor, para que creiam que tu me enviaste. 43E,
tendo dito isso, clamou com grande voz: Lázaro, vem para fora. 44E o
defunto saiu, tendo as mãos e os pés ligados com faixas, e o seu rosto, envolto
num lenço. Disse-lhes Jesus: Desligai-o e deixai-o ir.
45Muitos,
pois, dentre os judeus que tinham vindo a Maria e que tinham visto o que Jesus
fizera creram nele.
Idas e vindas entre à Judéia e à Galileia
João
1.28 /João 4.47 / João 1.43/2.13/ João 4. 3 e 4 / João 5.1 / João 6.1
João
7.1 /João 10.22 / João10.40 / João 11.7e 8 / João 11.55 e 56 / João12.1 / João12.12
9. O MINISTÉRIO NA GALILÉIA
Lugares de pregações
Sinagogas Lc. 4.44
44 E pregava nas sinagogas da Galiléia.
Junto ao mar
Lc 5.1 a
3 1E aconteceu
que, apertando-o a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao
lago de Genesaré. 2E viu estar dois barcos junto à praia do lago; e
os pescadores, havendo descido deles, estavam lavando as redes. 3E,
entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco
da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão.
Lugares planos
Lc. 6.17 17E, descendo com eles, parou num
lugar plano, e também um grande número de seus discípulos, e grande multidão do
povo de toda a Judéia, e de Jerusalém, e da costa marítima de Tiro e de Sidom;
Montes
Mt. 5.1 1Jesus,
vendo a multidão, subiu a um monte, e, assentando-se, aproximaram-se dele os
seus discípulos; 2e, abrindo a boca, os ensinava, dizendo:
Casas e aldeias
Mc. 2.1.2 1E,
alguns dias depois, entrou outra vez em Cafarnaum, e soube-se que estava em
casa. 2E logo se ajuntaram tantos, que nem ainda nos lugares junto à
porta eles cabiam; e anunciava-lhes a palavra.
Mc. 6.6 6E estava admirado da
incredulidade deles. E percorreu as aldeias vizinhas, ensinando.
Fatos
notáveis
Sua fama Lc. 4.14 / Origem das multidões Mt. 4.24 e 25 24E a sua fama correu por toda a
Síria; e traziam-lhe todos os que padeciam acometidos de várias enfermidades e
tormentos, os endemoninhados, os lunáticos e os paralíticos, e ele os curava. 25E
seguia-o uma grande multidão da Galiléia, de Decápolis, de Jerusalém, da Judéia
e dalém do Jordão.
Lc. 6.17 17E,
descendo com eles, parou num lugar plano, e também um grande número de seus
discípulos, e grande multidão do povo de toda a Judéia, e de Jerusalém, e da
costa marítima de Tiro e de Sidom;
Mc. 3.7 e 8 7E
retirou-se Jesus com os seus discípulos para o mar, e seguia-o uma grande
multidão da Galiléia, e da Judéia, 8e de Jerusalém, e da Iduméia, e
dalém do Jordão, e de perto de Tiro, e de Sidom; uma grande multidão que,
ouvindo quão grandes coisas fazia, vinha ter com ele.
Mulheres que o serviam Lc. 8.1 a 3
1E aconteceu, depois disso, que andava de cidade em cidade e de
aldeia em aldeia, pregando e anunciando o evangelho do Reino de Deus; e os doze
iam com ele, 2e também algumas mulheres que haviam sido curadas de
espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual saíram
sete demônios; 3e Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e
Suzana, e muitas outras que o serviam com suas fazendas.
Sermão da montanha Mt. 5 a 7
Questão do sábado
Lc. 6.1 a
5 1E aconteceu
que, num sábado, passou pelas searas, e os seus discípulos iam arrancando
espigas e, esfregando-as com as mãos, as comiam. 2E alguns dos
fariseus lhes disseram: Por que fazeis o que não é lícito fazer nos sábados? 3E
Jesus, respondendo-lhes, disse: Nunca lestes o que fez Davi quando teve fome,
ele e os que com ele estavam? 4Como entrou na Casa de Deus, e tomou
os pães da proposição, e os comeu, e deu também aos que estavam com ele, os quais
não lhes era lícito comer, senão só aos sacerdotes? 5E dizia-lhes: O
Filho do Homem é senhor até do sábado.
Mt.12.1/1Naquele
tempo, passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo
fome, começaram a colher espigas e a comer.
Lc. 6.6 a
11 6E
aconteceu também, em outro sábado, que entrou na sinagoga e estava ensinando; e
havia ali um homem que tinha a mão direita mirrada. 7E os escribas e
fariseus atentavam nele, se o curaria no sábado, para acharem de que o acusar. 8Mas
ele, conhecendo bem os seus pensamentos, disse ao homem que tinha a mão
mirrada: Levanta-te e fica em pé no meio. E, levantando-se ele, ficou em pé. 9Então,
Jesus lhes disse: Uma coisa vos hei de perguntar: É lícito nos sábados fazer
bem ou fazer mal? Salvar a vida ou matar? 10E, olhando para todos ao
redor, disse ao homem: Estende a mão. E ele assim o fez, e a mão lhe foi
restituída sã como a outra. 11E ficaram cheios de furor, e uns com
os outros conferenciavam sobre o que fariam a Jesus.
Mt.12.9 a 14 9E, partindo dali, chegou à
sinagoga deles. 10E estava ali um homem que tinha uma das mãos
mirrada; e eles, para acusarem Jesus, o interrogaram, dizendo: É lícito curar
nos sábados? 11E ele lhes disse: Qual dentre vós será o homem que,
tendo uma ovelha, se num sábado ela cair numa cova, não lançará mão dela e a
levantará? 12Pois quanto mais vale um homem do que uma ovelha? É,
por conseqüência, lícito fazer bem nos sábados. 13Então disse àquele
homem: Estende a mão. E ele a estendeu, e ficou sã como a outra. 14E
os fariseus, tendo saído, formaram conselho contra ele, para o matarem.
Lc 13.10 a
17 10E
ensinava no sábado, numa das sinagogas. 11E eis que estava ali uma
mulher que tinha um espírito de enfermidade havia já dezoito anos; e andava
curvada e não podia de modo algum endireitar-se. 12E, vendo-a Jesus,
chamou-a a si, e disse-lhe: Mulher, estás livre da tua enfermidade. 13E
impôs as mãos sobre ela, e logo se endireitou e glorificava a Deus. 14E,
tomando a palavra o príncipe da sinagoga, indignado porque Jesus curava no
sábado, disse à multidão: Seis dias há em que é mister trabalhar; nestes, pois,
vinde para serdes curados e não no dia de sábado. 15Respondeu-lhe,
porém, o Senhor e disse: Hipócrita, no sábado não desprende da manjedoura cada
um de vós o seu boi ou jumento e não o leva a beber água? 16E não
convinha soltar desta prisão, no dia de sábado, esta filha de Abraão, a qual há
dezoito anos Satanás mantinha presa? 17E, dizendo ele isso, todos os
seus adversários ficaram envergonhados, e todo o povo se alegrava por todas as
coisas gloriosas que eram feitas por ele.
Lc. 14.1 a
6 1Aconteceu,
num sábado, que, entrando ele em casa de um dos principais dos fariseus para
comer pão, eles o estavam observando. 2E eis que estava ali diante
dele um certo homem hidrópico. 3E Jesus, tomando a palavra, falou
aos doutores da lei e aos fariseus, dizendo: É lícito curar no sábado? 4Eles,
porém, calaram-se. E tomando-o, o curou e despediu. 5E disse-lhes:
Qual será de vós o que, caindo-lhe num poço, em dia de sábado, o jumento ou o boi,
o não tire logo? 6E nada lhe podiam replicar sobre isso.
O leproso
Mt. 8.1 a
4 1E, descendo
ele do monte, seguiu-o uma grande multidão. 2E eis que veio um
leproso e o adorou, dizendo: Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo. 3E
Jesus, estendendo a mão, tocou-o, dizendo: Quero; sê limpo. E logo ficou
purificado da lepra. 4Disse-lhe, então, Jesus: Olha, não o digas a
alguém, mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta a oferta que Moisés
determinou, para lhes servir de testemunho.
O centurião
Mt. 8.5 5E,
entrando Jesus em Cafarnaum, chegou junto dele um centurião, rogando-lhe 6e
dizendo: Senhor, o meu criado jaz em casa paralítico e violentamente
atormentado. 7E Jesus lhe disse: Eu irei e lhe darei saúde. 8E
o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do
meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado sarará, 9pois
também eu sou homem sob autoridade e tenho soldados às minhas ordens; e digo a
este: vai, e ele vai; e a outro: vem, e ele vem; e ao meu criado: faze isto, e
ele o faz. 10E maravilhou-se Jesus, ouvindo isso, e disse aos que o
seguiam: Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé. 11Mas
eu vos digo que muitos virão do Oriente e do Ocidente e assentar-se-ão à mesa
com Abraão, e Isaque, e Jacó, no Reino dos céus; 12E os filhos do
Reino serão lançados nas trevas exteriores; ali, haverá pranto e ranger de
dentes. 13Então, disse Jesus ao centurião: Vai, e como creste te
seja feito. E, naquela mesma hora, o seu criado sarou.
Lc. 7.1 a
10 1E, depois de concluir todos esses discursos perante o
povo, entrou em Cafarnaum. 2E o servo de um certo centurião, a quem
este muito estimava, estava doente e moribundo. 3E, quando ouviu
falar de Jesus, enviou-lhe uns anciãos dos judeus, rogando-lhe que viesse curar
o seu servo. 4E, chegando eles junto de Jesus, rogaram-lhe muito,
dizendo: É digno de que lhe concedas isso. 5Porque ama a nossa nação
e ele mesmo nos edificou a sinagoga. 6E foi Jesus com eles; mas,
quando já estava perto da casa, enviou-lhe o centurião uns amigos, dizendo-lhe:
Senhor, não te incomodes, porque não sou digno de que entres debaixo do meu
telhado; 7e, por isso, nem ainda me julguei digno de ir ter contigo;
dize, porém, uma palavra, e o meu criado sarará. 8Porque também eu
sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a
este: vai; e ele vai; e a outro: vem; e ele vem; e ao meu servo: faze isto; e
ele o faz. 9E, ouvindo isso, Jesus maravilhou-se dele e,
voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel
tenho achado tanta fé. 10E, voltando para casa os que foram
enviados, acharam são o servo enfermo.
Tempestade no mar
Mt. 8 .23 a
27 23 E, entrando ele no barco, seus
discípulos o seguiram. 24E eis que, no mar, se levantou uma
tempestade tão grande, que o barco era coberto pelas ondas; ele, porém, estava
dormindo. 25E os seus discípulos, aproximando-se, o despertaram,
dizendo: Senhor, salva-nos, que perecemos. 26E ele disse-lhes: Por
que temeis, homens de pequena fé? Então, levantando-se, repreendeu os ventos e
o mar, e seguiu-se uma grande bonança. 27E aqueles homens se
maravilharam, dizendo: Que homem é este, que até os ventos e o mar lhe
obedecem?
Lc 8.22 a 25
22E
aconteceu que, num daqueles dias, entrou num barco com seus discípulos e
disse-lhes: Passemos para a outra banda do lago. E partiram. 23E,
navegando eles, adormeceu; e sobreveio uma tempestade de vento no lago, e o
barco enchia-se de água, estando eles em perigo. 24E, chegando-se a
ele, o despertaram, dizendo: Mestre, Mestre, estamos perecendo. E ele,
levantando-se, repreendeu o vento e a fúria da água; e cessaram, e fez-se
bonança. 25E disse-lhes: Onde está a vossa fé? E eles, temendo,
maravilharam-se, dizendo uns aos outros: Quem é este, que até aos ventos e à
água manda, e lhe obedecem?
Os Gadarenos
Lc. 8.26 26 a
39 26
E navegaram para a terra dos gadarenos, que está defronte da Galiléia. 27E,
quando desceu para terra, saiu-lhe ao encontro, vindo da cidade, um homem que,
desde muito tempo, estava possesso de demônios e não andava vestido nem
habitava em qualquer casa, mas nos sepulcros. 28E, quando viu a
Jesus, prostrou-se diante dele, exclamando e dizendo com alta voz: Que tenho eu
contigo Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Peço-te que não me atormentes. 29Porque
tinha ordenado ao espírito imundo que saísse daquele homem; pois já havia muito
tempo que o arrebatava. E guardavam-no preso com grilhões e cadeias; mas,
quebrando as prisões, era impelido pelo demônio para os desertos. 30E
perguntou-lhe Jesus, dizendo: Qual é o teu nome? E ele disse: Legião; porque
tinham entrado nele muitos demônios. 31E rogavam-lhe que os não
mandasse para o abismo. 32E andava pastando ali no monte uma manada
de muitos porcos; e rogaram-lhe que lhes concedesse entrar neles; e concedeu-lho.
33E, tendo saído os demônios do homem, entraram nos porcos, e a
manada precipitou-se de um despenhadeiro no lago e afogou-se. 34E
aqueles que os guardavam, vendo o que acontecera, fugiram e foram anunciá-lo na
cidade e nos campos.
35E
saíram a ver o que tinha acontecido e vieram ter com Jesus. Acharam, então, o
homem de quem haviam saído os demônios, vestido e em seu juízo, assentado aos
pés de Jesus; e temeram. 36E os que tinham visto contaram-lhes
também como fora salvo aquele endemoninhado. 37E toda a multidão da
terra dos gadarenos ao redor lhe rogou que se retirasse deles, porque estavam
possuídos de grande temor. E, entrando ele no barco, voltou. 38E
aquele homem de quem haviam saído os demônios rogou-lhe que o deixasse estar
com ele; mas Jesus o despediu, dizendo: 39Torna para tua casa e
conta quão grandes coisas te fez Deus. E ele foi apregoando por toda a cidade
quão grandes coisas Jesus lhe tinha feito.
Mt. 8 .28 a
34 28E, tendo
chegado à outra margem, à província dos gadarenos, saíram-lhe ao encontro dois
endemoninhados, vindos dos sepulcros; tão ferozes eram, que ninguém podia
passar por aquele caminho. 29E eis que clamaram, dizendo: Que temos
nós contigo, Jesus, Filho de Deus? Vieste aqui atormentar-nos antes do tempo? 30E
andava pastando distante deles uma manada de muitos porcos. 31E os
demônios rogaram-lhe, dizendo: Se nos expulsas, permite-nos que entremos
naquela manada de porcos. 32E ele lhes disse: Ide. E, saindo eles,
se introduziram na manada dos porcos; e eis que toda aquela manada de porcos se
precipitou no mar por um despenhadeiro, e morreram nas águas. 33Os
porqueiros fugiram e, chegando à cidade, divulgaram tudo o que acontecera aos
endemoninhados. 34E eis que toda aquela cidade saiu ao encontro de
Jesus, e, vendo-o, rogaram-lhe que se retirasse do seu território.
O paralítico
Mt. 9.1 a
7 1E,
entrando no barco, passou para a outra margem, e chegou à sua cidade. E eis que
lhe trouxeram um paralítico deitado numa cama. 2E Jesus, vendo a fé
deles, disse ao paralítico: Filho, tem bom ânimo; perdoados te são os teus
pecados. 3E eis que alguns dos escribas diziam entre si: Ele
blasfema. 4Mas Jesus, conhecendo os seus pensamentos, disse: Por que
pensais mal em vosso coração? 5Pois o que é mais fácil? Dizer ao
paralítico: Perdoados te são os teus pecados, ou: Levanta-te e anda? 6Ora,
para que saibais que o Filho do Homem tem na terra autoridade para perdoar
pecados – disse então ao paralítico: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua
casa. 7E, levantando-se, foi para sua casa. 8E a
multidão, vendo isso, maravilhou-se e glorificou a Deus, que dera tal poder aos
homens.
Lc 5.17 a 26 17E
aconteceu que, em um daqueles dias, estava ensinando, e estavam ali assentados
fariseus e doutores da lei que tinham vindo de todas as aldeias da Galiléia, e
da Judéia, e de Jerusalém. E a virtude do Senhor estava com ele para curar. 18E
eis que uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico e
procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante dele. 19E, não achando por
onde o pudessem levar, por causa da multidão, subiram ao telhado e, por entre
as telhas, o baixaram com a cama até ao meio, diante de Jesus. 20E,
vendo-lhes a fé, Jesus disse ao paralítico: Homem, os teus pecados te são
perdoados. 21E os escribas e os fariseus começaram a arrazoar,
dizendo: Quem é este que diz blasfêmias? Quem pode perdoar pecados, senão Deus?
22Jesus, porém, conhecendo os seus pensamentos, respondeu e
disse-lhes: Que arrazoais em vosso coração? 23Qual é mais fácil? Dizer: Os teus
pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te e anda? 24Ora, para
que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados
(disse ao paralítico), eu te digo: Levanta-te, toma a tua cama e vai para tua
casa. 25E, levantando-se logo diante deles e tomando a cama em que
estava deitado, foi para sua casa glorificando a Deus. 26E todos
ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus, e ficaram cheios de temor,
dizendo: Hoje, vimos prodígios.
A filha de Jairo / a mulher do fluxo
Lc 8.40 a 56 40E aconteceu que, quando
voltou Jesus, a multidão o recebeu, porque todos o estavam esperando. 41E
eis que chegou um varão de nome Jairo, que era príncipe da sinagoga; e,
prostrando-se aos pés de Jesus, rogava-lhe que entrasse em sua casa; 42porque
tinha uma filha única, quase de doze anos, que estava à morte.
E,
indo ele, apertava-o a multidão. 43E uma mulher, que tinha um fluxo
de sangue, havia doze anos, e gastara com os médicos todos os seus haveres, e
por nenhum pudera ser curada, 44chegando por detrás dele, tocou na
orla da sua veste, e logo estancou o fluxo do seu sangue. 45E disse
Jesus: Quem é que me tocou? E, negando todos, disse Pedro e os que estavam com
ele: Mestre, a multidão te aperta e te oprime, e dizes: Quem é que me tocou? 46E
disse Jesus: Alguém me tocou, porque bem conheci que de mim saiu virtude. 47Então,
vendo a mulher que não podia ocultar-se, aproximou-se tremendo e, prostrando-se
ante ele, declarou-lhe diante de todo o povo a causa por que lhe havia tocado e
como logo sarara. 48E ele lhe disse: Tem bom ânimo, filha, a tua fé
te salvou; vai em paz.
49Estando
ele ainda falando, chegou um da casa do príncipe da sinagoga, dizendo: A tua
filha já está morta; não incomodes o Mestre. 50Jesus, porém,
ouvindo-o, respondeu-lhe, dizendo: Não temas; crê somente, e será salva. 51E,
entrando em casa, a ninguém deixou entrar, senão a Pedro, e a Tiago, e a João,
e ao pai, e a mãe da menina. 52E todos choravam e a pranteavam; e
ele disse: Não choreis; não está morta, mas dorme. 53E riam-se dele,
sabendo que estava morta. 54Mas ele, pegando-lhe na mão, clamou,
dizendo: Levanta-te, menina! 55E o seu espírito voltou, e ela logo
se levantou; e Jesus mandou que lhe dessem de comer. 56E seus pais
ficaram maravilhados, e ele lhes mandou que a ninguém dissessem o que havia
sucedido.
Mt. 9.18 a 26 18Dizendo-lhes ele essas coisas,
eis que chegou um chefe e o adorou, dizendo: Minha filha faleceu agora mesmo;
mas vem, impõe-lhe a tua mão, e ela viverá.
19E
Jesus, levantando-se, seguiu-o, e os seus discípulos também. 20E eis
que uma mulher que havia já doze anos padecia de um fluxo de sangue, chegando
por detrás dele, tocou a orla da sua veste, 21porque dizia consigo:
Se eu tão-somente tocar a sua veste, ficarei sã. 22E Jesus,
voltando-se e vendo-a, disse: Tem ânimo, filha, a tua fé te salvou. E imediatamente
a mulher ficou sã.
23E
Jesus, chegando à casa daquele chefe, e vendo os instrumentistas e o povo em
alvoroço, 24disse-lhes: Retirai-vos, que a menina não está morta,
mas dorme. E riram-se dele. 25E, logo que o povo foi posto fora,
entrou Jesus e pegou-lhe na mão, e a menina levantou-se. 26E
espalhou-se aquela notícia por todo aquele país.
O filho da viúva da cidade de Naim
Lc 7.11 a
17 11E
aconteceu, pouco depois, ir ele à cidade chamada Naim, e com ele iam muitos dos
seus discípulos e uma grande multidão. 12E, quando chegou perto da
porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único de sua mãe, que era
viúva; e com ela ia uma grande multidão da cidade. 13E, vendo-a, o
Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela e disse-lhe: Não chores. 14E,
chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam) e disse: Jovem, eu te
digo: Levanta-te. 15E o defunto assentou-se e começou a falar. E
entregou-o à sua mãe. 16E de todos se apoderou o temor, e
glorificavam a Deus, dizendo: Um grande profeta se levantou entre nós, e Deus
visitou o seu povo. 17E correu dele esta fama por toda a Judéia e
por toda a terra circunvizinha.
Cidades impenitentes
Mt. 11,20 a
24 20Então,
começou ele a lançar em rosto às cidades onde se operou a maior parte dos seus prodígios
o não se haverem arrependido, dizendo: 21Ai de ti, Corazim! Ai de
ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e em Sidom fossem feitos os prodígios que em
vós se fizeram, há muito que se teriam arrependido com pano de saco grosseiro e
com cinza. 22Por isso, eu vos digo que haverá menos rigor para Tiro
e Sidom, no Dia do Juízo, do que para vós. 23E tu, Cafarnaum, que te
ergues até aos céus, serás abatida até aos infernos; porque, se em Sodoma
tivessem sido feitos os prodígios que em ti se operaram, teria ela permanecido
até hoje. 24Porém eu vos digo que haverá menos rigor para os de
Sodoma, no Dia do Juízo, do que para ti.
Multiplicação dos pães
Mt. 14.13 a
21 13E Jesus, ouvindo isso, retirou-se dali
num barco, para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé
desde as cidades. 14E Jesus, saindo, viu uma grande multidão e,
possuído de íntima compaixão para com ela, curou os seus enfermos. 15E,
sendo chegada a tarde, os seus discípulos aproximaram-se dele, dizendo: O lugar
é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas
aldeias e comprem comida para si. 16Jesus, porém, lhes disse: Não é
mister que vão; dai-lhes vós de comer. 17Então, eles lhe disseram:
Não temos aqui senão cinco pães e dois peixes. 18E ele disse: Trazei-mos
aqui. 19Tendo mandado que a multidão se assentasse sobre a erva,
tomou os cinco pães e os dois peixes, e, erguendo os olhos ao céu, os abençoou,
e, partindo os pães, deu-os aos discípulos, e os discípulos, à multidão.
20E comeram todos e saciaram-se, e levantaram dos pedaços que sobejaram
doze cestos cheios. 21E os que comeram foram quase cinco mil homens,
além das mulheres e crianças.
Jesus anda sobre o mar
Mt.14.22 a 33 22E
logo ordenou Jesus que os seus discípulos entrassem no barco e fossem adiante,
para a outra banda, enquanto despedia a multidão. 23E, despedida a
multidão, subiu ao monte para orar à parte. E, chegada já a tarde, estava ali
só. 24E o barco estava já no meio do mar, açoitado pelas ondas,
porque o vento era contrário. 25Mas, à quarta vigília da noite,
dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima do mar. 26E os
discípulos, vendo-o caminhar sobre o mar, assustaram-se, dizendo: É um
fantasma. E gritaram, com medo.
27Jesus,
porém, lhes falou logo, dizendo: Tende bom ânimo, sou eu; não temais. 28E
respondeu-lhe Pedro e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por cima
das águas. 29E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou
sobre as águas para ir ter com Jesus. 30Mas, sentindo o vento forte,
teve medo; e, começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me. 31E
logo Jesus, estendendo a mão, segurou-o e disse-lhe: Homem de pequena fé, por
que duvidaste? 32E, quando subiram para o barco, acalmou o vento. 33Então,
aproximaram-se os que estavam no barco e adoraram-no, dizendo: És
verdadeiramente o Filho de Deus.
A mulher siro-fenícia
Mt. 15.21 a
28 21E,
partindo Jesus dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom. 22E eis
que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor,
Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente
endemoninhada. 23Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus
discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem
gritando atrás de nós. 24E ele, respondendo, disse: Eu não fui
enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. 25Então, chegou
ela e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me. 26Ele, porém,
respondendo, disse: Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-lo aos
cachorrinhos. 27E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos
comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. 28Então,
respondeu Jesus e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé. Seja isso feito para
contigo, como tu desejas. E, desde aquela hora, a sua filha ficou sã.
A transfiguração
Lc 9.28 a
36 28E aconteceu que, quase oito dias
depois dessas palavras, tomou consigo a Pedro, a João e a Tiago e subiu ao
monte a orar. 29E, estando ele orando, transfigurou-se a aparência
do seu rosto, e as suas vestes ficaram brancas e mui resplandecentes. 30E
eis que estavam falando com ele dois varões, que eram Moisés e Elias, 31os
quais apareceram com glória e falavam da sua morte, a qual havia de cumprir-se
em Jerusalém. 32E Pedro e os que estavam com ele estavam carregados
de sono; e, quando despertaram, viram a sua glória e aqueles dois varões que
estavam com ele. 33E aconteceu que, quando aqueles se apartaram
dele, disse Pedro a Jesus: Mestre, bom é que nós estejamos aqui e façamos três
tendas, uma para ti, uma para Moisés e uma para Elias, não sabendo o que dizia.
34E, dizendo ele isso, veio uma nuvem que os cobriu com a sua
sombra; e, entrando eles na nuvem, temeram. 35E saiu da nuvem uma
voz que dizia: Este é o meu Filho amado; a ele ouvi. 36E, tendo
soado aquela voz, Jesus foi achado só; e eles calaram-se e, por aqueles dias,
não contaram a ninguém nada do que tinham visto.
Mt. 17.1 a
9 1Seis dias depois, tomou Jesus
consigo a Pedro, e a Tiago, e a João, seu irmão, e os conduziu em particular a
um alto monte. 2E transfigurou-se diante deles; e o seu rosto
resplandeceu como o sol, e as suas vestes se tornaram brancas como a luz. 3E
eis que lhes apareceram Moisés e Elias, falando com ele. 4E Pedro,
tomando a palavra, disse a Jesus: Senhor, bom é estarmos aqui; se queres,
façamos aqui três tabernáculos, um para ti, um para Moisés e um para Elias. 5E,
estando ele ainda a falar, eis que uma nuvem luminosa os cobriu. E da nuvem
saiu uma voz que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo;
escutai-o. 6E os discípulos, ouvindo isso, caíram sobre seu rosto e
tiveram grande medo. 7E, aproximando-se Jesus, tocou-lhes e disse:
Levantai-vos e não tenhais medo. 8E, erguendo eles os olhos, ninguém
viram, senão a Jesus.
9E,
descendo eles do monte, Jesus lhes ordenou, dizendo: A ninguém conteis a visão
até que o Filho do Homem seja ressuscitado dos mortos.
ÚLTIMOS DIAS ATÉ A RESSURREIÇÃO
Percorria as cidades
Mt. 19.1 1E aconteceu que, concluindo Jesus esses discursos,
saiu da Galiléia e dirigiu-se aos confins da Judéia, além do Jordão.
Lc 13.22 22E percorria
as cidades e as aldeias, ensinando e caminhando para Jerusalém.
Avisava sobre sua morte
Mc 10.32 a
34 32E
iam no caminho, subindo para Jerusalém; e Jesus ia adiante deles. E eles
maravilhavam-se e seguiam-no atemorizados. E, tornando a tomar consigo os doze,
começou a dizer-lhes as coisas que lhe deviam sobrevir, 33dizendo:
Eis que nós subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes
dos sacerdotes e aos escribas, e o condenarão à morte, e o entregarão aos
gentios, 34e o escarnecerão, e açoitarão, e cuspirão nele, e o
matarão; mas, ao terceiro dia, ressuscitará.
Lc 18.31 31E, tomando consigo os doze, disse-lhes: Eis que
subimos a Jerusalém, e se cumprirá no Filho do Homem tudo o que pelos profetas
foi escrito.
Mt. 20.17a 19 17E, subindo Jesus a Jerusalém, chamou à parte os seus
doze discípulos e, no caminho, disse-lhes: 18Eis que vamos para
Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos
escribas, e condená-lo-ão à morte. 19E o entregarão aos gentios para
que dele escarneçam, e o açoitem, e crucifiquem, e ao terceiro dia
ressuscitará.
Palavras para Herodes
Lc 13.31 a
33
31Naquele
mesmo dia, chegaram uns fariseus, dizendo-lhe: Sai e retira-te daqui, porque
Herodes quer matar-te. 32E lhes respondeu: Ide e dizei àquela
raposa: eis que eu expulso demônios, e efetuo curas, hoje e amanhã, e, no
terceiro dia, sou consumado. 33Importa, porém, caminhar hoje, amanhã
e no dia seguinte, para que não suceda que morra um profeta fora de Jerusalém.
Passagem por Samaria
Lc 17.11 a 19 11E
aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galiléia;
12e, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens
leprosos, os quais pararam de longe. 13E levantaram a voz, dizendo:
Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós! 14E ele, vendo-os,
disse-lhes: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles,
ficaram limpos. 15E um deles, vendo que estava são, voltou
glorificando a Deus em alta voz. 16E caiu aos seus pés, com o rosto
em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. 17E, respondendo
Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? 18Não
houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? 19E
disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou.
Passagem por Jericó – Zaqueu
Lc 19. 1 a
10
1E,
tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. 2E eis que havia ali um
homem, chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos e era rico. 3E
procurava ver quem era Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena
estatura. 4E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o
ver, porque havia de passar por ali. 5E, quando Jesus chegou àquele
lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque,
hoje, me convém pousar em tua casa. 6E, apressando-se, desceu e
recebeu-o com júbilo. 7E, vendo todos isso, murmuravam, dizendo que
entrara para ser hóspede de um homem pecador. 8E, levantando-se
Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus
bens; e, se em alguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. 9E
disse-lhe Jesus: Hoje, veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de
Abraão. 10Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se
havia perdido.
Bartimeu
Mc 10.46 a
52 46Depois,
foram para Jericó. E, saindo ele de Jericó com seus discípulos e uma grande
multidão, Bartimeu, o cego, filho de Timeu, estava assentado junto ao caminho,
mendigando. 47E, ouvindo que era Jesus de Nazaré, começou a clamar e
a dizer: Jesus, Filho de Davi, tem misericórdia de mim! 48E muitos o
repreendiam, para que se calasse; mas ele clamava cada vez mais: Filho de Davi,
tem misericórdia de mim! 49E Jesus, parando, disse que o chamassem;
e chamaram o cego, dizendo-lhe: Tem bom ânimo; levanta-te, que ele te chama. 50E
ele, lançando de si a sua capa, levantou-se e foi ter com Jesus. 51E
Jesus, falando, disse-lhe: Que queres que te faça? E o cego lhe disse: Mestre,
que eu tenha vista. 52E Jesus lhe disse: Vai, a tua fé te salvou. E
logo viu, e seguiu a Jesus pelo caminho.
Última semana em Betânia - expectativa do povo
Jo 11.55 a 57 -
55E estava próxima a Páscoa dos judeus, e muitos daquela região
subiram a Jerusalém antes da Páscoa, para se purificarem. 56Buscavam,
pois, a Jesus e diziam uns aos outros, estando no templo: Que vos parece? Não
virá à festa? 57Ora, os principais dos sacerdotes e os fariseus
tinham dado ordem para que, se alguém soubesse onde ele estava, o denunciasse,
para o prenderem.
Lc 19.11- 11E,
ouvindo eles essas coisas, ele prosseguiu e contou uma parábola, porquanto
estava perto de Jerusalém, e cuidavam que logo se havia de manifestar o Reino
de Deus.
Unção para sepultura
Jo 12.1 a 8 (6dias)
1Foi, pois, Jesus seis dias antes da Páscoa a Betânia, onde estava
Lázaro, o que falecera e a quem ressuscitara dos mortos. 2Fizeram-lhe,
pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com
ele. 3Então, Maria, tomando uma libra de ungüento de nardo puro, de
muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e
encheu-se a casa do cheiro do ungüento. 4Então, um dos seus
discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse: 5Por
que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros, e não se deu aos
pobres? 6Ora, ele disse isso não pelo cuidado que tivesse dos
pobres, mas porque era ladrão, e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava. 7Disse,
pois, Jesus: Deixai-a; para o dia da minha sepultura guardou isto. 8Porque
os pobres, sempre os tendes convosco, mas a mim nem sempre me tendes.
Lc 7.36 a 50 36E rogou-lhe um dos fariseus que
comesse com ele; e, entrando em casa do fariseu, assentou-se à mesa. 37E
eis que uma mulher da cidade, uma pecadora, sabendo que ele estava à mesa em
casa do fariseu, levou um vaso de alabastro com unguento. 38E,
estando por detrás, aos seus pés, chorando, começou a regar-lhe os pés com
lágrimas, e enxugava-lhos com os cabelos da sua cabeça e beijava-lhe os pés, e
ungia-lhos com o unguento. 39Quando isso viu o fariseu que o tinha
convidado, falava consigo, dizendo: Se este fora profeta, bem saberia quem e
qual é a mulher que lhe tocou, pois é uma pecadora. 40E,
respondendo, Jesus disse-lhe: Simão, uma coisa tenho a dizer-te. E ele disse:
Dize-a, Mestre. 41Um certo credor tinha dois devedores; um devia-lhe
quinhentos dinheiros, e outro, cinquenta. 42E, não tendo eles com
que pagar, perdoou-lhes a ambos. Dize, pois: qual deles o amará mais? 43E
Simão, respondendo, disse: Tenho para mim que é aquele a quem mais perdoou. E
ele lhe disse: Julgaste bem. 44E, voltando-se para a mulher, disse a
Simão: Vês tu esta mulher? Entrei em tua casa, e não me deste água para os pés;
mas esta regou-me os pés com lágrimas e mos enxugou com os seus cabelos. 45Não
me deste ósculo, mas esta, desde que entrou, não tem cessado de me beijar os
pés. 46Não me ungiste a cabeça com óleo, mas esta ungiu-me os pés
com unguento. 47Por isso, te digo que os seus muitos pecados lhe são
perdoados, porque muito amou; mas aquele a quem pouco é perdoado pouco ama. 48E
disse a ela: Os teus pecados te são perdoados. 49E os que estavam à
mesa começaram a dizer entre si: Quem é este, que até perdoa pecados? 50E
disse à mulher: A tua fé te salvou; vai-te em paz.
Mt. 26.6 6E, estando Jesus em Betânia, em
casa de Simão, o leproso, 7aproximou-se dele uma mulher com um vaso
de alabastro, com ungüento de grande valor, e derramou-lho sobre a cabeça,
quando ele estava assentado à mesa. 8E os seus discípulos, vendo
isso, indignaram-se, dizendo: Por que este desperdício? 9Pois este
ungüento podia vender-se por grande preço e dar-se o dinheiro aos pobres. 10Jesus,
porém, conhecendo isso, disse-lhes: Por que afligis esta mulher? Pois praticou
uma boa ação para comigo. 11Porquanto sempre tendes convosco os
pobres, mas a mim não me haveis de ter sempre. 12Ora, derramando ela
este ungüento sobre o meu corpo, fê-lo preparando-me para o meu sepultamento. 13Em
verdade vos digo que, onde quer que este evangelho for pregado, em todo o
mundo, também será referido o que ela fez para memória sua.
Mc 14.3 3E, estando ele em Betânia
assentado à mesa, em casa de Simão, o leproso, veio uma mulher que trazia um
vaso de alabastro, com ungüento de nardo puro, de muito preço, e, quebrando o
vaso, lho derramou sobre a cabeça. 4E alguns houve que em si mesmos
se indignaram e disseram: Para que se fez este desperdício de ungüento? 5Porque
podia vender-se por mais de trezentos dinheiros e dá-lo aos pobres. E bramavam
contra ela. 6Jesus, porém, disse: Deixai-a, para que a molestais?
Ela fez-me boa obra. 7Porque sempre tendes os pobres convosco e
podeis fazer-lhes bem, quando quiserdes; mas a mim nem sempre me tendes. 8Esta
fez o que podia; antecipou-se a ungir o meu corpo para a sepultura. 9Em
verdade vos digo que, em todas as partes do mundo onde este evangelho for
pregado, também o que ela fez será contado para sua memória.
Entrada triunfal em Jerusalém
Jo 12.12 a 15 (5 dias)
12No dia seguinte, ouvindo uma grande multidão que viera à festa que
Jesus vinha a Jerusalém, 13tomaram ramos de palmeiras, e saíram-lhe
ao encontro, e clamavam: Hosana! Bendito o Rei de Israel que vem em nome do
Senhor! 14E achou Jesus um jumentinho e assentou-se sobre ele, como
está escrito: 15Não temas, ó filha de Sião! Eis que o teu Rei vem
assentado sobre o filho de uma jumenta.
Mt. 21.1 a 11 1E, quando se aproximaram de
Jerusalém e chegaram a Betfagé, ao monte das Oliveiras, enviou, então, Jesus
dois discípulos, dizendo-lhes: 2Ide à aldeia que está defronte de
vós e logo encontrareis uma jumenta presa e um jumentinho com ela; desprendei-a
e trazei-mos. 3E, se alguém vos disser alguma coisa, direis que o
Senhor precisa deles; e logo os enviará. 4Ora, tudo isso aconteceu
para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta, que diz: 5Dizei à
filha de Sião: Eis que o teu Rei aí te vem, humilde e assentado sobre uma
jumenta e sobre um jumentinho, filho de animal de carga. 6E, indo os
discípulos e fazendo como Jesus lhes ordenara, 7trouxeram a jumenta
e o jumentinho, e sobre eles puseram as suas vestes, e fizeram-no assentar em
cima. 8E muitíssima gente estendia as suas vestes pelo caminho, e
outros cortavam ramos de árvores e os espalhavam pelo caminho. 9E as
multidões, tanto as que iam adiante como as que o seguiam, clamavam, dizendo:
Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
10E, entrando ele em Jerusalém, toda a cidade se alvoroçou, dizendo:
Quem é este? 11E a multidão dizia: Este é Jesus, o Profeta de Nazaré
da Galiléia.
Mc 11.1 a 11 1E,
logo que se aproximaram de Jerusalém, de Betfagé e de Betânia, junto ao monte
das Oliveiras, enviou dois dos seus discípulos 2e disse-lhes: Ide à
aldeia que está defronte de vós; e, logo que ali entrardes, encontrareis preso
um jumentinho, sobre o qual ainda não montou homem algum; soltai-o e trazei-mo.
3E, se alguém vos disser: Por que fazeis isso?, dizei-lhe que o
Senhor precisa dele, e logo o deixará trazer para aqui. 4E foram, e
encontraram o jumentinho preso fora da porta, entre dois caminhos, e o
soltaram. 5E alguns dos que ali estavam lhes disseram: Que fazeis,
soltando o jumentinho? 6Eles, porém, disseram-lhes como Jesus lhes
tinha mandado; e os deixaram ir. 7E levaram o jumentinho a Jesus e
lançaram sobre ele as suas vestes, e assentou-se sobre ele. 8E
muitos estendiam as suas vestes pelo caminho, e outros cortavam ramos das árvores
e os espalhavam pelo caminho. 9E aqueles que iam adiante e os que
seguiam clamavam, dizendo: Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10Bendito
o Reino do nosso pai Davi, que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!
11E
Jesus entrou em Jerusalém, no templo, e, tendo visto tudo ao redor, como fosse
já tarde, saiu para Betânia, com os doze.
Pousada em Betânia ou (monte das oliveiras ) de dia ensinava
Mt. 21.17
17E, deixando-os, saiu da cidade para Betânia e ali passou a
noite.
Mc 11.27 27E
tornaram a Jerusalém; e, andando ele pelo templo, os principais dos sacerdotes,
e os escribas, e os anciãos se aproximaram dele
Lc 21.37 e 38 37E,
de dia, ensinava no templo e, à noite, saindo, ficava no monte chamado das
Oliveiras. 38E todo o povo ia ter com ele ao templo, de manhã cedo,
para o ouvir.
Última páscoa
Proximidade da páscoa
Mt. 26.2 (2dias)
2Bem sabeis que, daqui a dois dias, é a Páscoa, e o Filho do Homem
será entregue para ser crucificado.
Mt. 26.17 a 20
17E, no primeiro dia da Festa
dos Pães Asmos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Onde queres que
preparemos a comida da Páscoa? 18E ele disse: Ide à cidade a um
certo homem e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa
celebrarei a Páscoa com os meus discípulos. 19E os discípulos
fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
20E,
chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze.
Mt. 26.2 a 3 e 14
2 Bem sabeis que,
daqui a dois dias, é a Páscoa, e o Filho do Homem será entregue para ser
crucificado.
3Depois,
os príncipes dos sacerdotes, e os escribas, e os anciãos do povo reuniram-se na
sala do sumo sacerdote, o qual se chamava Caifás,
14Então,
um dos doze, chamado Judas Iscariotes, foi ter com os príncipes dos sacerdotes
A ceia
Jo 13 - lava os pés; o traidor; despedida
1Ora,
antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que já era chegada a sua hora de passar
deste mundo para o Pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os
até ao fim. 2E, acabada a ceia, tendo já o diabo posto no coração de
Judas Iscariotes, filho de Simão, que o traísse, 3Jesus, sabendo que
o Pai tinha depositado nas suas mãos todas as coisas, e que havia saído de
Deus, e que ia para Deus, 4levantou-se da ceia, tirou as vestes e,
tomando uma toalha, cingiu-se. 5Depois, pôs água numa bacia e
começou a lavar os pés aos discípulos e a enxugar-lhos com a toalha com que
estava cingido. 6Aproximou-se, pois, de Simão Pedro, que lhe disse:
Senhor, tu lavas-me os pés a mim? 7Respondeu Jesus e disse-lhe: O
que eu faço, não o sabes tu, agora, mas tu o saberás depois. 8Disse-lhe
Pedro: Nunca me lavarás os pés. Respondeu-lhe Jesus: Se eu te não lavar, não
tens parte comigo. 9Disse-lhe Simão Pedro: Senhor, não só os meus
pés, mas também as mãos e a cabeça. 10Disse-lhe Jesus: Aquele que está
lavado não necessita de lavar senão os pés, pois no mais todo está limpo. Ora,
vós estais limpos, mas não todos. 11Porque bem sabia ele quem o
havia de trair; por isso, disse: Nem todos estais limpos.
12Depois
que lhes lavou os pés, e tomou as suas vestes, e se assentou outra vez à mesa,
disse-lhes: Entendeis o que vos tenho feito? 13Vós me chamais Mestre
e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou. 14Ora, se eu, Senhor e
Mestre, vos lavei os pés, vós deveis também lavar os pés uns aos outros. 15Porque
eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também. 16Na
verdade, na verdade vos digo que não é o servo maior do que o seu senhor, nem o
enviado, maior do que aquele que o enviou. 17Se sabeis essas coisas,
bem-aventurados sois se as fizerdes. 18Não falo de todos vós; eu bem
sei os que tenho escolhido; mas para que se cumpra a Escritura: O que come o
pão comigo levantou contra mim o seu calcanhar. 19Desde agora, vo-lo
digo, antes que aconteça, para que, quando acontecer, acrediteis que eu sou. 20Na
verdade, na verdade vos digo que se alguém receber o que eu enviar, me recebe a
mim, e quem me recebe a mim recebe aquele que me enviou.
Jesus
prediz que Judas o há de trair
21Tendo
Jesus dito isso, turbou-se em espírito e afirmou, dizendo: Na verdade, na
verdade vos digo que um de vós me há de trair. 22Então, os
discípulos olhavam uns para os outros, sem saberem de quem ele falava. 23Ora,
um de seus discípulos, aquele a quem Jesus amava, estava reclinado no seio de
Jesus. 24Então, Simão Pedro fez sinal a este, para que perguntasse
quem era aquele de quem ele falava. 25E, inclinando-se ele sobre o
peito de Jesus, disse-lhe: Senhor, quem é? 26Jesus respondeu: É
aquele a quem eu der o bocado molhado. E, molhando o bocado, o deu a Judas
Iscariotes, filho de Simão. 27E, após o bocado, entrou nele Satanás.
Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa. 28E nenhum dos que
estavam assentados à mesa compreendeu a que propósito lhe dissera isso, 29porque,
como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe tinha dito: Compra o
que nos é necessário para a festa ou que desse alguma coisa aos pobres. 30E,
tendo Judas tomado o bocado, saiu logo. E era já noite.
As
últimas instruções de Jesus aos discípulos
31Tendo
ele, pois, saído, disse Jesus: Agora, é glorificado o Filho do Homem, e Deus é
glorificado nele. 32Se Deus é glorificado nele, também Deus o
glorificará em si mesmo e logo o há de glorificar. 33Filhinhos,
ainda por um pouco estou convosco. Vós me buscareis, e, como tinha dito aos
judeus: para onde eu vou não podeis vós ir, eu vo-lo digo também agora. 34Um
novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como eu vos amei a vós,
que também vós uns aos outros vos ameis. 35Nisto todos conhecerão
que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.
36Disse-lhe
Simão Pedro: Senhor, para onde vais? Jesus lhe respondeu: Para onde eu vou não
podes, agora, seguir-me, mas, depois, me seguirás. 37Disse-lhe
Pedro: Por que não posso seguir-te agora? Por ti darei a minha vida. 38Respondeu-lhe
Jesus: Tu darás a tua vida por mim? Na verdade, na verdade te digo que não
cantará o galo, enquanto me não tiveres negado três vezes.
Ensino; consolo; aviso; promessas
Jo14 a 16 – 1Não se turbe o vosso coração; credes
em Deus, crede também em mim. 2Na casa de meu Pai há muitas moradas;
se não fosse assim, eu vo-lo teria dito, pois vou preparar-vos lugar. 3E,
se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo,
para que, onde eu estiver, estejais vós também. 4Mesmo vós sabeis
para onde vou e conheceis o caminho. 5Disse-lhe Tomé: Senhor, nós
não sabemos para onde vais e como podemos saber o caminho? 6Disse-lhe
Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida. Ninguém vem ao Pai senão por
mim. 7Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e
já desde agora o conheceis e o tendes visto. 8Disse-lhe Filipe:
Senhor, mostra-nos o Pai, o que nos basta. 9Disse-lhe Jesus: Estou
há tanto tempo convosco, e não me tendes conhecido, Filipe? Quem me vê a mim vê
o Pai; e como dizes tu: Mostra-nos o Pai? 10Não crês tu que eu estou
no Pai e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo de mim
mesmo, mas o Pai, que está em mim, é quem faz as obras. 11Crede-me
que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede-me, ao menos, por causa das mesmas
obras. 12Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim
também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou
para meu Pai. 13E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para
que o Pai seja glorificado no Filho. 14Se pedirdes alguma coisa em
meu nome, eu o farei. 15Se me amardes, guardareis os meus
mandamentos.
16E
eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco
para sempre, 17o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber,
porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e
estará em vós.
18Não
vos deixarei órfãos; voltarei para vós. 19Ainda um pouco, e o mundo
não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo, e vós vivereis. 20Naquele
dia, conhecereis que estou em
meu Pai , e vós, em mim, e eu, em vós. 21Aquele que
tem os meus mandamentos e os guarda, este é o que me ama; e aquele que me ama
será amado de meu Pai, e eu o amarei e me manifestarei a ele. 22Disse-lhe
Judas (não o Iscariotes): Senhor, de onde vem que te hás de manifestar a nós e
não ao mundo? 23Jesus respondeu e disse-lhe: Se alguém me ama,
guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele
morada. 24Quem não me ama não guarda as minhas palavras; ora, a
palavra que ouvistes não é minha, mas do Pai que me enviou.
25Tenho-vos
dito isso, estando convosco. 26Mas aquele Consolador, o Espírito
Santo, que o Pai enviará em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará
lembrar de tudo quanto vos tenho dito. 27Deixo-vos a paz, a minha
paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem
se atemorize. 28Ouvistes o que eu vos disse: vou e venho para vós.
Se me amásseis, certamente, exultaríeis por ter dito: vou para o Pai, porque o
Pai é maior do que eu. 29Eu vo-lo disse, agora, antes que aconteça,
para que, quando acontecer, vós acrediteis. 30Já não falarei muito
convosco, porque se aproxima o príncipe deste mundo e nada tem em mim. 31Mas
é para que o mundo saiba que eu amo o Pai e que faço como o Pai me mandou.
Levantai-vos, vamo-nos daqui.
Jo 15 1Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai
é o lavrador. 2Toda vara em mim que não dá fruto, a tira; e limpa
toda aquela que dá fruto, para que dê mais fruto. 3Vós já estais
limpos pela palavra que vos tenho falado. 4Estai em mim, e eu, em
vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira,
assim também vós, se não estiverdes em mim. 5Eu sou a videira, vós,
as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada
podereis fazer. 6Se alguém não estiver em mim, será lançado fora,
como a vara, e secará; e os colhem e lançam no fogo, e ardem. 7Se
vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o
que quiserdes, e vos será feito. 8Nisto é glorificado meu Pai: que
deis muito fruto; e assim sereis meus discípulos. 9Como o Pai me
amou, também eu vos amei a vós; permanecei no meu amor. 10Se
guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor, do mesmo modo que eu
tenho guardado os mandamentos de meu Pai e permaneço no seu amor. 11Tenho-vos
dito isso para que a minha alegria permaneça em vós, e a vossa alegria seja
completa.
12O
meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei. 13Ninguém
tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. 14Vós
sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando. 15Já vos não
chamarei servos, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas tenho-vos
chamado amigos, porque tudo quanto ouvi de meu Pai vos tenho feito conhecer. 16Não
me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que
vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu
nome pedirdes ao Pai ele vos conceda. 17Isto vos mando: que vos
ameis uns aos outros.
18Se
o mundo vos aborrece, sabei que, primeiro do que a vós, me aborreceu a mim. 19Se
vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do
mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos aborrece. 20Lembrai-vos
da palavra que vos disse: não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me
perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardarem a minha palavra, também
guardarão a vossa. 21Mas tudo isso vos farão por causa do meu nome,
porque não conhecem aquele que me enviou. 22Se eu não viera, nem
lhes houvera falado, não teriam pecado, mas, agora, não têm desculpa do seu
pecado. 23Aquele que me aborrece aborrece também a meu Pai. 24Se
eu, entre eles, não fizesse tais obras, quais nenhum outro têm feito, não
teriam pecado; mas, agora, viram-nas e me aborreceram a mim e a meu Pai. 25Mas
é para que se cumpra a palavra que está escrita na sua lei: Aborreceram-me sem
causa. 26Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos
hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai, testificará de
mim. 27E vós também testificareis, pois estivestes comigo desde o
princípio.
Jo 16 1Tenho-vos dito essas coisas para que vos não
escandalizeis. 2Expulsar-vos-ão das sinagogas; vem mesmo a hora em
que qualquer que vos matar cuidará fazer um serviço a Deus. 3E isso
vos farão, porque não conheceram ao Pai nem a mim. 4Mas tenho-vos
dito isso, a fim de que, quando chegar aquela hora, vos lembreis de que já
vo-lo tinha dito; e eu não vos disse isso desde o princípio, porque estava
convosco. 5E, agora, vou para aquele que me enviou; e nenhum de vós
me pergunta: Para onde vais? 6Antes, porque isso vos tenho dito, o
vosso coração se encheu de tristeza. 7Todavia, digo-vos a verdade:
que vos convém que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá a vós;
mas, se eu for, enviar-vo-lo-ei. 8E, quando ele vier, convencerá o
mundo do pecado, e da justiça, e do juízo: 9do pecado, porque não
crêem em mim; 10da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis
mais; 11e do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. 12Ainda
tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. 13Mas,
quando vier aquele Espírito da verdade, ele vos guiará em toda a verdade,
porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará
o que há de vir. 14Ele me glorificará, porque há de receber do que é
meu e vo-lo há de anunciar. 15Tudo quanto o Pai tem é meu; por isso,
vos disse que há de receber do que é meu e vo-lo há de anunciar.
16Um
pouco, e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis, porquanto vou para
o Pai. 17Então, alguns dos seus discípulos disseram uns para os
outros: Que é isto que nos diz: Um pouco, e não me vereis, e outra vez um
pouco, e ver-me-eis; e: Porquanto vou para o Pai? 18Diziam, pois:
Que quer dizer isto: um pouco? Não sabemos o que diz. 19Conheceu,
pois, Jesus que o queriam interrogar e disse-lhes: Indagais entre vós acerca
disto que disse: um pouco, e não me vereis, e outra vez um pouco, e ver-me-eis?
20Na verdade, na verdade vos digo que vós chorastes e vos
lamentareis, e o mundo se alegrará, e vós estareis tristes; mas a vossa
tristeza se converterá em alegria. 21A mulher, quando está para dar
à luz, sente tristeza, porque é chegada a sua hora; mas, depois de ter dado à
luz a criança, já se não lembra da aflição, pelo prazer de haver nascido um
homem no mundo. 22Assim também vós, agora, na verdade, tendes
tristeza; mas outra vez vos verei, e o vosso coração se alegrará, e a vossa
alegria, ninguém vo-la tirará. 23E, naquele dia, nada me perguntareis.
Na verdade, na verdade vos digo que tudo quanto pedirdes a meu Pai, em meu
nome, ele vo-lo há de dar. 24Até agora, nada pedistes em meu nome;
pedi e recebereis, para que a vossa alegria se cumpra.
25Disse-vos
isso por parábolas; chega, porém, a hora em que vos não falarei mais por
parábolas, mas abertamente vos falarei acerca do Pai. 26Naquele dia,
pedireis em meu nome, e não vos digo que eu rogarei por vós ao Pai, 27pois
o mesmo Pai vos ama, visto como vós me amastes e crestes que saí de Deus. 28Saí
do Pai e vim ao mundo; outra vez, deixo o mundo e vou para o Pai.
29Disseram-lhe
os seus discípulos: Eis que, agora, falas abertamente e não dizes parábola
alguma. 30Agora, conhecemos que sabes tudo e não precisas de que
alguém te interrogue. Por isso, cremos que saíste de Deus. 31Respondeu-lhes
Jesus: Credes, agora? 32Eis que chega a hora, e já se aproxima, em
que vós sereis dispersos, cada um para sua casa, e me deixareis só, mas não
estou só, porque o Pai está comigo. 33Tenho-vos dito isso, para que em
mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o
mundo.
Oração por todos os discípulos
Jo17 - 1Jesus falou essas coisas e, levantando
os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que
também o teu Filho te glorifique a ti, 2assim como lhe deste poder
sobre toda carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. 3E
a vida eterna é esta: que conheçam a ti só por único Deus verdadeiro e a Jesus
Cristo, a quem enviaste. 4Eu glorifiquei-te na terra, tendo
consumado a obra que me deste a fazer. 5E, agora, glorifica-me tu, ó
Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo
existisse. 6Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste;
eram teus, e tu mos deste, e guardaram a tua palavra. 7Agora, já têm
conhecido que tudo quanto me deste provém de ti, 8porque lhes dei as
palavras que me deste; e eles as receberam, e têm verdadeiramente conhecido que
saí de ti, e creram que me enviaste. 9Eu rogo por eles; não rogo pelo
mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. 10E todas as
minhas coisas são tuas, e as tuas coisas são minhas; e nisso sou glorificado. 11E
eu já não estou mais no mundo; mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai
santo, guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como
nós. 12Estando eu com eles no mundo, guardava-os em teu nome. Tenho
guardado aqueles que tu me deste, e nenhum deles se perdeu, senão o filho da
perdição, para que a Escritura se cumprisse. 13Mas, agora, vou para
ti e digo isto no mundo, para que tenham a minha alegria completa em si mesmos.
14Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do
mundo, assim como eu não sou do mundo. 15Não peço que os tires do
mundo, mas que os livres do mal. 16Não são do mundo, como eu do
mundo não sou. 17Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.
18Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo. 19E
por eles me santifico a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na
verdade. 20Eu não rogo somente por estes, mas também por aqueles
que, pela sua palavra, hão de crer em mim; 21para que todos sejam
um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu, em ti; que também eles sejam um em nós,
para que o mundo creia que tu me enviaste. 22E eu dei-lhes a glória
que a mim me deste, para que sejam um, como nós somos um. 23Eu
neles, e tu em mim, para que eles sejam perfeitos em unidade, e para que o
mundo conheça que tu me enviaste a mim e que tens amado a eles como me tens
amado a mim. 24Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver,
também eles estejam comigo, para que vejam a minha glória que me deste; porque
tu me hás amado antes da criação do mundo. 25Pai justo, o mundo não
te conheceu; mas eu te conheci, e estes conheceram que tu me enviaste a mim. 26E
eu lhes fiz conhecer o teu nome e lho farei conhecer mais, para que o amor com
que me tens amado esteja neles, e eu neles esteja.
A ceia
Mt. 26 .17 a
30 – 17E, no primeiro dia da Festa dos Pães
Asmos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Onde queres que
preparemos a comida da Páscoa? 18E ele disse: Ide à cidade a um
certo homem e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está próximo; em tua casa
celebrarei a Páscoa com os meus discípulos. 19E os discípulos
fizeram como Jesus lhes ordenara e prepararam a Páscoa.
20E,
chegada a tarde, assentou-se à mesa com os doze. 21E, enquanto eles comiam,
disse: Em verdade vos digo que um de vós me há de trair. 22E eles,
entristecendo-se muito, começaram um por um a dizer-lhe: Porventura, sou eu,
Senhor? 23E ele, respondendo, disse: O que mete comigo a mão no
prato, esse me há de trair. 24Em verdade o Filho do Homem vai, como
acerca dele está escrito, mas ai daquele homem por quem o Filho do Homem é
traído! Bom seria para esse homem se não houvera nascido. 25E,
respondendo Judas, o que o traía, disse: Porventura, sou eu, Rabi? Ele disse:
Tu o disseste.
26Enquanto
comiam, Jesus tomou o pão, e, abençoando-o, o partiu, e o deu aos discípulos, e
disse: Tomai, comei, isto é o meu corpo. 27E, tomando o cálice e
dando graças, deu-lho, dizendo: Bebei dele todos. 28Porque isto é o
meu sangue, o sangue do Novo Testamento, que é derramado por muitos, para
remissão dos pecados. 29E digo-vos que, desde agora, não beberei
deste fruto da vide até àquele Dia em que o beba de novo convosco no Reino de
meu Pai. 30E, tendo cantado um hino, saíram para o monte das
Oliveiras.
Lc 22.7 a
23 7Chegou, porém, o dia da Festa dos Pães
Asmos, em que importava sacrificar a Páscoa. 8E mandou a Pedro e a
João, dizendo: Ide, preparai-nos a Páscoa, para que a comamos. 9E
eles lhe perguntaram: Onde queres que a preparemos? 10E ele lhes
disse: Eis que, quando entrardes na cidade, encontrareis um homem levando um
cântaro de água; segui-o até à casa em que ele entrar. 11E direis ao
pai de família da casa: O mestre te diz: Onde está o aposento em que hei de
comer a Páscoa com os meus discípulos? 12Então, ele vos mostrará um
grande cenáculo mobilado; aí fazei os preparativos. 13E, indo eles,
acharam como lhes havia sido dito; e prepararam a Páscoa.
14E,
chegada a hora, pôs-se à mesa, e, com ele, os doze apóstolos. 15E
disse-lhes: Desejei muito comer convosco esta Páscoa, antes que padeça, 16porque
vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no Reino de Deus. 17E,
tomando o cálice e havendo dado graças, disse: Tomai-o e reparti-o entre vós, 18porque
vos digo que já não beberei do fruto da vide, até que venha o Reino de Deus.
19E,
tomando o pão e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu
corpo, que por vós é dado; fazei isso em memória de mim. 20Semelhantemente,
tomou o cálice, depois da ceia, dizendo: Este cálice é o Novo Testamento no meu
sangue, que é derramado por vós. 21Mas eis que a mão do que me trai
está comigo à mesa. 22E, na verdade, o Filho do Homem vai segundo o
que está determinado; mas ai daquele homem por quem é traído! 23E
começaram a perguntar entre si qual deles seria o que havia de fazer isso.
Paixão / Getsêmani
Lc 22.39 a 46 39E, saindo, foi, como
costumava, para o monte das Oliveiras; e também os seus discípulos o seguiram. 40E,
quando chegou àquele lugar, disse-lhes: Orai, para que não entreis em tentação.
41E apartou-se deles cerca de um tiro de pedra; e, pondo-se de
joelhos, orava, 42dizendo: Pai, se queres, passa de mim este cálice;
todavia, não se faça a minha vontade, mas a tua. 43E apareceu-lhe um
anjo do céu, que o confortava. 44E, posto em agonia, orava mais
intensamente. E o seu suor tornou-se em grandes gotas de sangue que corriam até
ao chão. 45E, levantando-se da oração, foi ter com os seus
discípulos e achou-os dormindo de tristeza. 46E disse-lhes: Por que
estais dormindo? Levantai-vos, e orai para que não entreis em tentação.
Jo 18.1 a 11 1Tendo Jesus dito isso, saiu com os
seus discípulos para além do ribeiro de Cedrom, onde havia um horto, no qual
ele entrou com os seus discípulos. 2E Judas, que o traía, também
conhecia aquele lugar, porque Jesus muitas vezes se ajuntava ali com os seus
discípulos. 3Tendo, pois, Judas recebido a coorte e oficiais dos
principais sacerdotes e fariseus, veio para ali com lanternas, e archotes, e
armas. 4Sabendo, pois, Jesus todas as coisas que sobre ele haviam de
vir, adiantou-se e disse-lhes: A quem buscais? 5Responderam-lhe: A
Jesus, o Nazareno. Disse-lhes Jesus: Sou eu. E Judas, que o traía, estava também
com eles. 6Quando, pois, lhes disse: Sou eu, recuaram e caíram por terra.
7Tornou-lhes, pois, a perguntar: A quem buscais? E eles disseram: A Jesus, o
Nazareno. 8Jesus respondeu: Já vos disse que sou eu; se, pois me
buscais a mim, deixai ir estes, 9para se cumprir a palavra que tinha
dito: Dos que me deste nenhum deles perdi. 10Então, Simão Pedro, que
tinha espada, desembainhou-a e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a
orelha direita. E o nome do servo era Malco. 11Mas Jesus disse a
Pedro: Mete a tua espada na bainha; não beberei eu o cálice que o Pai me deu?
Julgamento
Jo 18.12 e13 12Então,
a coorte, e o tribuno, e os servos dos judeus prenderam a Jesus, e o
manietaram, 13e conduziram-no primeiramente a Anás, por ser sogro de
Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano.
Casa de Anás
Jo 18.26 e17 –
26E um dos servos do sumo sacerdote, parente daquele a quem Pedro
cortara a orelha, disse: Não te vi eu no horto com ele? 17Então, a
porteira disse a Pedro: Não és tu também dos discípulos deste homem? Disse ele:
Não sou.
Narrativas de Pedro / casa de caifás
Jo 18.24 24Anás mandou-o, manietado, ao sumo
sacerdote Caifás.
Mt. 26.63 a
68 63E Jesus, porém, guardava
silêncio. E, insistindo o sumo sacerdote, disse-lhe: Conjuro-te pelo Deus vivo
que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus. 64Disse-lhes
Jesus: Tu o disseste; digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do Homem
assentado à direita do Todo-poderoso e vindo sobre as nuvens do céu. 65Então,
o sumo sacerdote rasgou as suas vestes, dizendo: Blasfemou; para que precisamos
ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes, agora, a sua blasfêmia. 66Que
vos parece? E eles, respondendo, disseram: É réu de morte. 67Então,
cuspiram-lhe no rosto e lhe davam murros, e outros o esbofeteavam, 68dizendo:
Profetiza-nos, Cristo, quem é o que te bateu?
Mt. 27.3 a 10 3Então,
Judas, o que o traíra, vendo que fora condenado, trouxe, arrependido, as trinta
moedas de prata aos príncipes dos sacerdotes e aos anciãos, 4dizendo:
Pequei, traindo sangue inocente. Eles, porém, disseram: Que nos importa? Isso é
contigo. 5E ele, atirando para o templo as moedas de prata,
retirou-se e foi-se enforcar. 6E os príncipes dos sacerdotes,
tomando as moedas de prata, disseram: Não é lícito metê-las no cofre das
ofertas, porque são preço de sangue. 7E, tendo deliberado em
conselho, compraram com elas o campo de um oleiro, para sepultura dos
estrangeiros. 8Por isso, foi chamado aquele campo, até ao dia de
hoje, Campo de Sangue. 9Então, se realizou o que vaticinara o
profeta Jeremias: Tomaram as trinta moedas de prata, preço do que foi avaliado,
que certos filhos de Israel avaliaram. 10E deram-nas pelo campo do
oleiro, segundo o que o Senhor determinou.
Pilatos
Jo 18.28 a 38 28Depois, levaram Jesus da casa de
Caifás para a audiência. E era pela manhã cedo. E não entraram na audiência,
para não se contaminarem e poderem comer a Páscoa. 29Então, Pilatos
saiu e disse-lhes: Que acusação trazeis contra este homem? 30Responderam
e disseram-lhe: Se este não fosse malfeitor, não to entregaríamos. 31Disse-lhes,
pois, Pilatos: Levai-o vós e julgai-o segundo a vossa lei. Disseram-lhe, então,
os judeus: A nós não nos é lícito matar pessoa alguma. 32(Para que
se cumprisse a palavra que Jesus tinha dito, significando de que morte havia de
morrer.)
33Tornou,
pois, a entrar Pilatos na audiência, e chamou a Jesus, e disse-lhe: Tu és o rei
dos judeus? 34Respondeu-lhe Jesus: Tu dizes isso de ti mesmo ou
disseram-to outros de mim? 35Pilatos respondeu: Porventura, sou eu
judeu? A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim. Que
fizeste? 36Respondeu Jesus: O meu Reino não é deste mundo; se o meu
Reino fosse deste mundo, lutariam os meus servos, para que eu não fosse
entregue aos judeus; mas, agora, o meu Reino não é daqui. 37Disse-lhe,
pois, Pilatos: Logo tu és rei? Jesus respondeu: Tu dizes que eu sou rei. Eu
para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade.
Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz. 38Disse-lhe Pilatos:
Que é a verdade? E, dizendo isso, voltou até os judeus e disse-lhes: Não acho
nele crime algum.
Herodes
Lc. 23.5 a
12 5Mas eles insistiam cada vez mais,
dizendo: Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a
Galiléia até aqui. 6Então, Pilatos, ouvindo falar da Galiléia,
perguntou se aquele homem era galileu. 7E, sabendo que era da
jurisdição de Herodes, remeteu-o a Herodes, que também, naqueles dias, estava
em Jerusalém.
8E
Herodes, quando viu a Jesus, alegrou-se muito, porque havia muito que desejava
vê-lo, por ter ouvido dele muitas coisas; e esperava que lhe veria fazer algum
sinal. 9E interrogava-o com muitas palavras, mas ele nada lhe
respondia. 10E estavam os principais dos sacerdotes e os escribas
acusando-o com grande veemência. 11E Herodes, com os seus soldados,
desprezou-o, e, escarnecendo dele, vestiu-o de uma roupa resplandecente, e
tornou a enviá-lo a Pilatos. 12E, no mesmo dia, Pilatos e Herodes,
entre si, se fizeram amigos; pois, dantes, andavam em inimizade um com o outro.
Pilatos
Jo 19.1 a 16 1Pilatos, pois, tomou, então, a Jesus e o açoitou. 2E
os soldados, tecendo uma coroa de espinhos, lha puseram sobre a cabeça e lhe
vestiram uma veste de púrpura. 3E diziam: Salve, rei dos judeus! E
davam-lhe bofetadas. 4Então, Pilatos saiu outra vez fora e disse-lhes:
Eis aqui vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele crime algum. 5Saiu,
pois, Jesus, levando a coroa de espinhos e a veste de púrpura. E disse-lhes
Pilatos: Eis aqui o homem. 6Vendo-o, pois, os principais dos
sacerdotes e os servos, gritaram, dizendo: Crucifica-o! Crucifica-o! Disse-lhes
Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, porque eu nenhum crime acho nele. 7Responderam-lhe
os judeus: Nós temos uma lei, e, segundo a nossa lei, deve morrer, porque se
fez Filho de Deus. 8E Pilatos, quando ouviu essa palavra, mais
atemorizado ficou. 9E entrou outra vez na audiência e disse a Jesus:
De onde és tu? Mas Jesus não lhe deu resposta. 10Disse-lhe, pois,
Pilatos: Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e
tenho poder para te soltar? 11Respondeu Jesus: Nenhum poder terias
contra mim, se de cima te não fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior
pecado tem.
12Desde
então, Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus gritavam, dizendo: Se soltas
este, não és amigo do César! Qualquer que se faz rei é contra o César! 13Ouvindo,
pois, Pilatos esse dito, levou Jesus para fora e assentou-se no tribunal, no
lugar chamado Litóstrotos, e em hebraico o nome é Gabatá. 14E era a
preparação da Páscoa e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso
rei. 15Mas eles bradaram: Tira! Tira! Crucifica-o! Disse-lhes
Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais dos
sacerdotes: Não temos rei, senão o César. 16Então, entregou-lho,
para que fosse crucificado. E tomaram a Jesus e o levaram.
Mt. 27.19 19E, estando ele assentado no
tribunal, sua mulher mandou-lhe dizer: Não entres na questão desse justo,
porque num sonho muito sofri por causa dele.
Crucificação
Direção ao Calvário
Jo 19. 17 17E, levando ele às costas a sua
cruz, saiu para o lugar chamado Calvário, que em hebraico se chama Gólgota,
Simão Cirineu
Mt. 27,32 a
33 32E,
quando saíam, encontraram um homem cireneu, chamado Simão, a quem constrangeram
a levar a sua cruz.
33E,
chegando ao lugar chamado Gólgota, que significa Lugar da Caveira,
Vestes e salteadores
Mt. 27.34 a
38 34deram-lhe a beber vinho
misturado com fel; mas ele, provando-o, não quis beber. 35E,
havendo-o crucificado, repartiram as suas vestes, lançando sortes, para que se
cumprisse o que foi dito pelo profeta: Repartiram entre si as minhas vestes, e
sobre a minha túnica lançaram sortes. 36E, assentados, o guardavam
ali. 37E, por cima da sua cabeça, puseram escrita a sua acusação:
Este é Jesus, O Rei dos Judeus. 38E foram crucificados com ele dois
salteadores, um, à direita, e outro, à esquerda.
A inscrição
Jo 19.19 a 22 19E Pilatos escreveu também um título e pô-lo em cima da
cruz; e nele estava escrito: Jesus Nazareno, Rei dos Judeus. 20E
muitos dos judeus leram este título, porque o lugar onde Jesus estava
crucificado era próximo da cidade; e estava escrito em hebraico, grego e latim.
21Diziam, pois, os principais sacerdotes dos judeus a Pilatos: Não
escrevas, Rei dos judeus, mas que ele disse: Sou Rei dos judeus. 22Respondeu
Pilatos: O que escrevi escrevi.
O vinagre, o testemunho ainda local, mirra, o fel, A zombaria, o véu
rasgado, O ladrão salvo, as palavras proferidas, os sinais da natureza, as profecias
cumpridas, etc
Jo 19.28 a 37 28Depois, sabendo Jesus que já todas as
coisas estavam terminadas, para que a Escritura se cumprisse, disse: Tenho
sede. 29Estava, pois, ali um vaso cheio de vinagre. E encheram de
vinagre uma esponja e, pondo-a num hissopo, lha chegaram à boca. 30E,
quando Jesus tomou o vinagre, disse: Está consumado. E, inclinando a cabeça,
entregou o espírito.
31Os
judeus, pois, para que no sábado não ficassem os corpos na cruz, visto como era
a preparação (pois era grande o dia de sábado), rogaram a Pilatos que se lhes
quebrassem as pernas, e fossem tirados. 32Foram, pois, os soldados
e, na verdade, quebraram as pernas ao primeiro e ao outro que com ele fora
crucificado. 33Mas, vindo a Jesus e vendo-o já morto, não lhe
quebraram as pernas. 34Contudo, um dos soldados lhe furou o lado com
uma lança, e logo saiu sangue e água. 35E aquele que o viu
testificou, e o seu testemunho é verdadeiro, e sabe que é verdade o que diz,
para que também vós o creiais. 36Porque isso aconteceu para que se
cumprisse a Escritura, que diz: Nenhum dos seus ossos será quebrado. 37E
outra vez diz a Escritura: Verão aquele que traspassaram.
Sepultura / José de Arimatéia e o sepultamento
Jo 19.38 a 42 38Depois disso, José de Arimatéia
(o que era discípulo de Jesus, mas oculto, por medo dos judeus) rogou a Pilatos
que lhe permitisse tirar o corpo de Jesus. E Pilatos lho permitiu. Então, foi e
tirou o corpo de Jesus. 39E foi também Nicodemos (aquele que,
anteriormente, se dirigira de noite a Jesus), levando quase cem libras de um
composto de mirra e aloés. 40Tomaram, pois, o corpo de Jesus e o envolveram
em lençóis com as especiarias, como os judeus costumam fazer na preparação para
o sepulcro. 41E havia um horto naquele lugar onde fora crucificado
e, no horto, um sepulcro novo, em que ainda ninguém havia sido posto. 42Ali,
pois (por causa da preparação dos judeus e por estar perto aquele sepulcro),
puseram a Jesus.
Mc 15.42 a 47 42E, chegada a tarde, porquanto
era o Dia da Preparação, isto é, a véspera do sábado, 43chegou José
de Arimatéia, senador honrado, que também esperava o Reino de Deus, e
ousadamente foi a Pilatos, e pediu o corpo de Jesus. 44E Pilatos se
admirou de que já estivesse morto. E, chamando o centurião, perguntou-lhe se já
havia muito que tinha morrido. 45E, tendo-se certificado pelo
centurião, deu o corpo a José, 46o qual comprara um lençol fino, e,
tirando-o da cruz, o envolveu nele, e o depositou num sepulcro lavrado numa
rocha, e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro. 47E Maria
Madalena e Maria, mãe de José, observavam onde o punham.
Lc 23,50 a 56 50E eis que um homem por nome José,
senador, homem de bem e justo 51(que não tinha consentido no
conselho e nos atos dos outros), natural de Arimatéia, cidade dos judeus, e que
também esperava o Reino de Deus, 52este, chegando a Pilatos, pediu o
corpo de Jesus. 53E, havendo-o tirado, envolveu-o num lençol e pô-lo
num sepulcro escavado numa penha, onde ninguém ainda havia sido posto. 54E
era o Dia da Preparação, e amanhecia o sábado. 55E as mulheres que
tinham vindo com ele da Galiléia seguiram também e viram o sepulcro e como foi
posto o seu corpo. 56E, voltando elas, prepararam especiarias e
ungüentos e, no sábado, repousaram, conforme o mandamento.
Mt. 27,57 a 60
57E, vinda já a tarde, chegou um homem rico de Arimatéia, por nome
José, que também era discípulo de Jesus. 58Este foi ter com Pilatos
e pediu-lhe o corpo de Jesus. Então, Pilatos mandou que o corpo lhe fosse dado.
59E José, tomando o corpo, envolveu-o num fino e limpo lençol, 60e
o pôs no seu sepulcro novo, que havia aberto em rocha, e, rolando uma grande
pedra para a porta do sepulcro, foi-se.
Sepulcro selado
Mt. 27.62 a 66 62E, no dia seguinte, que é o dia depois
da Preparação, reuniram-se os príncipes dos sacerdotes e os fariseus em casa de
Pilatos, 63dizendo: Senhor, lembramo-nos de que aquele enganador,
vivendo ainda, disse: Depois de três dias, ressuscitarei. 64Manda,
pois, que o sepulcro seja guardado com segurança até ao terceiro dia; não se dê
o caso que os seus discípulos vão de noite, e o furtem, e digam ao povo:
Ressuscitou dos mortos; e assim o último erro será pior do que o primeiro. 65E
disse-lhes Pilatos: Tendes a guarda; ide, guardai-o como entenderdes. 66E,
indo eles, seguraram o sepulcro com a guarda, selando a pedra.
Obs. os sepulcros abrem-se ,os mortos ressuscitam depois da morte de
Jesus
Mt. 27,52 a 53
52E abriram-se os sepulcros,
e muitos corpos de santos que dormiam foram ressuscitados; 53E,
saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele, entraram na Cidade Santa e
apareceram a muitos.
A ressurreição, o dia
Mt. 28 -1 a 10
E, no fim do sábado, quando já
despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o
sepulcro. 2E eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do
Senhor, descendo do céu, chegou, removendo a pedra, e sentou-se sobre ela. 3E
o seu aspecto era como um relâmpago, e a sua veste branca como a neve. 4E
os guardas, com medo dele, ficaram muito assombrados e como mortos. 5Mas
o anjo, respondendo, disse às mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que
buscai a Jesus, que foi crucificado. 6Ele não está aqui, porque já
ressuscitou, como tinha dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia. 7Ide,
pois, imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos.
E eis que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo
tenho dito. 8E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e
grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos. 9E, indo
elas, eis que Jesus lhes sai ao encontro, dizendo: Eu vos saúdo. E elas,
chegando, abraçaram os seus pés e o adoraram. 10Então, Jesus
disse-lhes: Não temais; ide dizer a meus irmãos que vão a Galiléia e lá me
verão.
Lc 24,1 a 12 1E,
no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando
as especiarias que tinham preparado. 2E acharam a pedra do sepulcro
removida. 3E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. 4E
aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto
delas dois varões com vestes resplandecentes. 5E, estando elas muito
atemorizadas e abaixando o rosto para o chão, eles lhe disseram: Por que
buscais o vivente entre os mortos? 6Não está aqui, mas ressuscitou.
Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia, 7dizendo:
Convém que o Filho do Homem seja entregue nas mãos de homens pecadores, e seja
crucificado, e, ao terceiro dia, ressuscite. 8E lembraram-se das
suas palavras. 9E, voltando do sepulcro, anunciaram todas essas
coisas aos onze e a todos os demais. 10E eram Maria Madalena, e
Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam as que diziam
estas coisas aos apóstolos. 11E as suas palavras lhes pareciam como
desvario, e não as creram. 12Pedro, porém, levantando-se, correu ao
sepulcro e, abaixando-se, viu só os lenços ali postos; e retirou-se, admirando
consigo aquele caso.
A ressurreição
Mt. 28,5 a
4 4E os guardas, com medo dele, ficaram
muito assombrados e como mortos. 5Mas o anjo, respondendo, disse às
mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscai a Jesus, que foi
crucificado.
A visão dos anjos
Mt.28.5 a 8 5Mas o anjo, respondendo, disse às
mulheres: Não tenhais medo; pois eu sei que buscai a Jesus, que foi
crucificado. 6Ele não está aqui, porque já ressuscitou, como tinha
dito. Vinde e vede o lugar onde o Senhor jazia. 7Ide, pois,
imediatamente, e dizei aos seus discípulos que já ressuscitou dos mortos. E eis
que ele vai adiante de vós para a Galiléia; ali o vereis. Eis que eu vo-lo
tenho dito. 8E, saindo elas pressurosamente do sepulcro, com temor e
grande alegria, correram a anunciá-lo aos seus discípulos.
Mc 16.1 a 7 1E, passado o sábado, Maria Madalena,
Salomé e Maria, mãe de Tiago, compraram aromas para irem ungi-lo. 2E,
no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro, de manhã cedo, ao nascer do sol, 3e
diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? 4E,
olhando, viram que já a pedra estava revolvida; e era ela muito grande. 5E,
entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestido de uma roupa
comprida e branca; e ficaram espantadas. 6Porém ele disse-lhes: Não
vos assusteis; buscais a Jesus, o Nazareno, que foi crucificado; já
ressuscitou, não está aqui; eis aqui o lugar onde o puseram. 7Mas
ide, dizei a seus discípulos e a Pedro que ele vai adiante de vós para a
Galiléia; ali o vereis, como ele vos disse.
A notícia corre
Jo 20.1 a 10 1E, no primeiro dia da semana,
Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra
tirada do sepulcro. 2Correu, pois, e foi a Simão Pedro e ao outro
discípulo a quem Jesus amava e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não
sabemos onde o puseram. 3Então, Pedro saiu com o outro discípulo e
foram ao sepulcro. 4E os dois corriam juntos, mas o outro discípulo
correu mais apressadamente do que Pedro e chegou primeiro ao sepulcro. 5E,
abaixando-se, viu no chão os lençóis; todavia, não entrou. 6Chegou,
pois, Simão Pedro, que o seguia, e entrou no sepulcro, e viu no chão os lençóis
7e que o lenço que tinha estado sobre a sua cabeça não estava com os
lençóis, mas enrolado, num lugar à parte. 8Então, entrou também o
outro discípulo, que chegara primeiro ao sepulcro, e viu, e creu. 9Porque
ainda não sabiam a Escritura, que diz que era necessário que ressuscitasse dos
mortos. 10Tornaram, pois, os discípulos para casa.
Lc 24.9 a12 9E, voltando do sepulcro, anunciaram todas essas coisas
aos onze e a todos os demais. 10E eram Maria Madalena, e Joana, e
Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam as que diziam estas
coisas aos apóstolos. 11E as suas palavras lhes pareciam como
desvario, e não as creram. 12Pedro, porém, levantando-se, correu ao
sepulcro e, abaixando-se, viu só os lenços ali postos; e retirou-se, admirando
consigo aquele caso.
Mentira dos judeus
Mt.28.11 a 15 11E, quando iam, eis que alguns da guarda, chegando à
cidade, anunciaram aos príncipes dos sacerdotes todas as coisas que haviam
acontecido. 12E, congregados eles com os anciãos e tomando conselho
entre si, deram muito dinheiro aos soldados, ordenando: 13Dizei:
Vieram de noite os seus discípulos e, dormindo nós, o furtaram. 14E,
se isso chegar a ser ouvido pelo governador, nós o persuadiremos e vos poremos
em segurança. 15E eles, recebendo o dinheiro, fizeram como estavam
instruídos. E foi divulgado esse dito entre os judeus, até ao dia de hoje.
Aparições de Jesus Madalena
Jo 20.11 a 18 11E Maria estava chorando fora, junto ao
sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro 12e
viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus, um
à cabeceira e outro aos pés. 13E disseram-lhe eles: Mulher, por que
choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. 14E,
tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era
Jesus. 15Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela,
cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o
puseste, e eu o levarei. 16Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se,
disse-lhe: Raboni (que quer dizer Mestre)! 17Disse-lhe Jesus: Não me
detenhas, porque ainda não subi para meu Pai, mas vai para meus irmãos e dize-lhes
que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. 18Maria
Madalena foi e anunciou aos discípulos que vira o Senhor e que ele lhe dissera
isso.
Mc 16.9 9E Jesus, tendo ressuscitado na manhã
do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual
tinha expulsado sete demônios.
Caminho de amaús
Lc 24.13 a
35 13E eis que, no mesmo dia, iam dois
deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era
Emaús. 14E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. 15E
aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o
mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. 16Mas os olhos deles estavam
como que fechados, para que o não conhecessem. 17E ele lhes disse:
Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais
tristes? 18E, respondendo um, cujo nome era Cleopas, disse-lhe: És
tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes
dias? 19E ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que
dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e
palavras diante de Deus e de todo o povo; 20e como os principais dos
sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o
crucificaram. 21E nós esperávamos que fosse ele o que remisse
Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas
coisas aconteceram. 22É verdade que também algumas mulheres dentre
nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; 23e,
não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de
anjos, que dizem que ele vive. 24E alguns dos que estavam conosco
foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não
o viram. 25E ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer
tudo o que os profetas disseram! 26Porventura, não convinha que o
Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? 27E,
começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se
achava em todas as Escrituras.
28E
chegaram à aldeia para onde iam, e ele fez como quem ia para mais longe. 29E
eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o
dia. E entrou para ficar com eles. 30E aconteceu que, estando com
eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. 31Abriram-se-lhes,
então, os olhos, e o conheceram, e ele desapareceu-lhes. 32E
disseram um para o outro: Porventura, não ardia em nós o nosso coração quando,
pelo caminho, nos falava e quando nos abria as Escrituras? 33E, na
mesma hora, levantando-se, voltaram para Jerusalém e acharam congregados os
onze e os que estavam com eles, 34os quais diziam: Ressuscitou,
verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão. 35E eles lhes
contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles foi conhecido no partir
do pão.
Pedro
Lc 24.34 34os
quais diziam: Ressuscitou, verdadeiramente, o Senhor e já apareceu a Simão.
Todos sem Tomé
Jo 20.19 a 25 19Chegada, pois, a tarde daquele dia, o
primeiro da semana, e cerradas as portas onde os discípulos, com medo dos
judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus, e pôs-se no meio, e disse-lhes: Paz
seja convosco! 20E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e o lado. De
sorte que os discípulos se alegraram, vendo o Senhor. 21Disse-lhes,
pois, Jesus outra vez: Paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também eu
vos envio a vós. 22E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e
disse-lhes: Recebei o Espírito Santo. 23Àqueles a quem perdoardes os
pecados, lhes são perdoados; e, àqueles a quem os retiverdes, lhes são retidos.
24Ora,
Tomé, um dos doze, chamado Dídimo, não estava com eles quando veio Jesus. 25Disseram-lhe,
pois, os outros discípulos: Vimos o Senhor. Mas ele disse-lhes: Se eu não vir o
sinal dos cravos em suas mãos, e não puser o dedo no lugar dos cravos, e não
puser a minha mão no seu lado, de maneira nenhuma o crerei.
Todos com Tomé
Jo 20.26 a
29 26E, oito dias depois, estavam outra vez
os seus discípulos dentro, e, com eles, Tomé. Chegou Jesus, estando as portas
fechadas, e apresentou-se no meio, e disse: Paz seja convosco! 27Depois,
disse a Tomé: Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos; chega a tua mão e põe-na
no meu lado; não sejas incrédulo, mas crente. 28Tomé respondeu e
disse-lhe: Senhor meu, e Deus meu! 29Disse-lhe Jesus: Porque me
viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram!
Todos terceira vez
Jo 21.1 a
14 1Depois
disso, manifestou-se Jesus outra vez aos discípulos, junto ao mar de
Tiberíades; e manifestou-se assim: 2estavam juntos Simão Pedro, e
Tomé, chamado Dídimo, e Natanael, que era de Caná da Galiléia, e os filhos de
Zebedeu, e outros dois dos seus discípulos. 3Disse-lhes Simão Pedro:
Vou pescar. Disseram-lhe eles: Também nós vamos contigo. Foram, e subiram logo
para o barco, e naquela noite nada apanharam.
4E,
sendo já manhã, Jesus se apresentou na praia, mas os discípulos não conheceram
que era Jesus. 5Disse-lhes, pois, Jesus: Filhos, tendes alguma coisa
de comer? Responderam-lhe: Não. 6E ele lhes disse: Lançai a rede à
direita do barco e achareis. Lançaram-na, pois, e já não a podiam tirar, pela
multidão dos peixes. 7Então, aquele discípulo a quem Jesus amava
disse a Pedro: É o Senhor. E, quando Simão Pedro ouviu que era o Senhor,
cingiu-se com a túnica (porque estava nu) e lançou-se ao mar. 8E os
outros discípulos foram com o barco (porque não estavam distantes da terra
senão quase duzentos côvados), levando a rede cheia de peixes.
9Logo
que saltaram em terra, viram ali brasas, e um peixe posto em cima, e pão. 10Disse-lhes
Jesus: Trazei dos peixes que agora apanhastes. 11Simão Pedro subiu e
puxou a rede para terra, cheia de cento e cinqüenta e três grandes peixes; e,
sendo tantos, não se rompeu a rede. 12Disse-lhes Jesus: Vinde,
jantai. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? Porque sabiam
que era o Senhor. 13Chegou, pois, Jesus, e tomou o pão, e deu-lho,
e, semelhantemente, o peixe. 14E já era a terceira vez que Jesus se
manifestava aos seus discípulos depois de ter ressuscitado dos mortos.
Ascensão / Betânia
Lc 24.50 a 53 50E levou-os fora, até Betânia; e,
levantando as mãos, os abençoou. 51E aconteceu que, abençoando-os
ele, se apartou deles e foi elevado ao céu. 52E, adorando-o eles,
tornaram com grande júbilo para Jerusalém. 53E estavam sempre no
templo, louvando e bendizendo a Deus. Amém!
Monte das oliveiras
Atos 1.12 12Então,
voltaram para Jerusalém, do monte chamado das Oliveiras, o qual está perto de
Jerusalém, à distância do caminho de um sábado.
A.D.T.H.T.G
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Deixe sua opinião: