domingo, 9 de outubro de 2016

HOMILÉTICA [a arte de preparar e pregar sermões]

DEFINIÇÃO DO TERMO
O termo Homilética é derivado do Grego "HOMILOS" o que significa, multidão assembléia do povo, derivando assim outro termo, "HOMILIA" ou pequeno discurso do verbo "OMILEU" conversar.
O termo Grego "HOMILIA" significa um discurso com a finalidade de Convencer e agradar. Portanto, Homilética significa "A arte de pregar".
A arte de falar em público nasceu na Grécia antiga com o nome de Retórica. O cristianismo passou a usar esta arte como meio da pregação, que no século 17 passou a ser chamada de Homilética.
Vejamos algumas definições que envolve essa matéria:
Discurso - Conjunto de frases ordenada faladas em público.
Homilética - É a ciência ou a arte de elaborar e expor o sermão.
Oratória - Arte de falar ao público.
Pregação - Ato de pregar, sermão, ato de anunciar uma notícia.
Retórica - Conjunto de regras relativas a eloquência; arte de falar bem.
Sermão - Discurso cristão falado no púlpito.
FINALIDADE
O estudo da Homilética abrange tudo o que tem a ver com a pregação e apresentação de práticas religiosas: como preparar e apresentar sermões de maneira mais eficaz.
IMPORTÂNCIA DA MATÉRIA
Sendo a HOMILÉTICA a "Arte de Pregar", deve ser considerada a mais nobre tarefa existente na terra. O próprio Jesus Cristo em Lucas 16 : 16 disse: Ide pregai o evangelho...
Quando a Homilética é observada e aplicada, proporciona-se ao ouvinte uma melhor compreensão do texto.
A observação da Homilética traz orientação ao orador.
A ELOQUÊNCIA
ELOQUÊNCIA é um termo derivado Latim Eloquentia que significa: Elegância no falar, Falar bem, ou seja, garantir o sucesso de sua comunicação, capacidade de convencer. É a soma das qualidades do pregador.
Não é gritaria, pularia ou pancadaria no púlpito. A elocução é o meio mais comum para a comunicação; portanto deve observar o seguinte:
1. Voz - A voz, é o principal aspecto de um discurso.
Audível Todos possam ouvir.
Entendível Todos possam entender. Pronunciar claramente as palavras. Leitura incorreta, não observa as pontuações e acentuações.
2. Vocabulário - Quantidade de palavras que conhecemos.
Fácil de falar - comum a todos, de fácil compreensão - saber o significado
Evitar as gírias, Linguagem incorreta, Ilustrações impróprias.
ALGUMAS REGRAS DE ELOQUÊNCIA
- Procurar ler o mais que puder sobre o assunto a ser exposto.
- Conhecimento do publico ouvinte.
- Procurar saber o tipo de reunião e o nível dos ouvintes.
- Seriedade pois o orador não é um animador de platéia.
- Ser objetivo, claro para não causar nos ouvintes o desinteresse.
- Utilizar uma linguagem bíblica.
- Evitar usar o pronome EU e sim o pronome NÓS.
A POSTURA DO ORADOR
É muito importante que o orador saiba como comportar-se em um púlpito ou tribuna. A sua postura pode ajudar ou atrapalhar sua exposição.
A fisionomia é muito importe pois transmite os nossos sentimentos, Vejamos :
- Ficar em posição de nobre atitude.
- Olhar para os ouvintes.
- Não demonstrar rigidez e nervosismo.
- Evitar exageros nos gestos.
- Não demonstrar indisposição.
- Evitar as leituras prolongadas.
- Sempre preocupado com a indumentária. ( Cores, Gravata, Meias )
- Cabelos penteados melhora muito a aparência.
- O assentar também é muito importante.
Lembre-se que existem muitos ouvintes, e estão atentos, esperando receber alguma coisa boa da parte de Deus através de você.
CARACTERÍSTICAS DE UM BOM SERMÃO
O sermão é caracterizado como um bom sermão não pela sua extensão e nem mesmo pelas virtudes do pregador, sejam intelectuais ou morais, mas pelas qualidade do sermão:
1. UNÇÃO
Todo sermão deve ter inspiração divina. Um sermão sem unção, ainda que tenha uma excelente estrutura, não apresentará poder para conversão, consolação e edificação.
Devemos lembrar que ao transmitir um sermão estamos não estamos transmitindo conhecimento humano mas a Palavra de Deus e esta é a única que penetra até a divisão da Alma e Espírito, portanto é fundamental a unção.
2. FIDELIDADE TEXTUAL
Fidelidade textual é importante, visto que os ouvintes estão atentos ao texto de referência ou ao tema escolhido. Há muitos pregadores que tomam um texto como referência e depois esquecem dele.
3. UNIDADE
Todo sermão tem um objetivo a ser alcançado. O seu conteúdo deve convergir para um único alvo.
"Há sermões que são uma colcha de retalho, uma verdadeira miscelânea de assuntos, idéias e ensinos".
4. FINAL
Tudo tem um começo e um final. O Pregador deve ter em mente que o ouvinte está se alimentando espiritualmente.
Um sermão bem terminado será muito produtivo ao ponto de despertar o desejo de querer ouvir mais.
RECOLHENDO MATERIAL
Quase toda pesquisa serve como base para sermões. Todavia, é verdade incontestável que, quanto mais instrução tem uma pessoa, tanto mais condições terá para preparar e apresentar sermões.
Toda pessoa que deseja ocupar-se na obra do Senhor, e especialmente falar diante do público, deve formar paulatinamente uma biblioteca segundo suas capacidades mentais e financeiras.
Os quatro primeiros livros a serem adquiridos e que dever servir como base da sua biblioteca são: Bíblia de estudo; Dicionário bíblico; Concordância; Um comentário bíblico. Depois pode ir adquirindo outros, de acordo com as necessidades.
COMO PREPARAR UM SERMÃO
 1. DESCOBRIR O PENSAMENTO CENTRAL
O pensamento central é a mensagem, ou seja, é o Tema. Sempre procurar definir o tema no sentido positivo. Será que existe Deus ? é um tema indesejado pois suscitam mais dúvida do que fé. Como ser curado ? é um tema sugestivo pois fortifica a fé.
Em alguns casos o pregador fala o título (Tema ) da pregação outras vezes não é necessário porém no esboço é aconselhável colocar.
O orador deve ser um homem de Deus e que possui a mensagem de Deus e esta deve ter com fonte as Sagradas Escrituras.
O Título pode ser:
Imperativo Quando sugere uma ordem. ( Ide Marcos 16:15 )
Interrogativo Quando sugere uma pergunta. (Que farei de Jesus? Mt.27:22)
Enfático Quando é reduzido. ( Amor, Fé )
A mensagem pode Ter várias origens :
Através da leitura da Bíblia.
A Bíblia contém argumentos, respostas, exemplos, e ensinamentos para todos os seres humanos.
Cristo usou a Palavra de Deus ( Bíblia ) para combater a Satanás. A Palavra de Deus é a primeira fonte do pregador. Como fonte de inspiração para nossos sermões devemos observar os recursos internos e os externos.
As literaturas religiosas e não religiosas.
Todas as literaturas podem ser fontes de inspiração para o pregador desde que esteja sob a orientação do Espírito Santo.
As fontes podem ser: jornais, revistas etc. Os livros religiosos são boas fontes de inspiração pois constitui também na Palavra de Deus.
Em uma observação.
É uma rica fonte de inspiração, desde que o pregador esteja atento, pois Deus pode transmitir uma mensagem de várias maneiras.
Mateus 6:28 E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; o pregador deve observar : Rios, pedras , árvores, animais, etc.
Através da oração;
Na letra de um hino;
Em obras literárias (religiosa ou não ).
2. PREPARAR A INTRODUÇÃO
É o início da pregação.
O ideal é que a introdução seja algo que prenda logo a atenção dos ouvintes, despertando-lhes o interesse para o restante da mensagem.
Pode até começar com uma ilustração, um relato interessante, porém sempre ligado ao tema do sermão.
Um outro recurso muito bom é começar com uma pergunta para o auditório, cuja resposta será dada pelo pregador durante a mensagem. Se for uma pergunta interessante, a atenção do povo esta garantida até o final do sermão.
A introdução produz a primeira impressão aos ouvintes e esta deve ser boa.
Não é aconselhável ultrapassar os cinco minutos.
Nunca ( em hipótese alguma ) dizer que não está preparado ou foi surpreendido.
3. ESCOLHA DO TEXTO
É imprescindível a escolha de um texto que se relacione com o tema do sermão porém adequado. Vejamos o tipo de textos que devemos evitar:
Textos longo Cansam os ouvintes. ( Salmo 119 )
Textos obscuro Causam polêmicas no auditório. ( I Cor. 11:10 Véu)
Textos difíceis Os ouvintes não entendem. ( Ef. 1:3 Predestinação )
Textos duvidosos " E Deus não ouve pecadores" ( João 9:31 )
Texto é importante porque ?
- O texto chama a atenção dos ouvintes.
- O texto desperta o interesse em conhecer a Palavra de Deus.
- O texto ajuda na exposição do sermão.
- O texto facilita ao ouvinte entender o assunto exposto.
Devemos escolher o texto em toda a Bíblia e não somente no Novo Testamento.
4. ESCOLHER O MÉTODO APROPRIADO
De posse do pensamento central e o texto escolhido, deve-se determinar o método a ser utilizado. Existem muitos textos e temas que permitem a escolha de qualquer um dos métodos, porém há temas que não permitem.
CLASSIFICAÇÃO DO SERMÃO
O sermão é classificado por duas formas, a saber : pelo assunto ou pelo método, podendo ser discursivo ou expositivo.
1. Pelo assunto
- Doutrinário. É aquele que expõe uma doutrina. ( Ensinamento )
- Histórico. É aquele que narra uma história.
- Ocasional. É aquele destinados a ocasiões especiais.
- Apologético. Tem a finalidade de fazer apologia. ( defender )
- Ético. É quando exalta a conduta e a vida moral e ética.
- Narrativo Quando narra um fato, um milagre.
- Controvérsia tem por finalidade atacar erros e heresias.
2. Pela método
- Topical ou Temático.
É aquele onde a divisão faz-se pelo tema. Todas as divisões devem derivar do tema.
A melhor forma é fazer perguntas ao tema escolhido, tais como: Por que? Como? Quando? O Que? Onde?
- Textual.
São aqueles onde a sua divisão encontra-se no próprio texto. É um método muito bom, pois oferece aos ouvintes a oportunidade de acompanhar, passo a passo a exposição do sermão.
- Expositivo.
Quando os textos são longos. Este pode expor uma história ou uma doutrina. ( Parábola, Milagre, Peregrinação, Pecado)
Em certo sentido todo sermão é expositivo, mas aqui indica a extensão do texto.
DIVISÃO DO SERMÃO
O Sermão deve possuir divisões, que permitem um bom aproveitamento do assunto que vai ser apresentado:
1. Introdução ( Exórdio )
Tem por finalidade chamar a atenção dos ouvintes para o assunto que vai ser apresentado e também para o pregador.
Tem que ser apropriado e deve estar relacionado com o tema, mas cuidado para não antecipar o sermão.
Neste momento o pregador vai se familiarizar com o auditório, cuidado especial teve ser tomado quanto ao entusiasmo, pois o povo pode ainda estar frio.
Deve ser breve, é muito importante pois é a primeira impressão produzida nos ouvintes. Pode conter : o anúncio do tema, texto a ser lido.
2. Texto
É trecho lido pelo orador, podendo ser um capítulo, uma história, uma frase ou até mesmo uma palavra.
Quando o texto é bem escolhido o pregador desperta nos ouvintes o desejo de conhecer mais a Palavra de Deus. Não devemos escolher textos proferidos por homens ímpios ou por Satanás. Escolha textos que tragam estímulo, lição etc. Evite textos que provoquem repugnância, gracejos ou que descrevem cenas da vida sexual.
3. O corpo
É a parte mais linda porque aqui se revela a Mensagem como Deus que dar.
É o mesmo que desenvolvimento do sermão.
O corpo é a seqüência das divisões do sermão e pode ter de 2 a 5 divisões (quanto mais divisões mais complexo ficará o sermão) e ainda conter subdivisões.
Deve chamar à consciência dos ouvinte para colocar em prática os argumentos expostos.
O pregador deve saber colocar em ordem as divisões ou seja os pontos que vão ser incluídos na mensagem; geralmente, convém ordenar os pontos a fim de que aumentem em força até terminar com o mais forte.
Esta é uma regra geral que pode ser aplicada a todos os pontos de ensinamento.
4. Conclusão
A conclusão é o fechamento do sermão e deve ser bem feita, um sermão com encerramento abrupto é desaconselhável.
A conclusão deve ser breve e objetiva. É um resumo do sermão, uma recapitulação e reafirmação dos argumentos apresentados.
Durante a conclusão pode efetuar um convite de acordo com a mensagem transmitida.
ILUSTRAÇÃO
A ilustração ajuda na exposição tornando claro e evidente as verdades da Palavra de Deus.
A ilustração atrai a atenção, quebrando assim a monotonia, e faz com que a mensagem seja gravada nos corações com mais facilidade.
As ilustrações também ajuda na ornamentação do sermão tornando-o mais atraente, porém o pregador deve ter o cuidado de não ficar o tempo todo contando "histórias".
Vamos comparar dois pregadores que estarão explicando o que é Ter fé.
Primeiro Pregador.
Ter fé é uma atitude da mente, da vontade, das emoções, em que todo o ser humano, conscientemente e inconscientemente, resolve comportar-se de acordo com certas verdades, percebidas primeiramente pela mente, depois sentidas...
Segundo Pregador.
Um homem está se afogando. Ele grita desesperadamente e de repente vê a bóia que alguém lhe jogou. Com toda a força a agarra. Imediatamente se apóia nela. Está salvo! Isso é Ter fé.
Existem basicamente dois tipos de ilustrações.
Comparação da verdade que se deseja ilustrar com outra coisa ou situação bem conhecida, que seja semelhante, ex. " Eu sou o pão da vida ".
Caso concreto da idéia geral que se quer ilustrar, ex. " Paciência de Jó ".
APLICAÇÃO
É a arte de persuadir e induzir os ouvintes a entender e colocar em prática em sua vida. Pode ser feita ao final de cada divisão ou de acordo com a oportunidade.
Deve ser dirigida a todos, com muito entusiasmo apelando à consciência e aos sentimentos dos ouvintes
ENTREGANDO O SERMÃO
Para os que não estão acostumados a pregar, um dos problemas mais críticos é o nervosismo, sentem-se amedrontados, começam a tremer e transpirar, pensam que não vão achar o que dizer, ou vão esquecer-se e etc.
Não são apenas os novatos que sentem medo, ainda existem muitos com experiência que se sentem assim.
Apresentaremos 3 passos importante que o pregador deve dar para amenizar o nervosismo durante a pregação:
1. Respirar forte e relaxar,
2. Orar e crer no Senhor,
3. Estudar bem a mensagem.
Existem pregadores que cansam os ouvintes, pelo tempo, pelo despreparo ou até pela imprudência.
Há também aqueles que se movimentam como fantoches ou ficam estáticos como múmias.
Se puder não ultrapasse aos 45 minutos, procure evitar ultrapassar os limites, observe o auditório, não julgue que todos estão gostando pois o "Amém, Amém" talvez seja para parar.
Procure olhar nos olhos das pessoas e nunca ficar olhando somente para uma única pessoa, nem mesmo para o relógio, parede, janelas, pés, teto ou ficar com os olhos fechados.
MÉTODO DE PREPARAR E PREGAR SERMÕES
Existem três métodos pelos quais os pregadores podem preparar e pregar:
1- Escrever e ler o sermão
Traz habilidade ao pregador em escrever, ter um estilo sempre correto, perfeito e atraente, visto que emprega as palavras com bastante cuidado e segurança.
Conserva melhor a unidade do sermão, evitando assim que o pregador vá para o púlpito nervoso e preocupado com vai falar.
Pode citar os textos bíblicos com bastante precisão, e gasta menos tempo em dizer o que tem a transmitir.
O pregador deve ter cuidado pois este método traz alguma desvantagem tais como:
Muito tempo para escrever, fica preso a leitura e pode perder o contato com os ouvintes, não é simpático ao povo e nem todo pregador sabe ler de maneira que impressione.
2- Escrever, decorar e recitar o sermão
Possui muitas vantagens como exposto no método anterior, tem mais vantagem porque exercita a desenvolver a memória, e deixa o pregador livre para gesticular, parece mais natural.
Cuidado deve ser tomado pois o pregador pode esquecer uma palavra ou frase, pondo assim em perigo todo o sermão é cair em descrédito.
3- Preparar um esboço e pregar
O pregador gasta menos tempo em preparar o sermão, habitua-se a desenvolver o pensamento e fica-se livre para gesticular.
O pregador fica livre para usar sua imaginação, criatividade e usar ilustrações que se lembrar no momento, também pode expandir seu temperamento emocional.
Este é o método mais utilizado na oratória.
Cuidados também devem ser tomados pois o pregador perde o hábito de escrever, pode se empolgar com a mensagem e esquecer o tema e o estilo não é tão apurado e elegante como os escrito.
ESTUDO BÍBLICO
Consistem os estudos bíblicos em escolher uma idéia central e depois, através da Bíblia, fazer um estudo das passagens que se relacionam com a idéia central. Para se conseguir isso, geralmente se necessita de uma concordância.
O segundo passo é escolher e determinar os pensamentos que vão ser usado como divisões do tema.
Depois escolher, dentre os muitos textos relacionados com o assunto, quais vão ser usados no desenvolvimento da exposição.
Geralmente se usa um ou dois textos, dos mais importantes e claros, no desenvolvimento de cada divisão.
Para desenvolver de maneira contínua a mensagem, e não ter que parar para procurar as passagens na Bíblia, convém copiá-las no esboço.
Essa forma de exposição tem muito valor, porque apresenta o ensinamento global da Bíblia referente a um assunto, e é fácil de se desenvolver.
PREPARANDO SERMÕES
1. Sermão Topical ou Temático.
Como já estudamos, o sermão Topical é aquele cuja as divisões e derivada do Tema. Uma forma lógica e prática para o desenvolvimento de um sermão Topical é a utilização das perguntas básicas ?
Porque ? Quando ? Como ? Onde? O que ?
Confissão
I João 1:9 Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.
I - O que devemos confessar ?
A ) Nossos pecados
B ) O Nome de Jesus
C ) O poder de Deus
II - Como confessar ?
A ) Com sinceridade
B ) Com fé
III - Quando devemos confessar ?
A ) Agora mesmo
B ) Ao ouvir a Palavra de Deus
IV - Qual o resultado da confissão ?
A ) Paz
B ) Perdão
C ) Comunhão
Desenvolver o sermão abaixo com as divisões já definidos, em grupo de 3 alunos .
Tema: O Cristo que não muda
Texto: Hebreus 13:8 Jesus é o mesmo ontem, hoje e eternamente.
I - O que não muda em Cristo ?



II - Por que não há mudança em Cristo ?



Desenvolver o sermão abaixo com o tema e texto definido, em grupo de 3 alunos
Tema : O Cristo Maravilhosos
Texto : Isaias 9:6 E o seu nome será Maravilhos.
2. Sermão Textual
Como já estudamos, o sermão textual é aquele cuja as divisões e derivada do texto.
Uma forma lógica e prática para o desenvolvimento é utilizar as divisões do próprio texto.
A entrada
João 10:9 Eu sou a porta, se alguém entrar por mim, salvar-se-á
I - Eu sou a porta.
A ) Da Salvação
B ) Da felicidade
C ) Estreita
II - Se alguém entrar por Mim
A ) Não há acepção de pessoas
B ) A única entrada
III - Salvar-se-á
A ) Uma decisão própria
B ) Da perdição eterna
Desenvolver o sermão abaixo com as divisões já definidos, em grupo de 3 alunos .
A postura do cristão
Salmo 1:1 Bem-aventurado o varão que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores.
I - Bem-aventurado



II - O varão que não anda segundo o conselho dos ímpios



III - Nem se detém no caminho dos pecadores



IV - Nem se assenta na roda dos escarnecedores



Desenvolver o sermão abaixo com o tema e texto definido, em grupo de 3 alunos
Tema : Olhar para Jesus
Texto: Hebreus 12:2 Olhando para Jesus, autor e consumador da fé...
3. Sermão Expositivo
Como já estudamos, o sermão expositivo é aquele cuja as divisões estão inseridas no fato narrado. Uma forma lógica e prática para o desenvolvimento de um sermão é a descrição do episódio.
O encontro com a vida
Lucas 7:11-17
I - A multidão que seguia a Jesus
A ) Pessoas desejosas
B ) Pessoas com esperanças
C ) Pessoas alegres
II - A multidão que seguia a viúva
A ) Pessoas entristecidas
B ) Pessoas sem esperanças
C ) Pessoas inconformadas
III - O encontro da vida com a morte
A ) A vida é uma autoridade
B ) A morte se curva ante a vida
IV - O resultado do encontro
A ) A ressurreição do jovem
B ) A alegria da multidão entristecida
C ) A edificação da multidão que seguia Jesus
D ) A conversão de muitos
Desenvolver o sermão abaixo com as divisões já definidos, em grupo de 3 alunos .
A mulher Samaritana
Texto: João 4:1-42
I - O encontro com a mulher



II - O diálogo



III - O testemunho da mulher



IV - O resultado do testemunho


pastor  VANDERLEY  SILVA     


A.D.T.H.T.G
A MENSAGEM QUE VEIO DO CÉU



A Bíblia é a revelação de Deus à humanidade. Deus é o seu autor, o Espírito Santo, seu intérprete e o Senhor Jesus, o seu assunto central. Ela expressa a vontade de Deus para o homem e lhe mostra o caminho da salvação.

Sondas especiais estão sendo enviadas ao espaço, para, entre outras coisas, tentar um contato com inteligências alienígenas. Acredita-se que muitos mistérios e enigmas da história deverão ser desvendados e, quem sabe, isso ajudará os seres humanos a resolver seus problemas mais agudos e, mais ainda, poderá responder àquelas clássicas perguntas: "De onde viemos? Quem somos? Para onde estamos indo?" A humanidade sente-se insegura diante dos problemas que se avolumam sem solução: desequilíbrio ecológico, perigos biológicos, escalada da violência, crime organizado, tráfico de drogas, acidentes nucleares, desemprego, fanatismo religioso, terrorismo, pobreza, fome, opressão. De alguma forma maneira, sentimos que precisamos desesperadamente, de respostas mas não sabemos onde econtrá-las. O fracasso das utopias tem deixado um sentimento de torpor e desânimo, como aquela sensação do homem perdido no deserto que, ao ver uma miragem, pensou ter visto e só encontrou areia. Tendo, durante muito tempo, rejeitado qualquer revelação nos antigos escritos sagrados, o homem se viu num imenso, misterioso e silencioso universo.
Ultimamente, um número cada vez maior de esperançosos abandona o materialismo dos pais e segue à busca do místico, tentando resgatar a herança cultural e espiritual. Daí o renascimento de antigos cultos pagãos. Daí a voracidade pelos escritos sagrados da Antigüidade. Daí a crença no poder dos cristais e no uso de mantras. Do Livro dos Mortos às profecias de Nostradamus, a nova geração começa a acreditar que a resposta estava ali o tempo todo.
Mas quem garante que a sabedoria dos antigos merece confiança? E se tudo não for mais uma panacéia enganadora que, a seu tempo, também vai decepcionar? Muitos céticos se recusam a acreditar em verdades absolutas, por uma razão muito simples: como o homem, limitado em seu conhecimento e compreensão, pode chegar à certeza? A História é testemunha de que os homens erram muito. O máximo que podemos tentar é o chute filosófico, é a opinião que pode ou não pode ser mais válida que as opiniões dos outros.
A única possibilidade da verdade absoluta estaria na existência de um ser infinito, possuidor de todo conhecimento, sabedoria e poder. Esse ser faria afirmações verídicas e absolutas por que não estaria, como nós estamos, limitados ao espaço e ao tempo. Assim, esse ser poderia nos ajudar a compreender as coisas que estão além do nosso alcance. Certamente, esse ser não revelaria todo o seu conhecimento. Primeiro, porque seria necessário sermos infinitos para ter todo o conhecimento. Segundo, esse ser saberia o que era e o que não era apropriado revelar a nós. Dependeria de sua infinita sabedoria administrar a concessão do seu conhecimento. Milhões, hoje, acessam a rede internacional de computadores. A informação disponível é estonteante. Basta um computador, um modem e uma linha telefônica. Mesmo assim, esse conhecimento é limitado. Como seria ter uma Mente Infinita? Que tipo de pesquisa faríamos? Que área iria nos interessar mais?
Até agora consideramos isso uma hipótese. Não obstante, se isso for realidade? E se, de fato, esse ser já se revelou e entrou em contato com os seres humano? Existe algum indício na História de que isso já terá acontecido? Muito mais do que indícios. Através dos séculos, diversos homens alegaram ter recebido revelações do próprio Criador. Certamente muitos deles não passavam de enganadores e provaram isso pela fragilidade das suas informações ou pela falta do cumprimento de suas profecias. Mas isso significa, necessariamente, que todos aqueles que alegaram receber revelações de Deus estão mentindo? Não é um fato que a existência do dinheiro falso pressupõe a existência do verdadeiro? Não seria de se esperar que o mesmo Deus que nos criou se preocuparia em se comunicar conosco? Não seria o próprio sentimento religioso um sinal, dentro da personalidade humana, de que há alguém lá em cima e desejoso de se relacionar conosco? Vejamos alguns homens que afirmam acreditar nessa revelação.


Os Profetas do Velho Testamento
Eles alegam ter recebido revelações de Deus. Esses homens, através dos séculos, escreveram livros que, segundo eles, eram mensagens enviadas pelo próprio Deus. Não devemos dispensa-los como fanáticos antes de ouvir o que têm a dizer: Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma sem primeiro revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas. (Am 3.7). Eis que ponho na tua boca as minhas palavras. (...) e falarás tudo quanto Eu te mandar. (Jr 1.9 e 7). Vejamos, também, os seguintes passos de Packer: "A fórmula Assim dis o Senhor, que introduz no Antigo Testamento oráculos proféticos, trezentas e cinqüenta e nove vezes, serve de testemunha da realidade da revelação, uma testemunha do fato de que o profeta não criava suas próprias mensagens, mas falava como porta-voz de Deus, de tal modo que aquilo que dizia precisava ser recebido, não como adivinhações, ou especulações humanas nem como idéias fantasiosas, mas como declarações divinas, sendo por isso mesmo verdades infalíveis." (Packer, p.17). Os profetas estavam tão cônsios da responsabilidade de entregar a mensagem de Deus que muitas vezes pediam a Deus que os poupasse desse peso.


Os Escritores do Novo Testamento
Estes são unânimes em reconhecer a revelação do Velho Testamento como originária da inspiração divina. O autor da carta aos Hebreus, por exemplo, enfatiza a realidade da revelação não somente através dos profetas, mas principalmente através de Jesus: Havendo Deus, outrora, falado muitas vezes e de muitas maneiras aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias nos falou pelo Filho (...). (Hb 1.1 e 2). A este respeito, afirma, de maneira clássica, o apóstolo Pedro: Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura foi dada por vontade humana; entretanto, homens (santos) falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo. (2 Pd 1.20 e 21). As profecias do Velho Testamento não eram especulações particulares sobre a História de Israel nem hipóteses levianas. O Espírito Santo, onisciente, impelia os profetas de tal maneira que o que registravam era a Palavra de Deus. O Apóstolo Paulo também afirma isso: Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça. (2 Tm 3.16). O Deus que soprou o fôlego de vida nos seres viventes é o mesmo que soprou Sua Palavra nas consciências dos Seus profetas.
A Igreja Primitiva estava plenamente consciente da natureza sobrenatural e divin das Escrituas. Quando o Colégio Apostólico se viu na necessidade de um novo apóstolo, Pedro lembrou que a traição de Judas fora predita: Irmãos, covinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo proferiu, anteriormente, pela boca de Davi. (At 1.16). Além disso, os escritores do Novo Testamento também reconhecem ter sido guiados pelo Espírito Santo para registrar novas revelações de Deus. De acordo com a promessa do próprio Jesus, o Espírito Santo lembraria de tudo o que Ele havia ensinado e os guiaria a toda a Verdade.


Mais Evidências
Se o próprio Espírito Santo supervisionou a entrega e o registro da revelação, Ele, sendo Deus onipresente, onisciente e onipotente, garantiu que isto seria feito sem erros. De imediato, as pessoas dizem que a Bíblia é livro de homens. Em outras palavras, falha e imperfeita. Por mais sinceros, eruditos e criteriosos que fossem os profetas, eles ainda estavam sujeitos às limitações da sua época e do seu conhecimento. Como poderiam deixar de errar? É natural, assim, esperar que a Bíblia apresente erros gritantes em questões filosóficas, científicas, literárias ou históricas. Os milagres, por exemplo, são vistos como lendas da Antigüidade, tão verdadeiros e históricos quanto Branca de Neve e os Sete Anões. De fato, tais conclusões seriam inevitáveis se o fator sobrenatural fosse descartado. Mas, se o Espírito Santo, sendo o mesmo Deus, estava por trás da produção da Bíblia, então é perfeitamente admissível que homens falhos fossem instrumentos para transmitir informações infalíveis. E foi exatamente isso o que ocorreu. Acostumamo-nos tanto a destacar as chamadas discrepâncias da Bíblia que, muitas vezes, perdemos de vista fatos relacionados com ela tão fantásticos que somente poderiam ser explicados por sua origem divina.


A Unidade da Bíblia
A Bíblia, na verdade, não é um livro mas uma coleção de livros. São sessenta e seis escritos distinto. Alguns deles têm autoria em comum como, por exemplo, o Evangelho de Lucas e Atos dos Apóstolos. Mas, na sua maioria, foram escritos por pessoas distintas, em épocas e locais diferentes e locais diferentes. Entre seus escritores, figuram um erudito como Isaías e um caipira como Amós, um rabi e um médico, além de profetas, reis, pescadores, poetas, historiadores. Viveram num período de pelo menos mil e quatrocentos anos em lugares tão diversos, como a Grécia, a Palestina e a Pérsia. Apesar dessa diversidade, o que chama a atenção do leitor da Bíblia é a sua espantosa unidade. Parece uma só história, grandiosa e abrangente. Do Gênesis ao Apocalipse, Deus figura como protagonista. As promessas da chegada do Messias, no Velho Testamento, são cumpridas no Novo. Como explicar esta unidade sem levar em conta a intervenção daquele que é o único e infalível Senhor da História?


A Mensagem Singular da Bíblia
Outro fato interessante é o conteúdo da mensagem bíblica. Entre a Bíblia e os outros escritos religiosos e filosóficos existe um abismo intransponível. Certamente valores como a verdade, a honestidade, e justiça e o altruísmo são comuns aos melhores escritos da humanidade. Nisso a Bíblia se identifica com todos os outros. Mas o que dizer do Deus apresentado pela Bíblia? Que contraste com a energia impessoal do Hinduísmo ou com os frágeis e grotescos deuses dos panteões greco-romanos! Deus se apresenta em toda a Sua majestade e grandeza: santo, justo, fiel, onipotente e onisciente; perfeito em amor e misericórdia, imutável em todos os Seus atributos. O próprio mistério da Santíssima Trindade demonstra um Deus maior que nossa razão. O homem, na Bíblia, é retratado no seu melhor e no seu pior estado. Enquanto na Filosofia o homem é deificado como senhor do seu próprio destino, na Bíblia o homem é criatura de Deus, pecador e dependente. Enquanto em algumas crendices o homem é parte de um jogo de dados cósmicos, joguete nas mãos de forças poderosas, na Bíblia o homem é criado por Deus com dignidade e sentido na História. O caminho bíblico para a salvação vai de encontro à idéia arraigada, no espírito humano, de que cada um deve promover a sua própria salvação. Na Bíblia, a salvação é um presente que não pode ser comprado, mas recebido com gratidão. O perdão dos pecados não ocorre por cerimônias vazias, mas mediante a morte do Filho de Deus na cruz, no lugar de pecadores. O destino final, na Bíblia, não é a aniquilação da personalidade nem um paraíso de prazeres carnais, mas a comunhão com Deus por toda a eternidade. E isto somente para aqueles que um dia aceitaram o caminho oferecido por Deus. Nenhum homem conceberia a idéia de um inferno de sofrimento eterno.


O Poder Transformador da Bíblia
Um outro fato impressionante, em relação à Bíblia, é o poder dela para transformar vidas. A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. (Hb 4.12). A simples leitura da Bíblia tem libertado viciados, regenerado criminosos, purificado pervertidos. O poder deste livro sagrado produz amor onde existe ódio, promove a paz onde existe a guerra, desenvolve conhecimento espiritual onde existe ignorância. Alguns céticos eruditos se aproximaram dela para ridiculariza-la e não conseguiram resisti-la. Hoje a defendem com todas as suas forças. Apesar de muitas vezes queimada e banida, a Bíblia continuou exercendo sua influência benéfica na raça humana. Que outro livro tem trazido tantas influências positivas na vida de pessoas e sociedades quanto a Bíblia?


O Cumprimento das Profecias
A Bíblia também demonstra sua origem divina pela precisão com que suas profecias são cumpridas. Os escritos de Nostradamus impressionam por ter, supostamente, predito acontecimentos que de fato tiveram lugar neste século. Mas suas afirmações são nebulosas e obscuras, sujeitas a diferentes interpretações. Por outro lado, as profecias bíblicas são cristalinamente específicas. Note, por exemplo, as profecias relacionadas com a pessoa do Messias. Centenas de anos antes, os profetas predisseram de que tribo seria Jesus, onde nasceria, como seria a Sua obra, como morreria. Tais fatos foram tão exatos, que não podem ser atribuídos a outras épocas nem a outras pessoas. Um dos fatos históricos mais marcantes foi o restabelecimento do Estado de Israel, após quase dois mil anos de exílio e sofrimento. A Bíblia, séculos antes, afirmara que isso ocorreria.
Deus, Senhor da História, com Seu poder e sabedoria infinitos, orquestrou, com exímia precisão, Seu processo de revelação. Levando em conta a cultura e personalidade de cada um dos profetas, Deus provê a raça humana de uma revelação e fez questão de preservá-la e dissemina-la, para que os homens tivessem acesso às riquezas de Sua sabedoria.


Juiz Supremo
É uma afirmação fantástica conferir à Bíblia a autoridade do próprio Deus. O caminho mais fácil é receber os escritos judaico-cristãos como impressões pessoais, sujeitas ao crivo de nossa razão ou preferência pessoal. Entretanto, como vimos, esta alternativa não é deixada para aqueles que crêem em Cristo como Filho de Deus. Na verdade, os cristãos têm afirmado, através dos séculos, que acreditam num milagre, aliás, numa série de milagres ocorridos no espaço e no tempo. Homens limitados e falhos receberam e registraram, sobrenaturalmente, revelações do próprio Deus, as quais deveriam ser publicadas a todos os homens. Sem dúvida, tais reivindicações são tão sérias quanto o fato de acreditar na ressurreição literal de Cristo e no julgamento final. Em última instância, trata-se de uma questão de fé. Entretanto, esta fé não é um salto no escuro, mas uma firme convicção na veracidade e no poder de Deus.
A partir do instante em que aceitamos a autoridade da Bíblia, somos chamados pela força da Palavra a nos submetermos à autoridade de Deus. Se Ele, o Criador, de fato se revelou aos homens através de palavras, tal revelação tem a força de lei para as Suas criaturas. Como Soberano do Universo, Deus tem o direito de exigir plena obediência às Suas ordens e fazer valer Sua autoridade através de justo julgamento. Deus, sendo onisciente e eterno, faz da Sua Palavra autoridade para todas as áreas da vida humana, sejam elas espirituais, morais, intelectuais e físicas.
No atual clima de relativismo, a opinião parece ser o único referencial para o que a pessoa deve crer ou praticar. Dentro desse contexto, o aborto e o homossexualismo devem ser analisados por critérios puramente pragmáticos. O fato de Deus ter revelado os limites da sexualidade humana e o respeito pela vida não é mais válido para o homem moderno. Ele não acredita que Deus tenha falado. Entretanto, para os evangélicos que aceitam a Bíblia como a Palavra de Deus, pesa a responsabilidade de levar essa convicção a sério. Não obstante, é triste notar que, também neste caso, a teoria está longe da prática. Hoje em dia, supostas revelações místicas têm mais autoridade do que a clara exposição da Bíblia. Cremos em idéias jamais ensinadas pelos profetas, por Jesus ou pelos apóstolos: regressão psicológica, decreto, entre outras coisas que jamais foram ensinadas na Bíblia. Então, por que as praticamos? [O motivo é ] Por que funcionam? [O motivo é] Por que atraem as pessoas?
Assumir a autoridade da Bíblia implica enfatizar aquilo que ela enfatiza. Em nome da relevância, estamos assimilando filosofias da época atual e saímos à busca de textos fora de contexto para justifica-las. Uma pregação teocêntrica enfatizará a mensagem da Bíblia. Certamente, ela não é popular. Nunca o foi. Se o crescimento numérico fosse o critério para a verdade, Jesus não teria tido muito sucesso na Sua vida terrena, pois até alguns dos Seus discípulos mais próximos O abandonaram quando Ele começou a expor todas as implicações do discipulado. Se cremos na Bíblia como a Palavra de Deus, devemos prega-la, quer ouçam quer deixem de ouvir. Em flagrante contraste com a mensagem bíblica, a pregação atual promete benesses sem compromisso, auto-afirmação em lugar de auto-negação. Foi o próprio Senhor Jesus quem disse: Quem quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. (Mc 8.34).
Assumir a autoridade da Bíblia implica recebê-la como a sabedoria de Deus na solução dos problemas humanos. Já na época de Jeremias, havia profetas auto-proclamados que ofereciam cura barata, mas ineficaz. Deus diz através do profeta: Curam superficialmente a ferida do meu povo. (Jr 6.14; 8.11). O povo de Deus abandona as águas cristalinas da verdade para beber nas cisternas furadas e apodrecidas do erro. O remédio de Deus parece ser mais amargo, porém é eficaz.
Assumir a autoridade da Bíblia implica em fazer de seus princípios referencias absolutos de ética. Não é de hoje que o mundo é pervertido e corrupto. Os cristãos da Igreja Primitiva tinham que enfrentar, diariamente, as pressões corruptoras do degradado Império Romano – o que, muitas vezes, os conduziram à tortura e ao martírio. Eles levaram a sério o mandamento de Jesus para serem sal da terra e luz do mundo. Atualmente, muitos evangélicos não têm sido conhecidos pela integridade. Pelo contrário, os mesmos critérios ou a falta de critérios são usados nos negócios e nas relações interpessoais. Pessoas não-evangélicas ficam impressionadas com a alta cumplicidade, entre alguns evangélicos, na corrupção praticada com tanta naturalidade. Se afirmamos ser a Bíblia a Palavra do próprio Deus, somos responsáveis de acatar as ordens do Rei.