sábado, 22 de outubro de 2016

ARMAS FUNDAMENTAIS PARA O CRISTÃO

(II Corintios 10.4) pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas;
1a. FÉ        2a. ORAÇÃO        3a. PALAVRA

Fé comum aos que crêem - (Marcos 16.17) E estes sinais acompanharão aos que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas;
Fé como dom do espírito - (I corintios 12.9) a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar;
Fé para salvação - (Efésios 2.8) Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus;
Fé firme fundamento - (Hebreus 11.1) Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem.
Fé que vence o mundo - (I joão 5.4)porque todo o que é nascido de Deus vence o mundo; e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé.


1a. FÉ:
"Escudo cristão" (Efésios 6.16) tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno.

a. Dúvida
* "Amaldiçoa teu Deus"(Jó 2.9) Então sua mulher lhe disse: Ainda reténs a tua integridade? Blasfema de Deus, e morre.

b. Fé e confiança no seu redentor
* "Eu sei que o meu redentor vive"(Jó 19.25) Pois eu sei que o meu Redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra.

2a. ORAÇÃO:
* "Muito pode a súplica do justo"(Tiago 5.16) Confessai, portanto, os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros, para serdes curados. A súplica de um justo pode muito na sua atuação.

a. "Não te engane o teu Deus"(II Reis 19.10) Assim falareis a Ezequias, rei de Judá: Não te engane o teu Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalém não será entregue na mão do rei da Assíria.

b. "Vitória de Ezequias através da oração"(II Reis 19.15) E Ezequias orou perante o Senhor, dizendo: Ó Senhor Deus de Israel, que estás assentado sobre os querubins, tu mesmo, só tu és Deus de todos os reinos da terra; tu fizeste o céu e a terra.

3a. PALAVRA:
* "Espada do crente" (Hebreus 4.12) Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.
(Efésios 6.17) Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;

"Vitória de Jesus sobre Satanáis no deserto através da palavra"
(Mateus 4.10) Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás.



A PALAVRA DE DEUS É ETERNA
II Tim 3:14 – 17
INTRODUÇÃO:
A palavra Bíblia é de origem grega, e está na forma singular. O seu sentido, porém, é plural e significa, literalmente, livros . Isto porque, na realidade, a Bíblia não é só livro, mas uma seleção de livros ou uma pequena biblioteca, num só volume.
NARRAÇÃO:
Paulo no verso 10 está dizendo que Timóteo tinha seguido de perto o ensino, no procedimento, no propósito, na sua fé e na longanimidade, no amor e na perseverança; ainda diz que ele havia sofrido várias perseguições mas Deus o livrou, e todos que forem viver piedosamente em Cristo Jesus será perseguido; no verso 14 diz a Timóteo, para permanecer naquilo que em ele ensinou e de quem foi inteirado, desde pequeno, Timóteo sabia a sagrada letra, porque as Escrituras são divinamente expirada por Deus para o ensino, para repressão e correção, para que todo o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa alma.
TEMA :
Porque a Palavra de Deus permanece para sempre?
I-A Bíblia ela é viva
"Fostes regenerados, não da semente corruptível, mas de incorruptível, mediante a Palavra de Deus, a qual vive e é permanente" I Pedro 1:23; ou seja, quando nós ouvimos a Palavra de Deus o Espírito Santo trabalha em nosso ser para nós voltarmos ao Pai, e aí que vem a regeneração depois a conversão.
Mas como pode a Palavra de Deus ser viva?
Eu pego a minha Bíblia e ela não faz nada. Fica parada, simplesmente. Será que as páginas são vivas, a tinta, ou o couro?
Vejamos o que não está vivo, ou melhor, aquilo que está morrendo. As coisas no nosso mundo estão mortas ou morrendo. Corrupção, destruição, decadência - são estas coisas que nos cercam. A morte reina neste cemitério com todos caminhando para o fim. As pessoas costumam dizer: "Estou gozando a vida", mas na realidade estão decaindo a cada dia que passa, porque toda a carne é como a erva, e toda a sua glória, como a flor da erva; seca-se a erva e cai a sua flor; ( I Pedro 1:24).
Em contraste com o que reina no mundo, a Bíblia é inesgotável, inextiguível e geradora de vida. O sistema mortal do mundo não pode atingi-la, não consegue anular a sua validez, deteriorar sua realidade ou demolir sua verdade.
Cuidado! Está viva.
A Bíblia está viva
Está viva em si mesma, vive em perene vigor. Em qualquer geração e idade, toda pessoa que lê a Bíblia encontra vida e vigor. Se nós lermos um texto várias vezes vamos ver que este texto tem vários ensinamentos de formas diferentes. Sabe de uma coisa? Estes livros ainda contém mistérios que nós não saberemos aqui na terra. Cada vez mais nós lemos e ficamos deslumbrado a tanta novidade!
Outra razão pela qual dizemos que a Bíblia vive é devido à sua atualidade. Você já folheou seus velhos livros de escola? A maioria está desatualizada. A ciência continua a fazer novas descobertas e novos livros são produzidos, no entanto, a Bíblia jamais se desatualiza.
Ela discerne os corações; possui uma percepção interior surpreendente. Por vezes, quando estamos em pecado ao ler a Bíblia, quase morremos de vergonha.
A Bíblia é uma espada afiada de dois gumes que discerne os pensamentos e os propósitos do coração ( Hebreus 4:12).
Revela exatamente aquilo que somos. É por isso que aqueles que desejam permanecer no erro não a lêem, acabam sendo descobertos seus pecados. Estas são algumas das razões pelas quais dizemos que a Palavra de Deus é viva em si mesma.
II- A Bíblia transmite vida.
Não apenas a contém, mas a transmite. O maior poder de qualquer organismo vivo é a capacidade de reproduzir vida espiritual. Mas a Palavra de Deus é viva e reproduz. Tiago 1,18 nos diz: "Pois o segundo o seu querer, ele nos gerou pela palavra da verdade..." A Palavra de Deus é que faz isso. O Espírito Santo utiliza-se da Palavra para produzir novo nascimento. A única forma de se tornar filho de Deus é ser gerado pela Palavra. Em João 1:12 diz: Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feito filhos de Deus, a saber, ao que crêem em seu nome. Para nós participarmos como filhos de Deus temos que conhecer a Jesus Cristo e como vamos ficar conhecendo o nosso Senhor e Salvador? É somente pela Palavra de Deus e esta transmite a vida.
Consideremos a parábola do semeador em Lucas, no oitavo capítulo. A Palavra de Deus é a semente espalhada pelo mundo; quando cai ao lado do caminho é logo arrebatada pelo diabo, para que as pessoas não creiam e sejam salvas. Qual é o único ingrediente no qual as pessoas precisam crer para a salvação? É a Palavra.
Outra prova de que a Palavra é essencial para o processo de regeneração pode ser demonstrada através de João 6:63,"O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que vos tenho dito são espírito e são vida".
III - A Bíblia sustenta a vida espiritual
A vida exige alimento, e a Palavra de Deus é esse alimento. Pedro disse: "Desejai ardentemente, como crianças recém-nascidas, o genuíno leite espiritual, para que ele por vos seja dado crescimento para a salvação". (I Pedro 2:2).
Como nós, quando bebezinho, não podíamos viver sem leite, assim devemos desejar alimento que nos faça crescer espiritualmente. Afinal de contas, nós já vimos que a Palavra de Deus pode vivificar-nos, suster-nos e transformar nossas vidas, então deseje-a, você já experimentou a Palavra; agora alimente-se dela.
Muitos cristãos não desejam ardentemente a Palavra; como resultado, são fraquinhos, franzinos, desnutridos. Há outros lugares em que a Bíblia fala de si mesma como sustento:

" Achadas as Tuas palavras, logo as comi, as tuas palavras me foram gozo e alegria para o coração, pois pelo teu nome sou chamado, ó Senhor, Deus dos Exércitos."(Jeremias 15:16).
Paulo lembra a mesma coisa a Timóteo, vista de outro ângulo: "Expondo estas cousas aos irmãos, serás bom ministro de Cristo Jesus, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido"( I Timóteo 4:6).
O alimento do cristão é a Palavra de Deus; precisamos também crescer para finalmente podermos comer carne.
Irmãos, a Palavra de Deus tem que ser estudada, tem que ser honrada, amada e obedecida.
ESTUDE-A: Espero que como Apolo, você se torne poderoso nas Escrituras (Atos 18:24). Quando Jesus abriu e explicou as Escrituras aos dois discípulos no caminho para Emaús, eles comentaram "Porventura não nos ardia o coração, quando ele, pelo caminho nos falava, quando nos expunhas as Escrituras?" (Lucas 24:32).
À medida em que nós estudamos as Escrituras, você poderá "se apresentar aprovado como obreiro que não tem de que se envergonhar que maneja bem a Palavra de Deus" (II Timóteo 2:15).
HONRE A PALAVRA: Os cidadãos de Éfeso honravam a estátua de Diana porque acreditavam que ela tivesse caído do céu da parte de Júpiter. Assim, adoravam a feia, grosseira e horripilante imagem. Mas uma coisa inteiramente bela veio-nos do céu, da parte de Deus – Sua preciosa Palavra – mais valiosa do que ouro e rubis (Provérbios 3:14-15).
AME A PALAVRA DE DEUS: Dê a ela do seu tempo e de sua atenção, como você faria com qualquer outro objeto de estimação.
" Quanto amo sua lei! É a minha meditação todo o dia," diz o salmista (Salmo 119:97). Será que você pode dizer isto?
 OBEDEÇA A PALAVRA DE DEUS: Faça o que ela nos diz. A comunicação com Deus não é opcional, nem ligo ao qual você se submete se tem vontade. É obrigatória. O grande reavivamento do tempo de Neemias ocorreu quando os homens vieram ao sacerdote e disseram "Trazei o livro"(Neemias 8:1). Renove seu coração permitindo que a Palavra de Deus dirija a sua vida.
 Estas cinco sugestões permitem que você empregue a Escritura em sua vida; no entanto, há cada reflexão existe um novo tesouro de crescimento espiritual. Cada uma é baseada nesta Escritura – é o princípio da Palavra de Deus.
 CONCLUSÃO:
Logo que chegamos ao conhecimento do que vem ser a Palavra de Deus e o quanto é importante para nós; basta agora, desfrutamos daquilo que Ela pode nos proporcionar, principalmente praticando os ensinamentos daquele cujo é o centro: Jesus Cristo.
"Portanto quem ignora as Escrituras, ignora Cristo."
Hoje em dias por muitas vezes nos rendemos as coisas do mundo e deixamos de lado a Palavra; com tudo o que aprendemos e vemos de exemplo, podemos e devemos dar uma maior importância a Bíblia.
Podemos constatar que todos os meios aqui explanados se tornaram parte do nosso dia a dia se queremos uma intimidade maior com a Palavra temos que colocá-los em prática, por mais difícil que seja a tarefa.



INTRODUÇÃO A  EFÉSIOS


Mais do que uma carta, a Epístola aos Efésios (Ef) é um escrito doutrinário e exortatório, que revela no seu autor fundamentais interesses pedagógicos e pastorais. É uma reflexão sobre a Igreja, vista como Corpo de Cristo (1.22b-23; 4.15-16. Cf. Cl 1.18), e um sólido ensinamento sobre a salvação que Deus oferece aos pecadores (2.4-9).

ÉFESO
Desde o ano 133 a.C., com uma população próxima a meio milhão de pessoas, Éfeso era a capital da província romana da Ásia e residência oficial do governador. Estava situada em um lugar privilegiado da costa do Mediterrâneo, com um porto de muito tráfego e uma importante via de comunicação com o interior da Ásia Menor. Contribuía para aumentar o prestígio da cidade o culto à deusa Diana, em cuja honra se havia erigido um templo em Éfeso, ao qual devotos de “toda Ásia e o mundo” (At 19.23-41) acudiam em peregrinação.
O Livro de Atos faz referência a duas visitas de Paulo a Éfeso. A primeira foi breve (At 18.19-21), mas a segunda se prolongou “por três anos” (At 19.1—20.1,31), um período cuja duração indica a importância da obra missionária realizada ali.

PROPóSITO
As freqüentes alusões que o apóstolo faz, em outras epístolas, a Éfeso ou a pessoas relacionadas com essa cidade revelam estreitos laços de trabalho e afeto que o uniam à comunidade cristã estabelecida ali (cf. 1Co 15.32; 16.8; 1Tm 1.3; 2Tm 1.18; 4.12). Contudo, na presente epístola, nota-se uma ausência quase total tanto de nomes próprios (exceto Tíquico, citado em 6.21) como das saudações pessoais que são habituais nos escritos paulinos. Isso leva a pensar que se trata mais de uma espécie de carta circular dirigida a diversas congregações.
O pensamento em torno do qual se estrutura a Epístola aos Efésios é a unidade da Igreja e de toda a criação sob o governo de Cristo ressuscitado (1.20-22a), pois vão “convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra” (1.10). Este é o propósito de Deus, mantido no oculto da sua sabedoria (3.10), o qual agora há de ser revelado universalmente por meio da Igreja (3.10-11).

CONTEúDO E ESTRUTURA
O texto da carta é formado por duas seções principais. A primeira (1.3—3.21), de caráter doutrinário, se apresenta após algumas palavras iniciais de saudação (1.1-2). A segunda (4.1—6.20) contém uma série de exortações para se viver de acordo com a vocação e a fé cristã. Por último, um breve epílogo põe ponto final à carta (6.21-24).
A seção doutrinária começa com um louvor a Deus (1.3-14), que nos escolheu em Cristo “antes da fundação do mundo” (v. 4) e “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo” (v. 5). Essa eleição e destino pertencem ao “mistério da vontade” divina, agora manifestado, de que tanto judeus como gentios são chamados a participar dos benefícios da redenção (1.9; 2.11-22).
Em uma oração de gratidão e súplica pela fé e pelo amor dos efésios (1.15-23), Paulo evoca a grandeza do poder de Deus (1.19) e o senhorio único e definitivo de Jesus Cristo, cabeça da “igreja... plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (1.22-23).
O cap. 2 recorda aos leitores que, ainda que antes estivessem mortos nos seus “delitos e pecados” (2.1-3), agora são salvos pela graça (2.5) e fazem parte de um povo único, no qual não há diferenças de classe nem inimizade de raça (2.14-16), pois todos nele pertencem à família de Deus (2.19-22).
O mistério da salvação dos não-judeus foi revelado pelo Espírito aos santos apóstolos e profetas de Cristo (3.5). E também o foi a Paulo (3.3), ministro como eles, escolhido por Deus para anunciar o evangelho aos gentios (3.8).
Na segunda seção, o apóstolo exorta a “preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (4.3-6), o que em nada se opõe à diversidade dos dons espirituais que devem estar sempre presentes na Igreja (4.7-16; cf. 1Co 12).
A vocação cristã há de manifestar-se na renovação profunda da pessoa, com o abandono dos antigos hábitos perniciosos e fazendo conciliar pensamentos, palavras e atitudes com a realidade da nova vida em Cristo (4.22-24). Os princípios do Espírito: “bondade, justiça e verdade” (5.9) devem governar o coração dos crentes e dirigir todos os seus relacionamentos humanos: de esposas e esposos, de pais e filhos e inclusive de senhores e escravos (5.21—6.9).
Particularmente importante é a passagem de 5.21-33, onde o autor estabelece um paralelismo entre a unidade essencial de Cristo e a sua Igreja e a figura do matrimônio.
A seção conclui com uma exortação a lutar contra o mal. A indumentária e as armas do soldado inspiram a Paulo a figura militar que achamos em 6.10-20, com a qual, mais uma última nota de despedida, termina o corpo central da carta.

DATA E LUGAR DE REDAçãO
Como ocorre com outros textos epistolares do Novo Testamento, também não há unanimidade de critério sobre a data e o lugar de redação dessa epístola, incluída no grupo das chamadas “da prisão” (ver a Introdução às Epístolas) por causa do testemunho do autor sobre a sua situação pessoal (3.1; 4.1). Tendo presente essa clara referência ao seu cativeiro, se tem pensado que a carta foi escrita em Roma, entre os anos 60 e 61 d.C.
Por outro lado, Efésios oferece algumas peculiaridades literárias de vocabulário e de perspectiva teológica que a diferenciam dos demais escritos paulinos, com exceção da Epístola aos Colossenses, com a qual tem muitas afinidades em temas, conceitos e expressão.

ESBOçO:
Prólogo (1.1-2)
1. A Igreja é criação de Deus em Cristo (1.3—3.21)
a. O plano de Deus preparado desde a eternidade (1.3-23)
b. Salvação por graça, em Cristo, para toda a humanidade (2.1-22)
c. Paulo constituído apóstolo para os gentios (3.1-21)
2. A Igreja foi criada para produzir boas obras (4.1—6.20)
a. A unidade mediante a diversidade de dons (4.1-6)
b. Nova vida em Cristo (4.7—5.21)
c. A relação entre Cristo e a família cristã (5.22—6.9)
d. As armas espirituais do cristão (6.10-20)
Epílogo (6.21-24)