quinta-feira, 20 de outubro de 2016



                           INTRODUÇÃO A  GÁLATAS
 GALáCIA
A Epístola aos Gálatas (Gl) é uma preciosa fonte de informação sobre os primeiros passos do evangelho na Galácia. Graças a ela, sabemos da atividade desenvolvida por Paulo em uma região que cobria grande parte da zona central da Ásia Menor e que, desde o séc. I a.C., estava anexada ao Império Romano com a categoria de “província”.
Naquele tempo, a Galácia era povoada pelos descendentes de antigas tribos celtas (ou “galas”, de onde procede o nome do país) que três séculos antes haviam emigrado do centro da Europa. Algumas delas chegaram até a Ásia Menor, estabeleceram-se e, aos poucos, logo se espalharam pelos amplos territórios compreendidos nos limites da atual Turquia.
Fora da epístola, a Galácia é mencionada apenas cinco vezes no Novo Testamento (At 16.6; 18.23; 1Co 16.1; 2Tm 4.10; 1Pe 1.1). No entanto, apesar dessa escassez de notícias, é evidente a importância que teve para a história da igreja. Sabemos, pelo testemunho pessoal de Paulo, que ele ali anunciou Jesus Cristo (4.13), e não há dúvida de que também fundou um certo número de pequenas comunidades cristãs dispersas por toda a província.
Para essas igrejas redigiu a epístola. Mas não para uma comunidade em particular e determinada, mas para as da Galácia em geral (1.2), formadas por crentes que, na sua maioria ou, possivelmente, na sua totalidade, procediam do paganismo (4.8).

PROPóSITO
Os crentes da Galácia, em princípio, mostraram uma grande satisfação por causa do evangelho; e, durante um tempo, haviam vivido a sua fé cristã com a mesma alegria e confiança com que também haviam recebido a presença do apóstolo (4.13-15). Mas, não muito depois, aquela primeira alegria e fervor parecia ter se esfriado (5.7), o que coincidiu com o surgimento de sérios problemas doutrinários entre eles. Por isso, Paulo se sentiu movido a escrever esta carta, na qual, por um lado, reprova a frágil fé dos gálatas e, por outro, denuncia as atividades de certos “falsos irmãos que se entremeteram com o fim de espreitar a nossa liberdade que temos em Cristo Jesus” (2.4).
Com essas e outras expressões duras (cf. 1.8-9; 5.10,12; 6.12-13), o apóstolo se refere a alguns grupos de origem judaica que percorriam igrejas recém-formadas e as confundiam com ensinamentos alheios e inclusive opostos ao evangelho e que, além disso, atacavam a sua autoridade e a legitimidade do seu apostolado (1.10-12).
Aqueles a quem Paulo chama de “falsos irmãos” tentavam convencer os gálatas de que o evangelho de Jesus Cristo, para ser perfeito, teria de ser submetido à lei de Moisés e manter em vigor determinadas práticas próprias do Judaísmo, principalmente a circuncisão (3.11-14; 5.1-6; 6.12-13). Eram, pois, judaizantes, os quais, pretendendo perpetuar a vigência de normas que em Cristo se tornaram superadas, impulsionavam os crentes para que se afastassem da “verdade do evangelho” (2.5), que é fundamento da “liberdade” concedida por Cristo (5.1).
Em seguida, Paulo advertiu a respeito do sério perigo que as congregações cristãs visitadas pelos judaizantes corriam. Compreendeu que se tratava de um perigo real, que afetava questões básicas para a fé e a vida da igreja e que vinha perturbar o sentido do único evangelho (1.7-9) da salvação por meio de Cristo.

CONTEúDO E ESTRUTURA
A Epístola aos Gálatas está tematicamente relacionada com a de Romanos (ver a Introdução dessa última). Começa com uma apresentação do assunto de que irá tratar (1.1-10) e, ao contrário do costume de Paulo, não contém ação de graças nem expressão alguma que dê testemunho de um sentimento de alegre afeto. Consta simplesmente de um rápido início e algumas palavras de bênção e doxologia seguidas pelo enunciado principal da carta: Não há mais nenhum evangelho além do de Jesus Cristo.
A epístola está dividida em três seções: Na primeira (1.11—2.21), Paulo defende a autenticidade da mensagem do evangelho que havia pregado nas igrejas da Galácia (1.11-12). Desse modo, reivindica a legitimidade do seu trabalho de apóstolo chamado e enviado por Deus para anunciar Jesus Cristo entre os gentios (1.15-16). Refere-se também a alguns aspectos da sua vida e conduta: o seu anterior fanatismo judaico, que o levou a perseguir “sobremaneira (...) a Igreja de Deus” (1.13); o reconhecimento do seu ministério por parte dos apóstolos de Jerusalém (2.1-9) e a sua oposição a Pedro na Antioquia da Síria (2.11-14). Finalmente, põe em destaque o valor da fé, pela qual Deus justifica o pecador (2.15-21).
A segunda seção (3.1—5.12) começa com uma admoestação aos que haviam sido enganados com o cumprimento externo da lei e menosprezavam assim a graça de Deus (3.1-5). Em seguida, faz uma consideração sobre a fé do Patriarca Abraão (3.6), de como Deus fez com que as bênçãos e as promessas que havia feito a ele alcançassem os gentios (3.14,28-29) e qual é a vigência atual da lei mosaica (3.19-24; 4.1-7). O restante da seção (4.8—5.12) é um convite a permanecer “firmes” na liberdade que Cristo nos concedeu (5.1).
A terceira parte da epístola (5.13—6.10) consiste em uma exortação a fazer bom uso dessa mesma liberdade, a qual deve configurar a vida do cristão conforme a norma do amor: sendo “servos uns dos outros, pelo amor” (5.13) e levar “as cargas uns dos outros” (6.2). Esta é a “lei de Cristo” (6.2) e o caminho pelo qual o Espírito de Deus conduz a igreja (5.16-18,25). Nessa seção está incluído o catálogo de vícios e virtudes, melhor conhecido como “as obras da carne e o fruto do Espírito”.
A conclusão da epístola inclui algumas observações com o caráter de resumo (6.12-17), uma anotação de Paulo escrita do seu “próprio punho” e letra (6.11) e uma breve bênção final (6.18).

DATA E LUGAR DE REDAçãO
Provavelmente, Paulo tenha redigido a Epístola aos Gálatas em Corinto, entre os anos 55 e 60, pouco antes ou pouco depois de ter escrito aos cristãos de Roma

ESBOçO:
Prólogo (1.1-9)
1. O Evangelho anunciado pelo apóstolo (1.10—2.21)
a. Recebido mediante revelação direta de Jesus Cristo (1.10-24)
b. Reconhecido pelos líderes da igreja de Jerusalém (2.1-14)
c. Centraliza-se na justificação pela fé em Cristo (2.15-21)
2. O Evangelho da graça de Deus e a liberdade cristã (3.1—5.12)
a. A suficiência da fé (3.1-14)
b. A relação entre lei e promessa (3.15-29)
c. Demonstração de que a salvação é obra da graça de Deus (4.1-31)
d. Exortação a permanecer firmes na liberdade (5.1-12)
3. O uso da liberdade cristã (5.13—6.10)
a. O correto uso da liberdade cristã (5.13-25)
b. A vida no Espírito (5.26—6.10)
Epílogo (6.11-18)

                                    INTRODUÇÃO A  2  CORÍNTIOS

No tempo transcorrido entre as duas epístolas dirigidas aos coríntios, o relacionamento do apóstolo Paulo com aquela igreja teve algumas mudanças importantes.
O risco de ruptura da comunhão, causa imediata do envio da primeira carta (ver a Introdução a 1Coríntios), não é mais mencionada na segunda. É possível que os conselhos e as admoestações de Paulo tiveram o efeito desejado, e que por fim a ameaça de divisão ficasse superada.

PROPóSITO
Foram, pois, outros problemas que deram origem à Segunda Epístola aos Coríntios (2Co). Deles se sabe que eram graves e que afetaram profundamente o apóstolo, ainda que das circunstâncias em que se produziram e do curso dos acontecimentos só tenham restado uns poucos dados isolados.
O que consta é que Paulo havia resolvido permanecer uma longa temporada em Éfeso. E que, com efeito, por um espaço de três anos, residiu nessa cidade (At 20.31), onde, apesar da oposição de muitos, se havia aberto “uma porta grande e oportuna” ao anúncio do evangelho (1Co 16.9).
É provável que de Éfeso, pouco depois de haver escrito 1Coríntios, o apóstolo viajara pela segunda vez a Corinto, a capital da Acaia. Agora, em 2Coríntios, manifesta: “pela terceira vez, estou pronto a ir ter convosco” (12.14; cf. 13.1).
Aquela segunda visita feita, entre as duas epístolas, consistiu em uma rápida viagem de ida e volta, que o decepcionou e o encheu de amargura (2.1-4). Paulo pôde comprovar pessoalmente que as coisas não iam bem na igreja de Corinto, onde, inclusive, se havia tentado desprestigiar o seu ministério e pôr em dúvida a sua autoridade apostólica e a dos seus colaboradores.

A “CARTA COM LáGRIMAS”
Depois do seu regresso a Éfeso, voltou a escrever aos coríntios. E o fez com o ânimo ainda dolorido, como mais tarde ele mesmo haveria de comentar: “Porque, no meio de muitos sofrimentos e angústias de coração, vos escrevi, com muitas lágrimas” (2.4). Trata-se de uma carta apropriadamente chamada “com lágrimas”, que alguns comentaristas consideram irremediavelmente perdida, embora outros crêem descobri-la na seção 10.1—13.1 de 2Coríntios. Se este fosse o caso, 2Coríntios seria o resultado de uma fusão muito antiga de pelo menos dois textos paulinos.
A pessoa encarregada de levar a Corinto a “carta com lágrimas” foi Tito, “companheiro e cooperador” de Paulo (8.23; 12.18). Nessa ocasião, o apóstolo decidiu ficar em Éfeso, decisão que logo se viu frustrada por ter de abandonar a cidade subitamente (At 20.1), devido ao alvoroço promovido pelo ourives Demétrio (At 19.23-41).
Quando Tito voltou a se encontrar com Paulo, pôde comunicar-lhe a boa notícia de que a situação em Corinto havia melhorado. Os crentes lamentavam o que havia acontecido e, ao que parece, se sentiam sinceramente arrependidos (7.5-16).
Esta informação, no entanto, chegava acompanhada de outras menos agradáveis sobre a presença de judaizantes (talvez procedentes de Jerusalém) que não recuavam do seu empenho de destruir o prestígio de Paulo na Acaia e de menosprezar a sua autoridade moral (11.22-31; 12.11-13. Ver a Introdução a Gálatas). Apesar disso, em termos gerais, a presença de Tito levou tranqüilidade ao coração do apóstolo (2.12-13; 7.6,13-14; 8.6,16).

CONTEúDO E ESTRUTURA
A carta começa com uma introdução (1.1-11) que conduz ao corpo principal, dividido em três seções (1.12—7.16; 8.1—9.15; 10.1—13.10), e conclui com algumas palavras de despedida e uma doxologia (13.11-14).
Na primeira seção (1.12—7.16), Paulo reflete sobre o estado do seu relacionamento com a igreja de Corinto e expõe as razões que teve para desistir do seu desejo de visitá-la (1.12—2.17). Defende apaixonadamente o seu ministério apostólico, que ele chama de “ministério do Espírito” (3.8) e “da reconciliação” (5.18-20), porquanto também Deus “nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo” (5.11—6.10), e exorta os crentes a viverem limpos “de toda impureza, tanto da carne como do espírito” (7.1; ver 6.11—7.16).
A segunda seção (8.1—9.15) consiste em um chamado à solidariedade para com os cristãos de Jerusalém, que estavam atravessando uma etapa difícil de necessidades materiais (Rm 15.26). É evidente, além do mais, que o apóstolo confiava pouco na generosidade dos coríntios, os quais, entusiasmados a princípio com a idéia de auxiliar os crentes da Judéia, logo, chegado o momento de arrecadar a oferta, pareciam mostrar-se menos favoravelmente dispostos (8.1-15).
A terceira seção da carta (10.1—13.10) surpreende pela veemência do tom empregado. O autor, voltando ao tema do ministério, defende o seu direito de ser considerado apóstolo e de ser respeitado como tal. Refere-se às suas muitas tribulações, afirmando que nelas se apraz por amor a Cristo, pois, como disse, “quando sou fraco, então, é que sou forte” (12.10). E, diante dos que ele chama de “tais apóstolos” (11.5; 12.11), manifesta que os títulos do seu próprio apostolado são uma vida consagrada inteiramente ao serviço de Jesus Cristo.

DATA E LUGAR DE REDAçãO
Os dados de que atualmente se dispõe não permitem precisar o momento nem o lugar de redação de 2Coríntios. Somente a título de probabilidade, poderia ser sugerido que foi escrita entre os anos 54 e 57, em alguma cidade da Macedônia, talvez em Filipos.

ESBOçO:
Prólogo (1.1-11)
1. O apóstolo defende o seu ministério (1.12—7.16)
a. Razões das mudanças nos planos de viagem (1.12—2.17)
b. A grandeza do ministério da nova aliança (3.1—4.6)
c. O zelo do apóstolo na condução do seu ministério (4.7—6.10)
d. Admoestação aos coríntios (6.11—7.4)
e. O relatório de Tito (7.5-16)
2. Oferta para os santos de Jerusalém (8.1—9.15)
a. Recomendações para completar a obra de ajuda (8.1—9.5)
b. Bênçãos derivadas da oferta (9.6-15)
3. Nova defesa do ministério apostólico (10.1—13.10)
a. Legitimidade do ministério (10.1—12.13)
b. Preparação de uma nova visita (12.14—13.10)
Epílogo (13.11-13)
DEZ MOTIVOS PARA NÁO DESISTIR



O que é desistir? A palavra vem do latim “desistere”, que significa não prosseguir, renunciar. Quando aceitamos o Senhorio de Jesus sobre nossas vidas, temos de abrir mão  de muitas coisas, dando lugar a novas atitudes, novos pensamentos, enfim, dando lugar ao NOVO HOMEM. A Bíblia nos dá inúmeros motivos, pelo qual jamais devemos desistir e tenho tomado posse de alguns deles para conseguir superar as dificuldades quando as mesmas me sobrevêm:

Primeiramente creio na fidelidade de Deus nas sua promessas e palavras. Samuel 
22:31 “Quanto a Deus, o seu caminho é perfeito, e a palavra do Senhor é fiel; é ele o
escudo de todos os que nele se refugiam”.

Mesmo quando sou ridicularizado, maltratado, procuro lembrar o que Jesus falou
em  Mateus 10:22 “E sereis odiados de todos por causa do meu nome, mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo.”

Muitas vezes fico pensando na fé que Abraão teve para que com quase 100 anos crer na promessa de Deus para sua vida. Gn 17:16, talvés até tenha sido ridicularizado, mas ele creu, e assim conquistou o seu legado.

Muitas vezes somos questionados, e a bíblia me mostra que Deus é um Deus que usa as coisas tolas para confundir as sabias, assim como foi com o profeta Amós, homem simples, mas que não temeu ao poderoso sacerdote Amazias. Amós 7: 14 e 15.

Gosto de lembrar do livro de Rute, quando Elimeleque e sua esposa Noemi saem de Belém (que significa Casa do pão), e vão procurar alimento em outras terras. (Rute 1:1 e 2)
E penso, o que encontrarei longe da Casa do Pão? Sim, que farei longe da Casa de Deus?

Por muitos anos temi o mal e buscava maneiras de fugir dele, mas agora acredito no que está escrito em Rm 12:21 “Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.”

Porque tenho de alcançar um objetivo na minha vida: Ap. 12:17  “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. Ao que vencer darei do maná escondido, e lhe darei uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe.”

Porque nada pode me afastar do amor de Deus:  “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem principados, nem coisas presentes, nem futuras, nem potestades,nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor.” (Rm 8:38,39)

Porque Jesus veio me resgatar: [Porque o Filho do homem veio salvar o que se havia perdido.] Mateus 18:11


Finalmente o maior de todos os motivos, é que não posso rejeitar um amor como este: Jô 3:16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.