quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

 Malaquias 3.10 
Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.
                      DEFINIÇÃO DE DÍZIMOS E OFERTAS.
A palavra hebraica para “dízimo” (ma’aser) significa literalmente “a décima parte”. 

(1) Na Lei de Deus, os israelitas tinham a obrigação de entregar a décima parte das crias dos animais domésticos, dos produtos da terra e de outras rendas como reconhecimento e gratidão pelas bênçãos divinas
 (ver Lv 27.30-32; Nm 18.21,26; Dt 14.22-29; ver Lv 27.30).
 O dízimo era usado primariamente para cobrir as despesas do culto e o sustento dos sacerdotes. Deus considerava o seu povo responsável pelo manejo dos recursos que Ele lhes dera na terra prometida (cf. Mt 25.15; Lc 19.13).


(2) No âmago do dízimo, achava-se a idéia de que Deus é o dono de tudo (Êx 19.5; Sl 24.1; 50.10-12; Ag 2.8). Os seres humanos foram criados por Ele, e a Ele devem o fôlego de vida (Gn 1.26,27; At 17.28). Sendo assim, ninguém possui nada que não haja recebido originalmente do Senhor (Jó 1.21; Jo 3.27; 1Co 4.7). Nas leis sobre o dízimo, Deus estava simplesmente ordenando que os seus lhe devolvessem parte daquilo que Ele já lhes tinha dado.


(3) Além dos dízimos, os israelitas eram instruídos a trazer numerosas oferendas ao Senhor, principalmente na forma de sacrifícios. Levítico descreve várias oferendas rituais: o holocausto (Lv 1; 6.8-13), a oferta de manjares (Lv 2; 6.14-23), a oferta pacífica (Lv 3; 7.11-21), a oferta pelo pecado (Lv 4.1—5.13; 6.24-30), e a oferta pela culpa (Lv 5.14—6.7; 7.1-10).


(4) Além das ofertas prescritas, os israelitas podiam apresentar outras ofertas voluntárias ao Senhor. Algumas destas eram repetidas em tempos determinados (ver Lv 22.18-23; Nm 15.3; Dt 12.6,17), ao passo que outras eram ocasionais. Quando, por exemplo, os israelitas empreenderam a construção do Tabernáculo no monte Sinai, trouxeram liberalmente suas oferendas para a fabricação da tenda e de seus móveis (ver Êx 35.20-29). Ficaram tão entusiasmados com o empreendimento, que Moisés teve de ordenar-lhes que cessassem as ofertas (Êx 36.3-7). Nos tempos de Joás, o sumo sacerdote Joiada fez um cofre para os israelitas lançarem as ofertas voluntárias a fim de custear os consertos do templo, e todos contribuíram com generosidade (2Rs 12.9,10). Semelhantemente, nos tempos de Ezequias, o povo contribuiu generosamente às obras da reconstrução do templo (2Cr 31.5-19).



(5) Houve ocasiões na história do AT em que o povo de Deus reteve egoisticamente o dinheiro, não repassando os dízimos e ofertas regulares ao Senhor. 


Durante a reconstrução do segundo templo, os judeus pareciam mais interessados na construção de suas propriedades, por causa dos lucros imediatos que lhes trariam, do que nos reparos da Casa de Deus que se achava em ruínas. Por causa disto, alertou-lhes Ageu, muitos deles estavam sofrendo reveses financeiros:
Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo:Porventura é para vós tempo de habitardes nas vossas casas forradas, enquanto esta casa fica deserta? Ora, pois, assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos. Semeais muito, e recolheis pouco; comeis, porém não vos fartais; bebeis, porém não vos saciais; vestis-vos, porém ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o num saco furado.Assim diz o Senhor dos Exércitos: Considerai os vossos caminhos. Ageu 1:3-7
Coisa semelhante acontecia nos tempos do profeta Malaquias e, mais uma vez, Deus castigou seu povo por se recusar a trazer-lhe o dízimo:

Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação. Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes. E por causa de vós repreenderei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; e a vossa vide no campo não será estéril, diz o Senhor dos Exércitos.E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos. Malaquias 3; 9-12

                              A ADMINISTRAÇÃO DO NOSSO DINHEIRO
Os exemplos dos dízimos e ofertas no AT contêm princípios importantes a respeito da mordomia do dinheiro, que são válidos para os crentes do NT.

(1) Devemos lembrar-nos que tudo quanto possuímos pertence a Deus, de modo que aquilo que temos não é nosso: é algo que nos confiou aos cuidados. Não temos nenhum domínio sobre as nossas posses.

(2) Devemos decidir, pois, de todo o coração, servir a Deus, e não ao dinheiro (Mt 6.19-24; 2Co 8.5). A Bíblia deixa claro que a cobiça é uma forma de idolatria (Cl 3.5).

(3) Nossas contribuições devem ser para a promoção do reino de Deus, especialmente para a obra da igreja local e a disseminação do evangelho pelo mundo (1Co 9.4-14; Fp 4.15-18; 1Tm 5.17,18), para ajudar aos necessitados (Pv 19.17; Gl 2.10; 2Co 8.14; 9.2; 

(4) Nossas contribuições devem ser proporcionais à nossa renda. No AT, o dízimo era calculado em uma décima parte. Dar menos que isto era desobediência a Deus. Aliás equivalia a roubá-lo (Ml 3.8-10). Semelhantemente, o NT requer que as nossas contribuições sejam proporcionais àquilo que Deus nos tem dado (1Co 16.2; 2Co 8.3,12; ver 2Co 8.2) 

(5) Nossas contribuições devem ser voluntárias e generosas, pois assim é ensinado tanto no AT (ver Êx 25.1,2; 2Cr 24.8-11) quanto no NT (ver 2Co 8.1-5,11,12). Não devemos hesitar em contribuir de modo sacrificial (2Co 8:3), pois foi com tal espírito que o Senhor Jesus entregou-se por nós (ver 2Co 8.9
nota). Para Deus, o sacrifício envolvido é muito mais importante do que o valor monetário da dádiva (ver Lc 21.1-4).

(6) Nossas contribuições devem ser dadas com alegria (2Co 9.7). Tanto o exemplo dos israelitas no AT (Êx 35.21-29; 2Cr 24.10) quanto o dos cristãos macedônios do NT (2Co 8.1-5) servem-nos de modelos.


(7) Deus tem prometido recompensar-nos de conformidade com o que lhe temos dado (ver Dt 15.4; Ml 3.10-12; Mt 19.21; 1Tm 6.19; ver 2Co 9.6).

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

RELACIONAMENTO INTERPESSOAL


Cinco maneiras de cultivar relacionamentos
O objetivo deste estudo é dar umas "dicas" para cultivarmos relacionamentos saudáveis. Quando digo saudável, estou pensando na possibilidade de ser algo bom para ambos. Não se trata de uma relação amorosa, visando o namoro ou casamento, mas uma linha geral que pode perfeitamente englobar pessoas do mesmo sexo. É amizade. Mas, sabe, algumas destas coisas que cito neste estudo têm feito muito bem na minha vida de casado. Eu e minha esposa aprendemos muito com estes tópicos. Espero que seja útil a você também.

Motivação correta
Algumas pessoas têm dificuldade de abrir a relacionamentos dos quais ele não vislumbre nada a tirar. Quer dizer, precisam ter um interesse por trás. Independente de classe social, grau de instrução, raça, cor ou religião, precisamos aprender a nos relacionar com outros e desfrutar um gozo de aceitar as pessoas como elas são. É um privilégio.

Observe a amizade de Davi e Jônatas.

I Samuel 18:1-4 - "...ligou-se a alma" - houve uma identificação natural da alma de ambos.
v.2 - sentiram a necessidade de estar mais juntos a cada dia, devia ser bom para ambos.
v.3 Uma amizade comprometida.
v.4 Se desarma, amizade sem tripé.
Agora veja uma demonstração de amor a ponto de se oferecer por fiador. Neste caso foi uma demonstração de filho para pai. Ele sabia que o seu pai poderia morrer se o seu irmão mais novo não voltasse, e se ofereceu como refém ao governador do Egito (que no caso era o seu próprio irmão e ele não sabia).
Gênesis 44:30 - Não se trata de ser avalista de alguém ou deixar de ser. Se trata apenas de defendê-lo em situações adversas e ajudá-lo a seguir o caminho...
Entrar num relacionamento com a motivação certa pode ser o primeiro passo para que ele seja duradouro.

Auto-imagem sadia
Aquilo que pensamos sobre nós mesmos pode influenciar decisivamente na nossa relação com outras pessoas. Por isso precisamos estar atentos àquilo que Jesus disse: "... e amarás ao teu próximo como a ti mesmo.". Observe que Jesus não diz para amarmos a mais que nós mesmos, nem a menos que nós mesmos. É amar TAL QUAL. Isso implica que precisamos nos amar. Há uma música que diz "eu me amo... não posso mais viver sem mim..." 

Salmos 139:13-15
Fomos "entretecidos" pelo Criador. Descobri um pouco sobre "entretecidos" quando fui à uma pequena vila de pescadores no Maranhão, chamado Raposo. Mulheres moviam pequenas hastes de madeira criando um tecido bonito de renda. Desta forma Deus nos criou, tomando todo o cuidado para fazer-nos como Ele queria. Pode parecer romântico da minha parte, mas é como vejo o Senhor na Sua criação. Todas as coisas e seres Ele criou com esmero.

Efésios 2:10
Somos o "poema" de Deus. O Pastor Josué Martins (de São Paulo) costuma dizer isso. O sentido mais literal da palavra "feitura" poderia ser "poema". Num poema o artista lança mão de sua inspiração e deixa brotar as mais belas propriedades interiores. Assim fomos feitos por Deus. Pense, você não é um rascunho qualquer, você é o poema!
Isso pode ajudá-lo a refletir um pouco sobre os seus complexos, e quem sabe quebrar um pouco desta timidez que toma conta de você, quem sabe até lançar um bálsamo de alívio nos seus traumas...

Cultivando a transparência

João 11:35 - Jesus chorou
Jesus expressava livremente os seus sentimentos. Lançou fora alguns que vendiam no templo, demonstrando sua ira e indignação para com aqueles. Neste episódio da morte de Lázaro, um grande amigo, deixou rolar as lágrimas. Quando encontramos alguém com quem temos liberdade de chorar, encontramos um precioso bem.

Marcos 14:34 - minha alma está triste ...
Às vezes pensamos que demonstrações de medo e aflição nos diminuem, mostra que somos incapazes e impotentes. Mas não é verdade. O compartilhar das suas angústias interiores pode melhorar em muito o aprendizado entre duas pessoas. Jesus expôs a sua vida, os seus sentimentos de agonia ali no Getsêmane para os seus discípulos. Ele se tornou mais humano que nunca!

Neemias 2:1-2 - tristeza estampada no rosto
Geralmente cumprimentamos as pessoas: - tudo bem? e vem a resposta: - tudo bem. Acostumamos tanto com isso, que não paramos para conversar nem mesmo com aqueles parentes ou amigos com quem podemos ser mais específicos, aqueles com os quais não precisamos ser tão superficiais. A tristeza estampada no rosto de Neemias era justificada, e ao ser perguntado, ele disse o motivo e fui restaurado no seu ânimo.

Rute 1:14, 16 e 17 - expressando sentimentos...
Poder expressar seus sentimentos com alguém proporciona uma cura interior mútua.

Controlando o tigre
Quando vou falar sobre este assunto de relacionamento interpessoal, chego neste tópico e me assusto ao ver a participação do grupo. Todo mundo tem um exemplo de descontroles tanto próprios como de outros.

Gênesis 4:7 - o pecado está à porta...
O tigre rosnava dentro de Caim e Deus percebeu que ele estava prestes a cometer um pecado horrível.

Atos 7:54 - rangiam os dentes - descontrole
Aqueles que ouviam Estêvão estavam convictos de que estavam diante de um herege, mas estavam cegos!

Atos 7:60 - a resposta certa à ira
A ira não é contagiosa, você pode manter a calma e transmitir amor e paz, mesmo aos que lhe odeiam.

Provérbios 15:1
O que fazer com o tigre? é o que me perguntam sempre. Vejamos algumas alternativas:
Explodir (como Caim)?
Reprimir (a ira volta para você)
Confessar (Isaías 6:5, Tiago 3)
O auto controle é um dos frutos do Espírito de Deus em sua vida. Tome posse e comece a exercê-lo.

Cultivando os gestos de amor (atitudes de perpetuam o relacionamento)

Mateus 11:28-30 "Vinde a mim todos que estais cansados e sobrecarregados e eu vos aliviarei..."
Fale palavras que curam. Algumas palavras são doces para o nosso coração. Funcionam como um anestésico nas horas de maior aflição. Outras, embora curem, são duras verdades, como no exemplo de Natã quando falou com o rei Davi sobre o seu pecado: "és tu este homem, óh rei". Davi sofreu maus momentos, mas ao final ficou restaurado.

Gênesis 32:13 Provérbios 18:16 e 21:14 Um presente para o coração
Martinho de Tours parou sua jornada com o exército todo às suas costas, para atender a um homem que passada despido à sua frente numa estrada. Ele rasgou sua capa e deu a metade para o pobre homem. À noite teve uma visão de Jesus falando com ele, dizendo: "... o que fizestes a este pequenino, a mim me fizeste" - deu origem à palavra "capela" que quer dizer, meia capa. E é lembrado até hoje em sua região. Um presente pode fazer muita diferença no coração de uma pessoa.


Deus o abençoe nos seus relacionamentos, que sejam fortes, claros e duradouros. pouquinho.Espero ter contribuído para que você amadureça como pessoa e que você possa passar isso a outros. Isso não vai mudar o mundo, mas pode melhorá-lo um 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Papéis Dados por Deus Dentro da Família

Dentro desta estrutura do propósito Divino, consideremos os papéis que Deus atribuiu aos homens, mulheres e filhos.
Homens: Esposos e Pais
A responsabilidade dos esposos é bem resumida em Efésios 5:25: "Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a Igreja e a si mesmo se entregou por ela". O esposo tem que colocar as necessidades de sua esposa acima das suas próprias, mostrando devoção desprendida aos melhores interesses da "parte mais frágil" que necessita da sua proteção. Ele tem que trabalhar honestamente para prover as necessidades da família (2 Tessalonicenses 3:10-11; 1 Timóteo 5:8).
Os pais são especialmente instruídos por Deus para preparar seus filhos na instrução e na disciplina do Senhor (Efésios 6:4). Este é um trabalho sério e, às vezes, difícil, mas com resultados eternos! Os espíritos de seus filhos existirão eternamente, ou na presença de Deus ou separados dele. A maior meta de um pai para seus filhos deveria sempre ser a salvação eterna deles.
Mulheres: Esposas e Mães
Uma esposa tem um papel muito desafiador no plano de Deus. Ela tem que complementar seu esposo como uma auxiliar submissa, que partilha com ele as experiências da vida. As pressões da sociedade moderna para rejeitar a autoridade masculina não obstante, a mulher devota aceita seu papel como aquela que é cuidadosamente submissa ao seu esposo (Efésios 5:22-24; 1 Pedro 3:1-2). As mulheres de hoje em dia que rejeitam este papel dado por Deus estão na realidade difamando a palavra dele (Tito 2:5).
Deus instrui as mulheres para mostrarem terna afeição aos seus esposos e filhos, e a serem honestas e fiéis donas de casa (Tito 2:4-5). Apesar dos esforços de algumas pessoas para desvalorizar o papel das mulheres que são dedicadas a suas famílias, Deus tem em alta estima a mulher que é uma boa dona de casa e uma amorosa esposa e mãe. Tais mulheres devotas são também dignas de respeito e apreciação de seus esposos e filhos (Provérbios 31:11-12,28).
Filhos: Seguidores Obedientes
Deus também definiu o papel dos filhos. Paulo revelou em Efésios 6:1-2 que os filhos deverão:
1. Obedecer a seus pais. Deus colocou os pais nesta posição de autoridade e os filhos têm que respeitá-los. Muitas pessoas consideram a rebeldia de uma criança como uma parte comum e esperada do "crescimento", mas Deus coloca-a na lista com outros terríveis pecados contra ele (2 Timóteo 3:2-5).

2. Honrar seus pais. Os pais que sustentam, instruem e preparam seus filhos devem ser honrados. Jesus mostrou que esta honra inclui prover as necessidades dos pais idosos (Mateus 15:3-6). 

sábado, 5 de novembro de 2016


O sofrimento do Justo



                        O sofrimento do justo?

Em tudo somos atribulados, porém não angustiados; perplexos, porém não desanimados;
Perseguidos, porém não desamparados; abatidos, porém não destruídos;
levando sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a sua vida se manifeste em nosso corpo.? (2Co.4:8-10)

Introdução

Existe no meio evangélico muitas perguntas pendentes sobre vários assuntos e situações da vida: o por quê disto, daquilo, se é assim mesmo ou acontece sempre, se é o diabo ou conseqüência do pecado, alguma maldição, etc.
Mas existe uma dúvida, muito discutida, combatida por muitas pessoas que dizem conhecer as causas, que consegue fazer com que outras troquem de denominação e até de religião, que conduzem muitos a uma dependência de líderes manipuladores de fé e que também deixa surgir conceitos errados em relação a Deus. A dúvida é esta: POR QUÊ SOFRE O JUSTO? Uma pessoa que ama a Deus e ao próximo, é fiel, íntegro, que vive e pratica o Evangelho, por que alguém assim sofre?

Surgem então as supostas explicações: deve ser algum pecado não confessado; uma maldição hereditária; uma vida cristã falsa; deve ser avarento... Quantas e quantas hipóteses aparecem quando alguém que é justo está passando pelo sofrimento. A Bíblia pode nos esclarecer sobre este assunto tão polêmico no meio da igreja, com detalhes fundamentais: as verdades claras, vindas do próprio Deus, para que conheçamos mais da nossa peregrinação aqui nesta terra, trazendo à luz a essência do Evangelho.

Primeiramente, vamos meditar em um texto, palavras do próprio Senhor Jesus:

Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim.

Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia.

Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: não é o servo maior do que seu senhor. Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros; se guardaram a minha palavra, também guardarão a vossa.

Tudo isto, porém, vos farão por causa do meu nome, porquanto não conhecem aquele que me enviou.?(Jo. 15:18-21)?.

Neste pequeno e tão importante texto, encontramos alguns motivos do sofrimento do justo:

1-  Nós não somos do mundo (sistema dominado e dirigido por satanás  
1Jo. 2:15-17; 5:19; Tg. 4:4)
O Senhor Jesus disse também em Mt. 5:14 que somos a luz do mundo, isto é, somos luz no meio da humanidade corrompida.

E a luz incomoda as trevas, pois elas não suportam a luz. Por causa do nosso estilo de vida, modo de agir, sentir, pensar e nossa refutação a tantas coisas ruins somos então pressionados pelo mundo que nos odeia e aí sofremos injustiças, calúnias, difamações, somos discriminados e experimentamos o preconceito, as humilhações, perseguições, somos apelidados maldosamente, evitados, etc.

2-    Existe um princípio: o servo não é maior do que o seu Senhor.
?Pelo contrário, alegrai-vos na medida em que sois co-participantes dos sofrimentos de Cristo, para que também, na revelação de sua glória, vos alegreis exultando?.(1Pe. 4:13).
Se o Senhor sofreu, também sofremos, não por causa do pecado, mas sim porque imitamos a Cristo, e sabemos que a maioria da humanidade ainda não O reconheceu. Da mesma forma que os judeus não aceitaram a palavra de Jesus, de modo que pediram a sua crucificação, hoje muitos países do mundo matam e aprisionam os missionários cristãos.

3-    Por causa do nome de Cristo.
Se, pelo nome de Cristo, sois injuriados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus?.
Não sofra, porém, nenhum de vós como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outrem;
Mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome.?.
(1Pe. 4:14-16).

O nome de Cristo continua sendo perseguido e odiado por vários lugares onde Ele é anunciado. Mesmo aqui no Brasil, onde há uma liberdade religiosa, Cristo tem menor reconhecimento que Maria, Iemanjá, Chico Xavier, Roberto Carlos, Padre Cícero, Aparecida, Pelé e outros. Aquele que defende o nome de Cristo, que vive, se move e existe por Ele, sofre perseguições e afrontas (At. 5: 40,41).
O diabo tem pavor do nome de Jesus por causa da Sua autoridade (Mc. 16: 17). Mas sabemos que o proferir só o nome de Jesus, em alguns casos, não é suficiente, não por causa do nome, mas pela conduta de quem profere (At. 19: 13-16). Este é um dos motivos pelo qual nosso maior inimigo investe contra nossas vidas.

Apenas neste texto encontramos alguns motivos, entre tantos, pelos quais sofre o justo. Mas, serão suficientes para convencer certos cristãos? Vamos analisar mais alguns motivos bíblicos acerca do sofrimento do justo:

1- As leis naturais. O que são elas? Fórmulas gerais que enunciam uma relação constante entre fenômenos de uma dada ordem. São acontecimentos dos quais o universo está perfeitamente sujeito. Dentre estes acontecimentos, existem os males comuns a todos os seres vivos do planeta: males naturais, sociais e morais. A causa principal destes males foi a queda do homem, que resultou na entrada do pecado no mundo, trazendo várias conseqüências ruins.

O Senhor Jesus disse: ?para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos?.(Mt 5:45).

Eclesiastes 9:2 diz: ?Tudo sucede igualmente a todos: o mesmo sucede ao justo e ao ímpio, ao bom e ao puro, como ao impuro; assim ao que sacrifica como ao que não sacrifica; assim ao bom como ao pecador; ao que jura como ao que teme o juramento.?

Males naturais: inundações, terremotos, furacões, geadas, calor intenso, epidemias, doenças comuns, etc.

Males sociais: seqüestros, assaltos, corrupção, desemprego, injustiça social, etc.

Males morais: libertinagem, imoralidade por todos os lados, valores familiares demolidos, direitos não concedidos, legalizações prejudiciais à moralidade, desprezo aos mais humildes, etc.

Estas coisas podem acontecer a qualquer pessoa justa diante de Deus, pois enquanto estivermos aqui passaremos por aflições (Sl.34:19; Jo.16:33).

2- Falta de sabedoria. Muitas de nossas decisões baseiam-se em emoções. Deixamos de usar a razão, não consultamos ninguém, não oramos a Deus em busca de uma resposta certa. Também decidimos sobre coisas fundamentais em nossas vidas de uma maneira banal, sem importância, como se decide beber suco natural ou refrigerante.

Depois sofremos as conseqüências e culpamos várias coisas, pessoas, o diabo e muitos se atrevem a responsabilizar diretamente a Deus pelo fracasso (Pv. 13: 16; Lm. 3: 19).
De todas as coisas que lemos sobre os motivos causadores do sofrimento do justo, tudo depende de uma coisa primordial, da qual sem ela nada pode acontecer:

A VONTADE DE DEUS. Deus está no controle de tudo, até mesmo do mundo espiritual, isto é, nem mesmo o diabo pode agir além do que Deus permite.


3- A permissão de Deus. ?Não se vendem dois pardais por um asse? E nenhum deles cairá em terra sem o consentimento de vosso Pai?.

E, quanto a vós outros, até os cabelos todos da cabeça estão contados. (Mt. 10: 29,30)?.

Deus, na Sua vontade permissível, deixa muitas coisas acontecerem no mundo, sempre estando no controle de tudo, inclusive da vida do justo quando este está enfrentando alguma adversidade. Existe um propósito benéfico para o ensino do justo nos seus momentos de aflição (1Co. 10: 13). De todos estes motivos e de outros não mencionados, tudo depende da permissão de Deus.

Então surge uma outra pergunta: por quê Deus permite que o justo sofra?

1-    para não se esquecer de Deus ? a permanência dos inimigos - Juízes 2: 18-22

2-    para um relacionamento mais profundo com Deus ? a incessante oração da igreja por Pedro -At. 12 :15; a oração de Manassés quando preso na Babilônia ? 2 Cr. 33:11,12

3-    o sofrimento produz mais santidade ? a vereda dos justos ? Pv. 4:18

4-    para crescer espiritualmente ? Rm. 5: 3-5
?    paciência ? é suportar dor, infelicidade, grosserias, sem queixa e com submissão = aprender a depender de Deus;

?    experiência ? atitude prática diante do sofrimento;
?    esperança ? confiança plena do controle de Deus.
5-    para corrigir alguma área defeituosa da vida ? a confissão de Neemias ? Ne. 1: 7; e a de Daniel ? Dn. 9: 5-20

6-    para a unidade dos verdadeiros cristãos ? durante a perseguição na Indonésia;

nos problemas individuais ? 2 Co. 8: 1
7-    para Deus revelar grandes coisas ? Paulo escreveu aos Filipenses estando preso; João escreveu o Apocalipse preso na ilha de Patmos; Estevão viu a glória de Deus quando apedrejado

8-    para alcançar uma autoridade espiritual ? os apóstolos alvoroçaram o mundo da época ? At. 17: 6; 2 Co. 12:10
9-    para que Deus seja glorificado ? Fp. 1: 12-14

10-    porque é no sofrimento que alcançamos as maiores vitórias ? Jesus em Lucas 24: 26; Fp. 2: 5-11

Alegria no sofrimento

Antes, devemos observar que mesmo tendo alegria no sofrimento, o crente vivencia dor, tristeza, angústia, porque ele é um ser humano normal.
2 Co. 7: 5,6 ? os sintomas do sofrimento de Paulo;
Mt. 26: 37, 38 - ,, ,, ,, de Jesus.

É impossível alguém ter alegria no sofrimento, usando elementos exclusivamente materiais, e não espirituais ? força do pensamento, etc.

Qual a receita da Bíblia para se ter alegria no sofrimento?
1-    Atos 13: 50-52 ? ser cheio do Espírito Santo;
2-    2 Co. 12: 7 ? ser cheio da graça de Deus;
3-    fazendo a nossa parte (interagindo com a ação espiritual) ? como devemos ver o sofrimento ? 2 Co. 4: 16 -18 ? 6 maneiras que Paulo considerou o sofrimento:
a-    renovação do homem interior (espiritual);
b-    uma coisa leve (que podemos suportar);
c-    uma coisa momentânea (que não dura muito);
d-    que produz aperfeiçoamento;
e-    que prioriza as coisas eternas;
f-    sempre observando as coisas futuras.

4- nunca perder a fé e a esperança ? 2 Tm. 1: 12; 4: 6,7
Romanos 8: 35-39:
Quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada?
Como está escrito: Por amor de ti, somos entregues à morte o dia todo, fomos considerados como ovelhas para o matadouro.
Em todas estas coisas, porém, somos mais que vencedores, por meio daquele que nos amou.
Porque eu estou bem certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as coisas do presente, nem do porvir, nem os poderes,
nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.?





domingo, 30 de outubro de 2016



Era uma vez uma menininha chamada Mariana. Ela ficou toda feliz porque ganhou de presente um joguinho de chá, todo azulzinho, com bolinhas amarelas. No dia seguinte, Júlia sua amiguinha, veio bem cedo convidá-la para brincar.Mariana não podia, pois iria sair com sua mãe naquela manhã.

Júlia então, pediu a coleguinha que lhe emprestasse o seu conjuntinho de chá para que ela pudesse brincar sozinha na garagem do prédio.Mariana não queria emprestar, mas, com a insistência da amiga, resolveu ceder, fazendo questão de demonstrar todo o seu ciúme por aquele brinquedo tão especial.

Ao voltar do passeio, Mariana ficou chocada ao ver o seu conjuntinho de chá jogado no chão.Faltavam algumas xícaras e a bandejinha estava toda quebrada.Chorando e muito nervosa, Mariana desabafou:

'Está vendo, mamãe, o que a Júlia fez comigo? Emprestei o meu brinquedo, ela estragou tudo e ainda deixou jogado no chão.Totalmente descontrolada, Mariana queria, porque queria, ir ao apartamento de Júlia pedir explicações.

Mas a mãe, com muito carinho falou assim:
'Filhinha, lembra daquele dia quando você saiu com seu vestido novo todo branquinho e um carro, passando, jogou lama em sua roupa? Ao chegar em casa você queria lavar imediatamente aquela sujeira, mas a vovó não deixou. Você lembra o que a vovó falou?

Ela falou que era para deixar o barro secar primeiro.Depois ficava mais fácil limpar. Pois é, minha filha, com a raiva é a mesma coisa.Deixa a raiva secar primeiro. Depois fica bem mais fácil resolver tudo.

Mariana não entendeu muito bem, mas resolveu seguir o conselho da mãe e foi para a sala ver televisão. Logo depois alguém tocou a campainha.Era Júlia, toda sem graça, com um embrulho na mão.Sem que houvesse tempo para qualquer pergunta, ela foi falando:

'Mariana, sabe aquele menino mau da outra rua que fica correndo atrás da gente? Ele veio querendo brincar comigo e eu não deixei. Aí ele ficou bravo e estragou o brinquedo que você havia me emprestado.Quando eu contei para a mamãe ela ficou preocupada e foi correndo comprar outro brinquedo igualzinho para você.Espero que você não fique com raiva de mim.Não foi minha culpa.'

'Não tem problema, disse Mariana, minha raiva já secou.'
E dando um forte abraço em sua amiga,tomou-a pela mão e levou-a para o quarto para contar a história do vestido novo que havia sujado de barro.

Nunca tome qualquer atitude com raiva. A raiva nos cega e impede que vejamos as coisas como elas realmente são. Assim você evitará cometer injustiças e ganhará o respeito dos demais pela sua posição ponderada e correta diante de uma situação difícil.

Lembre-se sempre: Deixe a raiva secar!

terça-feira, 25 de outubro de 2016


                                       INTRODUÇÃO A  FILIPENSES
FILIPOS
A primeira menção que o Novo Testamento faz de Filipos se encontra em At 16.12. Nesse texto, lemos que se tratava de uma importante “cidade da Macedônia, primeira do distrito e colônia”, evidentemente romana. O seu nome primitivo havia sido Krênides, que significa “lugar das fontes”, mas, quando em 360 a.C., o pai de Alexandre Magno, o rei Filipe II da Macedônia, conquistou a cidade, trocou aquele antigo nome pelo seu próprio.
Filipos estava situada sobre a célebre “Via Egnatia”, que ligava Roma com a Ásia Menor. Elevava-se a uns 12 km da costa norte do mar Egeu, junto ao limite da região macedônica com a da Trácia. Submetida a Roma desde o ano 167 a.C., a partir de 31 a.C., com a categoria de colônia e por regulamentação do césar Otávio Augusto, gozou dos privilégios e direitos que as leis do império outorgavam às cidades romanas.

A IGREJA DE FILIPOS
A Epístola aos Filipenses (Fp), junto com a dirigida a Filemom, é a mais pessoal das que possuímos do apóstolo Paulo. É também o testemunho de um sentimento de alegria e de mútua gratidão: de Paulo para com os filipenses, que o haviam socorrido em momentos muito difíceis para ele; e dos filipenses para com Paulo, agradecidos pelo trabalho que havia realizado entre eles.
Desde os primeiros contatos até a redação desta carta haviam-se passado vários anos. Aqueles encontros iniciais, que deram origem a um estreito relacionamento fraternal (Fp 1.3-8; 4.1), ocorreram durante a segunda viagem missionária de Paulo, depois de ele ter percorrido o interior da Ásia Menor, desde a Cilícia, situada a sudeste da península, até Trôade, situada a noroeste.
Em Trôade, acompanhado de Silas, Timóteo e seguramente também de Lucas, Paulo embarcou rumo a Neápolis, porto do Norte da Grécia. Dali, se dirigiu a Filipos, onde não se deteve muito tempo, ainda que o suficiente para fundar uma igreja, a primeira nascida em solo europeu. Essa comunidade cristã era formada, na sua maior parte, por pessoas que haviam passado do paganismo ao Judaísmo (ver, p. ex., o caso de Lídia, de Tiatira, At 16.14-15), as quais se reuniam para o culto fora da cidade, junto ao rio, onde estava o seu “lugar de oração” (At 16.13).

LUGAR E DATA DE REDAçãO
Não há unidade de opinião sobre o lugar e a data em que Paulo escreveu a carta. Há aqueles que opinam que a enviou de uma prisão em Éfeso, o que permitiria apontar como data provável os anos 54 a 55. Nesse caso, a carta teria, como de fato tem, um marcante caráter de agradecimento aos cristãos de Filipos, os quais, ao saber da prisão do apóstolo, haviam decidido mandar-lhe alguns auxílios como expressão de amor e solidariedade fraternal (4.18). Por outro lado, se a menção da “guarda pretoriana” (1.13) for interpretada como uma referência ao palácio imperial, poderia ter maior apoio a hipótese que localiza a prisão em Roma (At 28.16-31). Nesse caso, a carta teria sido escrita nessa cidade, no ano 63.

CONTEúDO E ESTRUTURA
A epístola não tem uma clara estrutura doutrinária. Mais parece responder a fortes sentimentos pessoais do que ao propósito de oferecer um texto bem planejado e teologicamente articulado. Não obstante, há nela profundos pensamentos junto a conselhos e ensinamentos práticos para a vida dos cristãos e para a marcha da igreja em conjunto.
Desde a ação de graças inicial (1.3-11), duas notas predominam na epístola: a alegria que caracteriza uma fé madura e o amor de Paulo pela igreja de Filipos. Essas notas são, sem dúvida, uma bela lição de esperança, repartida pelo autor em meio às penalidades físicas e morais da sua prisão.
O corpo principal da carta (1.12—4.20) transcorre entre um prólogo cheio de expressões entranháveis (1.1-11) e um epílogo revelador da generosidade dos filipenses (4.21-23). O texto se desenvolve em uma variada sucessão de temas e motivos de reflexão:
(a) 1.12-26: Paulo dá testemunho de que inclusive a prisão oferece oportunidades de anunciar o evangelho (1.12-14). E reflete sobre o seu ministério apostólico, ao qual continuará consagrado “quer pela vida, quer pela morte” (1.20), enquanto não chegar a hora “de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (1.23). Porque para Paulo “o viver é Cristo, e o morrer é lucro” (1.21).
(b) 1.27—2.18: Esta passagem contém uma declaração fundamental da fé cristã: um hino (2.5-11) dedicado ao Filho de Deus pré-existente e eterno, Cristo Jesus: ele, “subsistindo em forma de Deus... tornando-se em semelhança de homens... a si mesmo se humilhou... até à morte e morte de cruz”. Pela sua obediência, “Deus o exaltou sobremaneira”, para ser reconhecido e adorado universalmente como Senhor.
(c) 2.19-30: Segue uma referência pessoal a Timóteo e Epafrodito, colaboradores do apóstolo. Ao primeiro, espera enviar logo a Filipos (2.19), e, sobre o segundo, explica o porquê de tê-lo enviado já (2.25-30). Além do mais, ele também acredita estar logo em condições de visitar os crentes da cidade (1.19; 2.24).
(d) 3.1—4.1: Faz também uma enérgica chamada de atenção à presença em Filipos de “muitos... que são inimigos da cruz de Cristo” (3.18). Parece certo de que também haviam chegado alguns mestres judaizantes à Macedônia que, com a sua insistência em manter vigente a lei de Moisés e especialmente a prática da circuncisão, perturbavam a fé dos cristãos de origem gentílica.
(e) 4.2-9: A alegria da salvação há de ser uma constante na vida do cristão (4.4). Paulo exorta os crentes a confiar plenamente no Senhor, que está perto (4.5) e a pensar e atuar de maneira sempre digna de louvor (4.8).
(f) 4.10-20: Insiste em manifestar o seu agradecimento pela solicitude com que os filipenses o haviam atendido em diversas ocasiões, em momentos de tribulação quando outros pareciam ter-se esquecido dele (4.15).
Alguns supõem que originalmente foram duas as cartas de Paulo à igreja de Filipos, depois reunidas em uma, porque na estrutura atual da carta tem-se observado, em certas passagens, uma brusca ruptura da conclusão de idéias: (2.19; 3.1b-21; 4.2 e 4.10). O certo é que o texto da carta é caracteristicamente paulino, tanto do ponto de vista estilístico como de vocabulário.

ESBOçO:
Prólogo (1.1-11)
1. O evangelho de Cristo também cresce na prisão (1.12-26)
2. Exortação à unidade (1.27—2.18)
3. Os valorosos colaboradores do apóstolo (2.19-30)
4. Advertências contra falsos mestres (3.1—4.1)
5. Exortações (4.2-9)
6. Agradecimento pela ajuda dos filipenses (4.10-20)
Epílogo (4.21-23)

                                             INTRODUÇÃO A EFÉSIOS

Mais do que uma carta, a Epístola aos Efésios (Ef) é um escrito doutrinário e exortatório, que revela no seu autor fundamentais interesses pedagógicos e pastorais. É uma reflexão sobre a Igreja, vista como Corpo de Cristo (1.22b-23; 4.15-16. Cf. Cl 1.18), e um sólido ensinamento sobre a salvação que Deus oferece aos pecadores (2.4-9).

ÉFESO
Desde o ano 133 a.C., com uma população próxima a meio milhão de pessoas, Éfeso era a capital da província romana da Ásia e residência oficial do governador. Estava situada em um lugar privilegiado da costa do Mediterrâneo, com um porto de muito tráfego e uma importante via de comunicação com o interior da Ásia Menor. Contribuía para aumentar o prestígio da cidade o culto à deusa Diana, em cuja honra se havia erigido um templo em Éfeso, ao qual devotos de “toda Ásia e o mundo” (At 19.23-41) acudiam em peregrinação.
O Livro de Atos faz referência a duas visitas de Paulo a Éfeso. A primeira foi breve (At 18.19-21), mas a segunda se prolongou “por três anos” (At 19.1—20.1,31), um período cuja duração indica a importância da obra missionária realizada ali.

PROPóSITO
As freqüentes alusões que o apóstolo faz, em outras epístolas, a Éfeso ou a pessoas relacionadas com essa cidade revelam estreitos laços de trabalho e afeto que o uniam à comunidade cristã estabelecida ali (cf. 1Co 15.32; 16.8; 1Tm 1.3; 2Tm 1.18; 4.12). Contudo, na presente epístola, nota-se uma ausência quase total tanto de nomes próprios (exceto Tíquico, citado em 6.21) como das saudações pessoais que são habituais nos escritos paulinos. Isso leva a pensar que se trata mais de uma espécie de carta circular dirigida a diversas congregações.
O pensamento em torno do qual se estrutura a Epístola aos Efésios é a unidade da Igreja e de toda a criação sob o governo de Cristo ressuscitado (1.20-22a), pois vão “convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as coisas, tanto as do céu como as da terra” (1.10). Este é o propósito de Deus, mantido no oculto da sua sabedoria (3.10), o qual agora há de ser revelado universalmente por meio da Igreja (3.10-11).

CONTEúDO E ESTRUTURA
O texto da carta é formado por duas seções principais. A primeira (1.3—3.21), de caráter doutrinário, se apresenta após algumas palavras iniciais de saudação (1.1-2). A segunda (4.1—6.20) contém uma série de exortações para se viver de acordo com a vocação e a fé cristã. Por último, um breve epílogo põe ponto final à carta (6.21-24).
A seção doutrinária começa com um louvor a Deus (1.3-14), que nos escolheu em Cristo “antes da fundação do mundo” (v. 4) e “nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo” (v. 5). Essa eleição e destino pertencem ao “mistério da vontade” divina, agora manifestado, de que tanto judeus como gentios são chamados a participar dos benefícios da redenção (1.9; 2.11-22).
Em uma oração de gratidão e súplica pela fé e pelo amor dos efésios (1.15-23), Paulo evoca a grandeza do poder de Deus (1.19) e o senhorio único e definitivo de Jesus Cristo, cabeça da “igreja... plenitude daquele que a tudo enche em todas as coisas” (1.22-23).
O cap. 2 recorda aos leitores que, ainda que antes estivessem mortos nos seus “delitos e pecados” (2.1-3), agora são salvos pela graça (2.5) e fazem parte de um povo único, no qual não há diferenças de classe nem inimizade de raça (2.14-16), pois todos nele pertencem à família de Deus (2.19-22).
O mistério da salvação dos não-judeus foi revelado pelo Espírito aos santos apóstolos e profetas de Cristo (3.5). E também o foi a Paulo (3.3), ministro como eles, escolhido por Deus para anunciar o evangelho aos gentios (3.8).
Na segunda seção, o apóstolo exorta a “preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz” (4.3-6), o que em nada se opõe à diversidade dos dons espirituais que devem estar sempre presentes na Igreja (4.7-16; cf. 1Co 12).
A vocação cristã há de manifestar-se na renovação profunda da pessoa, com o abandono dos antigos hábitos perniciosos e fazendo conciliar pensamentos, palavras e atitudes com a realidade da nova vida em Cristo (4.22-24). Os princípios do Espírito: “bondade, justiça e verdade” (5.9) devem governar o coração dos crentes e dirigir todos os seus relacionamentos humanos: de esposas e esposos, de pais e filhos e inclusive de senhores e escravos (5.21—6.9).
Particularmente importante é a passagem de 5.21-33, onde o autor estabelece um paralelismo entre a unidade essencial de Cristo e a sua Igreja e a figura do matrimônio.
A seção conclui com uma exortação a lutar contra o mal. A indumentária e as armas do soldado inspiram a Paulo a figura militar que achamos em 6.10-20, com a qual, mais uma última nota de despedida, termina o corpo central da carta.

DATA E LUGAR DE REDAçãO
Como ocorre com outros textos epistolares do Novo Testamento, também não há unanimidade de critério sobre a data e o lugar de redação dessa epístola, incluída no grupo das chamadas “da prisão” (ver a Introdução às Epístolas) por causa do testemunho do autor sobre a sua situação pessoal (3.1; 4.1). Tendo presente essa clara referência ao seu cativeiro, se tem pensado que a carta foi escrita em Roma, entre os anos 60 e 61 d.C.
Por outro lado, Efésios oferece algumas peculiaridades literárias de vocabulário e de perspectiva teológica que a diferenciam dos demais escritos paulinos, com exceção da Epístola aos Colossenses, com a qual tem muitas afinidades em temas, conceitos e expressão.

ESBOçO:
Prólogo (1.1-2)
1. A Igreja é criação de Deus em Cristo (1.3—3.21)
a. O plano de Deus preparado desde a eternidade (1.3-23)
b. Salvação por graça, em Cristo, para toda a humanidade (2.1-22)
c. Paulo constituído apóstolo para os gentios (3.1-21)
2. A Igreja foi criada para produzir boas obras (4.1—6.20)
a. A unidade mediante a diversidade de dons (4.1-6)
b. Nova vida em Cristo (4.7—5.21)
c. A relação entre Cristo e a família cristã (5.22—6.9)
d. As armas espirituais do cristão (6.10-20)
Epílogo (6.21-24)
Jesus Vem, ascenda sua luz! 
Ele vem... Ascenda sua luz!
Mc.6: 45-52 e Mt.14:24.

Havia tempestade para que Jesus fosse revelado como Deus para seus discípulos, pois andavam com Ele mas não o conheciam como Deus, viam o que Ele fazia mas não o reconhecia. Enquanto que a multidão o reconhecia se este enviado de Deus.

 Bartimeu - A mulher sirofenícia-grega -
v
v A mulher do fluxo de sangue- Maria do alabastro perfumado-

Todas essas pessoas também tiveram o barco de suas vidas envolto a tempestades, mas não temeram o naufrágio, antes clamaram àquele que pode todas as coisas, e que não ia deixar que o mar da vida os afogassem o grande Eu Sou, o salvador.

Hoje, o povo de Deus está como os discípulos de Jesus , vivem com seu mestre sabem o que ele é e faz para aqueles que o amam e o ser vem e temem o que será do barco de suas vidas, esquecendo-se de que ali esta o grande Eu Sou, enquanto que mais uma vez a multidão novamente clama reconhecendo Cristo como Deus em nós Rm 8:18, eles enxergam em nós o poder que temos no nome de Jesus enquanto que parece que nós, o povo autorizado a usar esse nome não temos nem o conhecimento do poder que estar conosco . Col.1:27

Deus que se revelar em nós, precisamos ir ao monte da transfiguração em nosso coração, nesse monte só pode subir que desce de si mesmo para recebermos do Pai a verdadeira imagem de Cristo em nós, para que conhecendo-o como a expressão exata do Pai, prossigamos em continuar sua obra através do seu Espirito ...Ele não está morto, Ele vive em nós, e esse mistério ficou a critério da igreja revelar ao mundo! MULTIDÕES CLAMAM NO VALE DA DECISÃO para que em nós seja revelado a sua esperança, mas, precisamos descer até a casa do oleiro para que na unção de Deus possamos fazer o povo atravessar o vale e passar pelo meio do mar da salvação.

Os montes se tremem, as nações gritam e na terra está se dissolvendo, e está prestes a acontecer uma grande desolação na terra (Sal. 46)os homens estão ficando cada vez mais inquietos por que têm descoberto tantas coisas e não sabem como para grande destruição, mas precisamos como povo de Deus se aquietar e confiar que o que está ocorrendo é porque o nosso Deus está mostrando a toda a terra que SÓ ELE É DEUS E NINGUEM MAIS, e que depois de todas estas coisas, aqueles que creram e amaram ao seu senhor em tempos difíceis e de tribulação, herdarão um novo céu e uma nova terra, porque o que vemos agora, será destruído e abalado pelo poder do Rei da glória.

Quando o Messias veio ao mundo pela primeira vez, fora anunciada a sua chegada através dos profetas e que teve como sinal uma grande estrela...A ESTRELA DA MANHA, que brilhou em altos céus fazendo anjos descerem a terra para que a gloria de Deus, o brilho fosse visto na terra como é visto no céu, este é o sinal do maior milagre do universo, onde Deus se transformou em um homem mortal o infinito se colocou dentro do finito, tesouro em vasos de barro para ficar igual a nós, seres mortais por causa do pecado, pecado esse que ele nunca teve, mas se humilhou a isso para poder experimentar a morte, porque sendo Deus não podia morrer porque a vida está nele, mas feito homem, morrer e ressuscitar para deixar dentro de nós o poder de nos transformar de volta a sua imagem, o reflexo do Pai, assim como Jesus foi e É.

Mas para isso ele confiou o barco de sua vida ao Pai, não se importou em ver seus pés submersos da terra e ficou pendurado, suspenso numa cruz entre a terra e o céu pois confiava ele que nesta posição o inferno estava debaixo dos seus pés, e assim, colocou o brilho da vitória, a Estrela da Manhã, ele mesmo em nosso coração manifestando a Luz da vida para o homem pecador.

Mas o que temos feito? Em cada vento da vida, basta-nos sentir um pouco de vento forte em nosso rosto, já tememos e começamos a omitir a sua luz em nosso rosto, temos apagado esta luz em nós porque começamos a navegar na vida com o farol que nos guia desligado e sabemos que precisamos dele iluminado para nos guiar ao outro lado onde onde multidões nos esperam para também encontrarem o CAMINHO DA VIDA eterna.

Desperta Igreja...Diz o Espírito Santo’de Deus!

Ë hora de despertarmos do sono, porque nossa salvação está agora mais perto, Rm 13:1, Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça.

Os sinais estão se cumprindo, o amor esfriando a natureza gritando e sofrendo abalos por causa do pecado do homem, e Jesus nos alertou em sua mensagem que este seria um dos sinais que precedia a sua volta, tudo isso é a trombeta do Anjo avisando a sua volta, e a igreja precisa está acordada para ver a chegada do noivo, mas, a igreja parece está entorpecida como nos dias de Noé que tudo parecia indiferente ao que a trombeta na boca de Noé avisava, continuavam suas vidas como se o dia do dilúvio nunca fosse chegar, e que achavam que Noé era um louco...Paulo falou que Deus salva os crentes porque prega essa loucura para os homens que se perdem, mas para nós, isso é a salvação de Deus em mistério.

A igreja têm se embriagado com o mesmo vinho que o mundo oferece, vinho servido em taças de ira e discordia, mas Ele derramou o amor em nós...aleluias e vamos viver esse amor, O Senhor pede para que a igreja seja cheia do vinho novo que Deus derramou da taça do céu para nós, o vinho que Davi bebia até transbordar de alegria o coração (Sal. 23) e Jesus disse: quem tem sede, venha a mim e beba...Ele é o nosso vinho novo, aleluias, vinho da videira de Deus.

Que o óleo da alegria que é gerado em nós através do sabor do vinho não venha a faltar nas nossas mente(cabeça) Ecl. 9:8.

Está perto da trombeta dos acontecimentos cessarem e toda a terra reverenciar perante o brilho do grande Rei Jesus e ouviremos o Arcanjo gritar: Aí vem o noivo! E a igreja deve está preparada como um diadema de luz para coroar de brilho e glória o seu esposo e Rei (Is. 62:3)... Ascende noiva a sua candeia (Mat.25) que arde de amor o coração do noivo amado e mostra a ele o cheiro do perfume dele em você! Até que venha a queimar o incenso de amor e inunde o mundo. Por que ele vem com fogo nos olhos de tanta paixão pela sua noiva amada porque o coração d`Ele queima e deseja vê-la sentada como rainha ao seu lado em uma aliança eterna de amor porque foi com amor eterno que ele nos amou.


domingo, 23 de outubro de 2016

Você já nasceu de novo?

Jesus disse: Necessário é nascer de novo para herdar a vida eterna!
Se você perguntasse aos seus amigos o que fazer para ter a salvação para a vida eterna, provavelmente receberia tantas respostas quantos forem seus amigos. Talvez alguém sugerisse que se deve obedecer e seguir uma religião, qualquer que seja ela, afirmando que, o importante mesmo, é que todas as religiões leva ao nosso Deus; outro diria que é necessário guardar os Dez Mandamentos; outros, que é preciso orar, ou fazer contribuições à igreja, dar esmolas aos pobres, ou simplesmente que se deve “agir da melhor maneira possível” sendo bom.
Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; isso não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie. Ef 2.8-9

Porém, quando se trata de algo importante como a vida eterna e o céu, você necessita de muito mais que simples opiniões de amigos ou praticar a ajuda às instituições de caridade. Você necessita da verdade!

Lemos na Bíblia que “quem não nascer de novo”, não pode ver o reino de Deus, ou seja, não pode conquistar a salvação. Foi o próprio Jesus que disse: "Necessário é nascer de novo."

Nascer de novo? Isto talvez soe estranho aos seus ouvidos. O que quer dizer esta expressão?

A expressão “nascer de novo”, do grego anothenm, significa nascer do alto, nascer de cima, ou seja, nascer por obra e graça do Espírito Santo - nascimento espiritual, sem o qual não podemos ser considerados filhos de Deus.

A Palavra de Deus trata da salvação com realismo. Ela nos ensina que ninguém pode ser salvo mediante boas obras nem, inclusive, pela prática de atos religiosos. A Bíblia revela a nossa verdadeira condição:
Não há um justo, nem um sequer. Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus, ... Rm 3.10, 23

Com esse novo nascimento nós somos justificados perante Deus e o Espírito Santo passa habitar no corpo da pessoa justificada (que nasceu de novo) e passa transformar a vida da pessoa, que alcançará a regeneração e santificação. Como dissemos, o Espírito Santo passa habitar no corpo da pessoa que nasceu de novo e, segundo a Bíblia, a pessoa que não tem o Espírito Santo esse tal não é de Deus (Rm 8.9). Podemos concluir, então, que aquele que não é de Deus por não ter alcançado o novo nascimento, está morto nos seus próprios pecados.
Quem comete o pecado é do diabo, porque o diabo peca desde o princípio. 1Jo 3.8a

Podemos dizer que o ato de nascer de novo nos proporciona a justificação que, perante Deus, somos reconhecido como Seu filho e uma pessoa digna de salvação. Mas, o que significa a justificação?

Segundo a Bíblia o termo justificação refere-se ao ato mediante o qual, com base na obra infinitamente justa e satisfatória de Cristo, na cruz, Deus declara os pecadores condenados, livres de toda culpa do pecado e de suas conseqüências eternas (inferno), declarando-os plenamente justos aos Seus olhos. Então, justificação é um ato livre da graça de Deus pelo qual ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justos somente por ser imputada a justiça de Cristo, que qualquer pessoa recebe pela fé.
Como podemos notar, a justificação é recebida pela fé. Mas não pode ser a fé intelectual. Esse tipo de fé não dá a salvação para ninguém. Podemos definir a fé intelectual como aquela que faz a pessoa que a tem, não duvidar da existência de Deus, mas continuar no pecado, sem arrependimento e sem reconhecer, de coração, que Cristo é seu Salvador. Para salvação esta fé não basta. Vejamos o motivo: a fé nunca é a base ou causa da justificação, e sim o canal ou o meio pelo qual a graça de Deus pode imputar a própria justiça de Cristo ao pecador que crê. Quando cremos que Cristo é tudo e o aceitamos como nosso único e suficiente Salvador, Deus passa a creditar em nosso favor, assim, somos absolvidos.

Logo, Deus pode anunciar com justiça a nossa absolvição e esse pronunciamento é chamado “justificação”.

A nossa justificação originou-se pela ressurreição de Jesus (Rm 4.25). Se Jesus não tivesse ressuscitado não haveria justificação, nem salvação.

A ressurreição de Jesus aconteceu como prova de que Deus aceitara o sacrifício de Seu Filho.

A pessoa que não tem Cristo como Salvador ela está morta para Deus pelos seus pecados. A Bíblia diz que todos somos pecadores, diz também que são mentirosos aqueles que afirmam não ter pecado. O que implica para nós termos pecados é que eles nos separa de Deus, isto é, estamos mortos espiritualmente e só Jesus pode nos vivificar. A palavra morte no grego é thanatos que quer dizer separação.
O pecado nos separa de Deus: Mas as vossas iniqüidades fazem DIVISÃO entre vós e o vosso Deus, e os vossos pecados ENCOBREM o seu rosto de vós, para que vos não ouça. Is 59.2

Mas Jesus ... nos VIVIFICOU, estando nós mortos em ofensas e pecados, Ef 2.1

O diagnóstico bíblico para o nosso estado é muito claro. Por natureza, somos descritos como mortos em delitos e pecados; como separados da vida de Deus (Ef 2.1, Ef 4.18). Assim como um corpo sem vida física está morto, assim também qualquer pessoa separada da vida de Deus está espiritualmente morta.

Separados de Deus, mortos nos nossos delitos e pecados, não temos nenhuma esperança da salvação. Para alcançarmos a salvação necessitamos:
a) Ser liberto do castigo do pecado;
b) Nascer de novo;
c) Ter uma vida limpa do pecado;
d) Ter comunhão com Deus.

Se você recebe o Filho de Deus como seu Salvador, tem a vida eterna agora mesmo. Segundo a Bíblia, esteja certo de que Jesus Cristo pagou por você todo o castigo do pecado. Você pode nascer de novo na família de Deus, sabendo que um dia viverá para sempre com o seu Senhor.
... Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. 1Jo 5.11-12

(Lc 18.18-30) Lá na Judéia, além do Jordão, Jesus olhou com amor para um jovem rico. Viu seus conflitos internos, suas lutas, suas angústias. Viu sua desesperada situação: perdido, mesmo cumprindo todos os mandamentos. Perdido, obedecendo a todas as normas.

Sabe qual é o seu problema, filho? Disse Jesus. Apenas um: você não me ama. Em seu coração não há lugar para mim, em seu coração só há lugar para o dinheiro. Você está disposto a guardar mandamentos, mas você não me ama, e enquanto não me amar eu não aceito nada de você. Não adianta cumprir normas, obedecer regulamentos; se você não me ama nada disso tem sentido e você continuará vazio na alma. Vamos fazer uma coisa: você vai para casa, tira do coração o amor às coisas desse mundo (bens materiais que ele possuía a ponto de poder distribuir aos pobres), coloca-me como centro de sua vida, então venha e siga-me.

A Bíblia diz que o jovem, contrariado com esta palavra, retirou-se triste. Estava mais pronto a guardar mandamentos do que amar o Senhor Jesus. Por quê? Talvez é mais fácil aparentar ser bom do que entregar o coração a Deus.

É possível que você esteja pensando: Felizmente eu não tenho riquezas. Pode ser. Mas, às vezes, não precisamos ter riquezas para destronar Jesus do coração. Seria possível eu amar um artista de televisão, amar um esporte, um parente, um namorado, os estudos, ou até mesmo um animal de estimação do que amar a Jesus.

Devemos receber Jesus da forma que Deus espera que recebamos. Não podemos
tê-lo, no pensamento, como um homem bom, que veio ao mundo, ensinou o amor e morreu injustamente com sofrimentos na cruz do calvário. Dessa forma o temos quando Ele (Jesus) é lembrado através de um pedaço de madeira, esculpido numa cruz e fixado na parede de uns dos cômodos da casa ou de um estabelecimento comercial. Não podemos ter Jesus como um amuleto - um crucifixo numa correntinha de pescoço. Na verdade Ele é muito maior do que isto porque Ele está vivo. Muita gente esqueceu disso. Sabe o que Jesus deseja? Ele deseja que deixemos o crucifixo e passemos a tê-lO no coração.

Talvez você esteja pensando: Eu creio na Bíblia, creio que Jesus veio para dar a salvação para todos que aceitá-lo como único e suficiente Salvador, mas só estarei preocupado em alcançar a minha salvação somente depois de desfrutar o máximo dessa vida. O problema é que você não sabe o dia da sua morte. Poderá ser num dia que você não estará esperando e no momento que você está longe da salvação.
Não presumas do dia de amanhã, porque não sabes o que produzirá o dia. Pv 27.1

Digo-vos que não sabeis o que acontecerá amanhã. Porque que é a vossa vida? É um vapor que aparece por um pouco e depois se desvanece. Tg 4.14

Talvez você não acredita que Deus vai deixar alguém ir para o inferno sofrer. Eu te digo: Você não conhece a justiça de Deus e Sua ira vindoura para aqueles que não são dEle - os que não tiveram o novo nascimento. Vejamos este exemplo: aqui na Terra, a justiça humana isola da sociedade o indivíduo culpado de crimes e outros delitos. Na prisão ele padece a pena de seus crimes, além do isolamento da sociedade. Pergunto: Havemos de crer ou esperar que a justiça divina seja inferior? A resposta é não! Mas, no entanto, o Diabo põe na mente de muita gente a firme convicção de que Deus é pai de todos, um pai amoroso, que o inferno não existe, que o inferno é aqui mesmo neste mundo, que não lançará a alma de ninguém no inferno, e, assim, no fim, tudo dará certo: Deus dará um "jeitinho" para todos. Leitor, se você crê nisso, você está enganado. Analise esta questão: Jesus foi enviado por Deus e, antes mesmo dEle nascer, Deus já havia determinado que Ele ia morrer por nós pecadores. Pergunto: Se não corremos o risco de irmos para o inferno, qual foi o sentido da vinda de Jesus e a sua morte por todo o mundo?

Em Romanos11.22 a Palavra de Deus relata sobre a bondade e severidade de Deus. Mas temos dificuldade em reconciliar a misericórdia de Deus com a Sua ira. Nossas mentes são limitadas e não podem compreender como tais opostos aparentes existem lado a lado no caráter de um Ser perfeito. Algumas pessoas, arbitrariamente, rejeitam um lado e se apegam a outro. Porém, a Bíblia afirma que ambos são verdadeiros e mostra que escolhemos o que recairá sobre nós. Se caímos, seremos condenados. Se escolhemos a salvação em Jesus Cristo pela bondade de Deus, seremos recompensados com a vida eterna sem entrarmos em condenação.

Ninguém vai para o inferno porque Deus manda, mas sim porque rejeitamos a salvação por Ele oferecida. Trata-se apenas de uma decisão pessoal de cada um de nós.
O inferno existe declara a Palavra de Deus. Jesus também falou sobre o inferno. Um lugar de castigo para a alma do homem que não alcançar a salvação. Nós devemos tomar cuidado porque as religiões/seitas que não divulgam o verdadeiro evangelho, costumam orientar seus fiéis que o inferno é invenção da mente do homem. É mais fácil viver com o entendimento de que não há uma punição divina e eterna porque, pensando dessa maneira, não precisamos de Jesus. Teremos Ele como eu já relatei anteriormente: como um homem bom, que veio ao mundo, ensinou o amor e morreu injustamente. É o que o Diabo ensina nas religiões/seitas. Crendo dessa maneira passamos, automaticamente, a desconsiderar Jesus como nosso Salvador e passamos a acreditar que para Deus basta sermos bons e praticar as boas obras, ou seja, a nossa aceitação por Deus seria por mérito pessoal, dependendo exclusivamente de cada um. Olha como o Diabo é astuto: passando esses entendimentos às pessoas, elas passam achar que a questão de salvação é entre o homem e Deus Pai e, consequentemente, passam a descartar Jesus, o único Salvador e Mediador entre Deus e os homens. Passam a ignorar, inconscientemente, que é preciso aceitar Jesus como Salvador e, por agir dessa maneira, acabam não tendo Deus na sua vida e muito menos o novo nascimento exigido por Jesus para se herdar a vida eterna.

Talvez você diga que já é evangélica. Eu te alerto: Aquelas pessoas que não nasceram de novo pelo Espírito Santo, mas simplesmente vão a igreja pela forma e pela cerimônia religiosa, não serão salvas. Essas pessoas são, como eu costumo dizer, “simpatizantes do evangelho”. Por essa razão Jesus disse: Aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no Reino de Deus. (Jo 3.5)

Talvez você não conseguiria amar alguém que não está vendo. Mas eu digo que você conhecerá Jesus por fé e pela Bíblia. Ele viveu a vida mais peculiarmente bela que já se conheceu. Ele foi o homem mais bondoso, mais terno, mais gentil, mais paciente, mais compassivo que já existiu. Amava pessoas. Detestava vê-las aflitas. Gostava de perdoar. Deleitava-se em ajudar. Operava milagres estupendos para alimentar gente faminta. Aliviando os que sofriam, esquecia-se de comer. Multidões cansadas, vencidas pelas dores, de coração aflito, vinham a Ele e encontravam cura e alívio. Dele, e de mais ninguém foi dito, que, se todas as Suas obras de bondade fossem escritas, o mundo todo não poderia conter os livros que se escrevessem (Jo 21.25). Jesus foi este tipo de homem. E Deus é este tipo de Pessoa.

Depois Ele morreu numa cruz, para tirar o pecado do mundo, para tornar-se o Redentor e Salvador do homem.

Depois, ainda, ressurgiu dos mortos e agora vive. Não é apenas uma personalidade histórica, porém, uma Pessoa viva. Ele é o fato mais importante da História e a força mais vital no mundo de hoje.

Agora permita-me que eu pergunte: Você já nasceu de novo? Se a resposta for não, então VOCÊ ESTÁ MORTO. Como já relatei acima a palavra morte no grego é thanatos que quer dizer separação. Suponha que há um caixão com um homem morto à nossa frente. Ele está morto fisicamente; você espiritualmente. Ele está separado desse mundo, você de Deus. Pode até pensar: Eu não me sinto morto. Digo que seus sentimentos nada tem a ver com isso. Você não precisa sentir-se morto para estar morto. O cadáver está “no caixão” e você “em seus pecados”. Você é pecador por natureza. Todos pecamos. É tão natural a você pecar, como para o peixe nadar. Você é um pecador culpado diante de Deus. Você diz: Eu não tenho maus costumes. Mas eu lhe digo: Nem o defunto. Não há nada de errado com ele, exceto uma coisa: está morto. Isto é sério!

Você vive uma vida de moral limpa? Nada de errado, exceto: você está morto, perdido! Sua condição perante Deus é mais séria do que você imagina.

Fale ao morto a respeito de um jantar, ou de uma pescaria. Ele não responderá. Está morto, ou separado dos prazeres e divertimentos dessa vida. Se alguém falasse a respeito de um estudo bíblico ou oração, de você não haveria resposta. Você está separado das alegrias e bênçãos da vida cristã como o cadáver das coisas deste mundo. Ele não tem vontade de comer. Você não tem apetite para a Bíblia. Ele não pode ter prazer nas coisas desta vida física. Você não pode gostar das coisas da vida espiritual. O único que pode dar vida ao morto é o Senhor Jesus. Nem igreja, nem religião pode dar vida espiritual. Só Jesus. O homem morto não pode ressuscitar-se. Nem pode você dar a vida espiritual a si próprio.

Podemos batizar o morto no caixão, mas isso não lhe dará vida. Do mesmo modo você pode unir-se a uma igreja, ser batizado, mas, a menos que você tenha sido vivificado, permanece morto. Pense nisso! Talvez tenha sido religioso toda a vida. Não é religião que precisa. É VIDA - VIDA ETERNA - ESSA VIDA ESTÁ EM JESUS.
Aquele que crê no Filho tem a vida eterna, mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece. Jo 3.36

A razão pela qual leva muitas pessoas a não retornarem a ter comunhão com Deus ou não aceitarem a Jesus pela primeira vez como Salvador é porque ficaram presas pelo poder dos demônios. É o Diabo que cega o entendimento das pessoas para não aceitarem a Palavra da salvação - o evangelho deixado por Jesus.
Mas, se ainda o nosso evangelho está encoberto, para os que se perdem está encoberto, nos quais o deus deste século (Satanás) cegou os entendimentos dos incrédulos, para que não lhes resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. 2Co 4.3-4

As pessoas estão famintas; querem a libertação do pecado; anseiam pela vida eterna, mas muitas delas são incapazes de romper os laços que as prendem. Muitas chegam a dizer: Não posso tornar-me um cristão. Quero, mas algo me prende.

O verdadeiro cristão crê que Deus não quer o homem preso por coisa alguma. Simplesmente não deixa que coisa alguma o domine.

Para aqueles que aceitam a Jesus como Salvador, a morte é uma passagem, uma entrada na vida eterna. A morte física não pode deter esta vida. Ela é apenas passageira e Jesus é o caminho para a eternidade. Entregamos a nossa vida a Ele, com fé, e passamos ter a certeza que nossa alma não irá para o inferno.


A maioria do povo há de pensar, seriamente, como há de ser quando o fim chegar. Não adianta sorrir, desdenhosamente, passar adiante deste assunto, ESSE DIA HÁ DE VIR. E que acontecerá então. A Bíblia dá a resposta. É resposta inequívoca. Há um Deus. Há um céu. Há um inferno. Há um Salvador. Haverá um dia de Juízo. Feliz do homem que, enquanto vivo, fizer suas pazes com Jesus e se preparar para esse epílogo. Se o fim não vier durante a vida da pessoa, ele virá depois da sua morte um dia. O importante é morrer salvo. Morrer em Cristo Jesus ou, se em vida, estar em plena comunhão com Ele aguardando a Sua segunda vinda para nos resgatar.